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Edge gasta menos bateria que Chrome e Firefox em novo teste da Microsoft

Microsoft Edge consumiu menos energia que Chrome e Firefox em teste de bateria feito com atualização de outubro do Windows 10

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42 semanas atrás

Com a atualização de outubro de Windows 10, o Edge passou a impedir sites de tocarem vídeo automaticamente. Mas essa não é a única novidade: um teste conduzido pela Microsoft sugere que a otimização proporcionada pelo update fez o navegador consumir menos energia do que os rivais Chrome e Firefox.

Microsoft Edge

Quase que esse comparativo passou despercebido. A Microsoft faz testes do tipo há algum tempo, mas, por alguma razão, decidiu não dar grande atenção ao último, mesmo com o seu navegador apresentando os melhores resultados.

Mas o teste foi executado e, ainda que a companhia não tenha divulgado um vídeo mostrando o procedimento (como fez em ocasiões anteriores), os resultados foram publicados em uma página do Microsoft Edge no GitHub.

O comparativo foi feito em um Surface Book com processador Core i5-6300U de 2,4 GHz, GPU Intel HD Graphics 520, 8 GB de RAM e, obviamente, sistema operacional Windows 10 com a atualização de outubro.

Já o teste em si consistiu em fazer os navegadores executarem um vídeo em HTML5 via streaming. Entre várias outras configurações, o teste foi feito em tela cheia com brilho em 50%, volume no mudo, Bluetooth e sensores desativados, e Windows Update paralisado.

Em média, a bateria do Surface Book teve duração 24% maior no Edge em comparação com o Chrome e 94% maior em relação ao Firefox:

  • Microsoft Edge (versão 18): 16 horas de duração;
  • Google Chrome (69): quase 13 horas;
  • Mozilla Firefox (63): oito horas e 16 minutos.

Com o Edge em vantagem, por que a Microsoft não alardeou os resultados aos quatro ventos? Talvez seja pelo fato de que, apesar dos números positivos, a vantagem diminuiu em relação a testes anteriores.

Foto por Roberto Maldeno/Flickr

Em abril de 2017, por exemplo, o Edge registrou 35% mais autonomia do que o Chrome, embora tenha havido ganho na comparação com o teste de maio de 2018, quando o navegador da Microsoft obteve vantagem de apenas 14%.

Mas a explicação mais plausível pode ser simplesmente a recente decisão da Microsoft de migrar a base do Edge para o Chromium, a mesma que é usada no Chrome, como você deve saber.

Diante dessa circunstância, alardear o teste não faz muito sentido, afinal, os elementos que fizeram o Edge apresentar resultados favoráveis provavelmente já não serão os mesmos quando o navegador for modificado.

Com informações: Thurrott.