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Venda de celulares no Brasil cai 7% no terceiro trimestre de 2018

A IDC Brasil acredita que, apesar da Black Friday e do Natal, os números do último trimestre podem ser ainda piores

Victor Hugo Silva Por

O terceiro trimestre de 2018 trouxe resultados ruins para as fabricantes de celulares no Brasil. O setor caiu 7% na comparação com o mesmo período de 2017 ao vender 11,49 milhões de unidades. Do total, 10,8 milhões são smartphones e 617 mil, feature phones, isto é, modelos mais baratos sem todos os recursos de celulares com Android ou iOS.

Os dados do relatório IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q3 indicam nova queda trimestral na venda de celulares. No primeiro trimestre de 2018, foram 12,07 milhões de unidades vendidas, marcando uma queda de 1,8% em relação ao mesmo período de 2017.

No segundo trimestre do ano passado, o número caiu para 12,05 milhões, o que representou uma queda de 5,5% na comparação com as vendas entre abril e junho de 2017.

Com os números para o terceiro trimestre de 2018, a receita do setor de celulares chegou a R$ 14,672 bilhões, sendo R$ 14,583 bilhões vindos de smartphones e R$ 89,2 milhões de feature phones.

Segundo a IDC Brasil, o período entre julho e setembro costuma registrar quedas por não ter grandes datas de compras, como Dia das Mães e Natal. Porém, a consultoria acredita que a instabilidade do dólar e incertezas causadas pelo período de eleições foram fatores que prejudicaram as vendas.

Apesar do recuo no número de unidades vendidas, o valor médio das vendas de celulares aumentou 19,9% e chegou a R$ 1.340. A faixa de celulares entre R$ 1.100 e R$ 1.999 foi a mais bem-sucedida no período ao registrar um crescimento de 56% no ticket médio.

“O consumidor está investindo em aparelhos de tela com borda infinita, mais memória e câmera mais potente, modelos que também têm sido impulsionados pela indústria, com vários lançamentos”, afirma o analista de mercado da IDC Brasil, Renato Murari de Meireles.

Entre julho e setembro, o ticket médio da categoria de feature phones também cresceu. Na comparação com o ano anterior, a alta foi de 29,5%, passando para R$ 145. “As fabricantes, principalmente as brasileiras, continuam lançando celulares básicos e ganhando o mercado, enquanto menos ‘aventureiros’ estão entrando para o segmento”, explica Meireles.

A IDC Brasil espera uma queda ainda maior no último trimestre de 2018, apesar de datas como a Black Friday e o Natal. Para a consultoria, as vendas de smartphones chegarão a 11,26 milhões de unidades, representando uma queda de 10,5% em relação aos últimos três meses de 2017. Entre os feature phones, o recuo poderá ser de 6,9%, com 721,7 mil unidades vendidas.

Com informações: Teletime.

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Thiago

Isso aí 👍

Rodrigo Gomes

Normal. Combinação entre novos aparelhos que entregam poucas inovações, dólar (e consequentemente, preço dos aparelhos) alto e público em geral com menor poder aquisitivo.

brunocabral

Eu só fazia isso na época em que fazia sentido, hoje um Z Play 1 já da conta até 2020.

brunocabral

Discordo, não troco meu Moto Z Play 1 pq os mais novos são parecidos com um preço maior.

Keaton

O dolar ridiculamente alto deixou o brasileiro bem mais pobre para tecnologia... e isso não vai mudar tão cedo. (Isso ajuda os exportadores, mas ferra os importadores e consumidores...)

Carlin

Chegamos no momento em que boa parte do aparelhos disponíveis do mercado entregam minimamente uma boa experiencia nos principais aspectos, o que acaba diminuindo a necessidade de troca ano a ano!

Thiago

As pessoas compram smartphone cada vez que sai um modelo novo ,eu acho que agora estão economizando mais .

fan

A verdade é que brasileiro é leigo em tecnologia e acha que gastar muito dinheiro em um smartphone é coisa de trouxa. Acontece que aqui a tecnologia é muito cara e poucos tem acesso massivo a ela. A maioria ainda fica na faixa dos 800/1100 por um aparelho inferior ao que paga.

Mas nós evoluímos muito, não pra algo bom, antes 2500 era um absurdo por um iPhone, hj em dia intermediário custa isso. Esse foi o resultado de anos de instabilidade econômica. Ninguém é bobo, entre trocar de smartphone e comprar uma geladeira nova as pessoas fazem a escolha certa.

Espero que as futuras gerações tenham mais intimidade cm a tecnologia e exijam produtos cada vez melhores... Eu fico muito feliz quando vejo um senhor de idade com um smartphone na mão, sepultando a era do feature phone.

fan

A tecnologia chegou a tal ponto que tudo está bem desenvolvido. Mas existe um marco do entrada/ intermediário/ premium que não pode ser rompido.

Então as fabricantes como Samsung quando lançam um novo intermediário não melhoram ele muito pra não bater cm um premium (cm exceção do pocophone que é exatamente um intermediário que rivaliza um premium).

O nosso mercado brasileiro é difícil, a carga de impostos é muito alta, a logística é cara, as estradas são ruins, e acaba dando nisso, intermediário de 2000 reais!

Baidu feat MC Brinquedo

A cada seis segundos a Samsung e a Xiaomi lançam um aparelho.

Jairo ☠️

Situação de retração normal no atual cenário macroeconômico , gadgets mais caros e que não apresentam uma real necessidade de troca até por falta de inovação.

Franco Luiz

Normal , E vai piorar nos proximos anos pelo que vi o ciclo de atualizaçao de hardware vai diminuir pra 6 meses , entao a cada 6 meses um aparelho novo é dificil ter nego que vai fica trocando o tempo todo o aparelho , ainda mais atualmente que um bom intermediario ja supri as necessidades de muita gente

Felipe Xavier

As pessoas não estão mais comprando tanto celulares porque, irão gastar o mesmo que o modelo que já possuem, por um aparelho com configurações inferiores. Ou então terão de gastar muito mais para ter um salto considerável, por isso acabam não trocando.
Mimimi: Mas isso só quem conhece tecnologia e tal. Não necessariamente, e sempre tem aquele amigo que sabe das coisas e acaba perguntando pra ele antes, que te ajuda com algumas informações.