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2019 é o ano das TVs 8K (inclusive no Brasil)

Samsung, LG, Sony, TCL e mais: todo mundo resolveu lançar televisor 8K na CES 2019

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36 semanas atrás

Direto de Las Vegas — O 4K já representa a maioria das vendas de TVs, então as marcas resolveram ditar outra tendência: 8K. Na CES 2019, as maiores fabricantes de TVs — Samsung, LG, TCL e Sony — lançaram modelos com resolução de 7680 x 4320 pixels, o que representa mais de 33 milhões de quadradinhos luminosos na sua frente. E algumas dizem que o 8K está vindo com tudo neste ano, inclusive no Brasil.

LG Z9, LG SM99, TCL X10, Samsung Q900 e Sony Z9G

Só a LG já possui dois televisores 8K na linha: a Z9, com 88 polegadas e painel OLED; e a SM99, com tecnologia LCD no tamanho de 75 polegadas. Ambos os modelos têm suporte ao padrão HDMI 2.1 para suportar conteúdos com taxa de até 120 quadros por segundo. Ainda não existe previsão de lançamento no Brasil, mas a Z9 desembarca em alguns países a partir do segundo semestre.

A nova flagship da TCL é a X10, com painel de pontos quânticos, que chega ao Brasil no início do segundo semestre. A fabricante chinesa aumentou o número de zonas de local dimming e, se o nível de preto não é o de um OLED, é muito próximo disso. Como de costume nas TVs mais caras da marca, o destaque fica por conta do som, que é emitido por meio de uma soundbar integrada da Onkyo com suporte a Dolby Atmos.

A Samsung já vendia TVs 8K e lançou um novo tamanho de 98 polegadas na linha Q900, com tecnologia QLED. A novidade é que agora a empresa confirma que vai levar o 8K para o Brasil — e antes das concorrentes, já no primeiro semestre. Os tamanhos disponíveis para compra no nosso país ainda não foram confirmados, mas você já pode separar um espaço a mais na sala de estar: a menor vai ser de 65 polegadas.

E para fechar o dia de lançamentos de 8K na CES 2019, a Sony revelou a Z9G, com painel LCD. Ela roda Android TV, será vendida nos tamanhos de 85 e 98 polegadas e tem o modo calibrado para Netflix, que ajusta as cores e o nível de contraste de acordo com a calibração dos monitores da pós-produção. Esta é a que pode demorar mais tempo para chegar: a Sony só vai se pronunciar sobre preço e lançamento no final do ano.

Mas ainda não tem conteúdo em 8K, e agora?

Mais do que nunca, as fabricantes estão investindo em processadores mais rápidos e inteligência artificial para melhorar a qualidade da imagem por software. Antes, as TVs faziam um “upscaling burro”: elas simplesmente esticavam um vídeo de baixa resolução e copiavam os pixels adjacentes para formar uma imagem maior.

Agora, as TVs 8K conseguem entender o que é o conteúdo e tratar cada quadro de forma mais eficiente. No caso da Samsung, por exemplo, existe um banco de dados com milhões de imagens para melhorar a definição de uma flor, um rótulo de garrafa ou um rosto com as texturas mais realistas possíveis. Como o 8K naturalmente já exige um processador mais potente, a tecnologia de upscaling também acaba se beneficiando.

Em uma das demonstrações da Samsung na CES 2019, a diferença entre um vídeo em Full HD sendo reproduzido em uma TV 4K e em uma TV 8K, lado a lado, ficou bastante visível; qualquer pessoa perceberia a nitidez maior do 8K a dois metros de distância da tela. Então é claro que os conteúdos em 8K serão importantes — mas eles não serão imprescindíveis para aproveitar uma TV 8K.

Só vai ter TV gigante? As casas estão ficando menores!

Um dos grandes mitos do mercado de TVs é aquele gráfico, lista ou tabela de recomendações de tamanhos de tela de acordo com a distância do sofá. Essas sugestões não estão totalmente erradas, mas normalmente estão desatualizadas — muitos diriam que é um absurdo comprar um televisor de 65 polegadas e assisti-lo a menos de dois metros de distância, por exemplo.

A lenda é que, se você comprar uma TV maior em vez da menor, a definição da imagem vai se perder, você não vai conseguir enxergar toda a tela, a TV vai te causar problemas de visão e você vai ter uma dor de barriga por ter tomado leite com manga. Na verdade, quanto maior a resolução da tela, maior é o tamanho da TV que você poderá colocar na sua sala de estar.

O mais importante é que a TV cubra o máximo possível do seu campo de visão — até porque ninguém compra ingresso em cinema para ficar vendo os cantos da tela. A única limitação, como sempre, acaba sendo o preço.

Paulo Higa viajou para Las Vegas a convite da Intel.

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