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Matrix PowerWatch 2 é um smartwatch sem bateria que usa o calor do corpo

Energia solar pode substituir as limitações da geração de calor a partir do corpo humano em ambientes quentes

André Fogaça Por

Uma empresa chamada Matrix e que não tem nenhuma ligação com o filme do final dos anos 90, anunciou o PowerWatch 2. Ele é um relógio inteligente que vem com GPS, mostra notificações simples, monitora exercícios físicos, não precisa de tomada e nem de pilha em nenhum momento de sua vida – desde que o tempo esteja menos quente do que o verão do Brasil.

Este é a segunda geração do PowerWatch, melhorando alguns pontos do modelo anterior. O primeiro e mais importante deles é que a fonte de energia do smartwatch não está somente na captura de calor do corpo, mas em um painel solar que fica no próprio produto e que completa a energia necessária para funções inteligentes, como monitoramento de exercícios físicos e algumas notificações.

O problema de ter apenas a energia térmica do corpo como fonte é que o relógio precisa de uma diferença mínima de temperatura entre o ambiente e o pulso. De acordo com a própria fabricante, em ambientes com temperatura do ar em no máximo 15 graus, a bateria é recarregada até mesmo com o usuário sentado e imóvel.

Em até 21 graus, o carregamento sem movimento é lento e basta caminhar para recarregar a bateria. Em temperatura acima de 26 graus, a bateria não é carregada quando o dono não se move e, passando de 32 graus, não há possibilidade de carga em qualquer situação – a temperatura máxima, agora e em São Paulo, é de 32 graus.

O painel solar fica instalado nas bordas do smartwatch e é por isso que elas são bem grossas. A Matrix afirma que as células que capturam energia solar são eficientes o suficiente para que a recarga aconteça até mesmo com luz artificial, mas não comentou se a luz solar gera energia o suficiente para uso do smartwatch em ambientes quentes.

Outra novidade é que o PowerWatch 2 utiliza tela colorida e que fica ligada o tempo todo – ela pode ser desligada. O display tem 1,2 polegada, vem com GPS interno, leitor de batimentos cardíacos.

Tudo isso custa US$ 199 (quase R$ 750) e ainda está em estágio de protótipo no Indiegogo. A fabricante já conseguiu arrecadar quase 430% além do necessário para tocar o projeto e transformar em um produto real. A promessa de entrega para quem apoiar o crowdfunding está marcada para junho deste ano.

Após o período de financiamento coletivo, o valor do smartwatch estará em US$ 499, ou mais ou menos R$ 1,9 mil.

Com informações: The Verge.

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Thiago Braga

O relógio não presta. Comprei o modelo Powerwatch no lançamento. As atualizações nunca saem, a customização prometida também nunca saiu. O relógio somente tem função de horas, contagem de calorias, temperaturas, luz e cronometro. Muito simples, faltou alarme, chime entre outros. Vem com 2 pulseiras, 1 de metal, se arrebentou com 3 meses de uso e desbotou as cores. Estou atualmente com 7 meses do uso do relógio esperando pelo próximo "bug"! Minha recomendação é: NAO COMPREM

FastSloth87

Indiegogo/Kickstarter/etc, ou seja, nunca vai ser lançado, os backers vão ficar putos e daqui 3 meses um xing-ling aparece melhor e mais barato.

Clayton TcO

Mas se a pessoa trabalhar no sol não seria um problema Will, visto que, ele carrega via luz solar também. Acredito que citaram a questão de ' não carregar' se referindo somente a temperatura corporal

Sid

Muito bacana, mas a tecnologia ainda é muito limitada. Quem sabe no futuro a gente tenha esse tipo de relógio sem restrições.

Alessandro

Mas deve ter, pelo que eu entendi, só a forma de carregamento que pela temperatura.

robsonc

Não leu.

Franco Luiz

Aqui no rj faria sucesso pq é um calor desgraçado

Will

Sei que não sou todo mundo, mas no meu caso até daria pra ter um desses hein

trabalho em escritório e os ônibus quase sempre tem ar-condicionado decente, fora a academia que é geladinha, creio que daria para ter um desses, complicado para quem trabalha no sol msm ou vive na rua

Felipe Xavier

Mesmo sendo teoricamente inviável aqui, é ótimo ver que existe algumas pessoas pensando em opções realmente viáveis para contornar o maior problema desses dispositivos, que é a bateria.

Jairo ☠️

Gostei , isto é inovação viu eipó

leoleonardo85

Deveria ter uma bateria de litio só pra aguentar enquanto não há calor pra fazer recarga

Henrique Queirós

Aqui na bahia ele teria que fazer o papel contrário na carga: usar a temperatura ambiente no lugar da corporal. Até de madrugada carregaria