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O YouTube precisou proibir vídeos perigosos após desafio de Bird Box

A rede social será mais rígida com vídeos de desafios e brincadeiras perigosasA rede social será mais rígida com vídeos de desafios e brincadeiras perigosas

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31 semanas atrás

Os vídeos de desafios estão entre os mais populares do YouTube, mas parecem estar saindo do controle principalmente por conta de Bird Box. Vários usuários estão tentando se passar pelos personagens do filme e realizar tarefas como andar pela rua e até mesmo dirigir enquanto estão vendados.

A ideia não tem dado certo em diversas situações e chegou a causar um acidente de carro em Utah, nos Estados Unidos. Para evitar problemas ainda mais graves, o YouTube atualizou sua política e aumentou a rigidez sobre vídeos com desafios e brincadeiras perigosas.

O YouTube precisou proibir vídeos perigosos após desafio de Bird Box

Segundo a plataforma, as diretrizes externas foram revisadas “para deixar claro que desafios como o do Tide Pod ou do fogo, que podem causar morte e/ou causaram mortes em alguns casos, não têm lugar no YouTube”.

Coincidência ou não, o anúncio foi feito quatro dias após o acidente de Utah. A polícia local classificou a colisão como um “resultado previsível” causado por uma motorista de 17 anos que estava dirigindo com os olhos vendados.

O filme se tornou tão popular que a Netflix foi obrigada a pedir cuidado em letras garrafais: “Não posso acreditar que tenho que dizer isso, mas: POR FAVOR, NÃO SE MACHUQUEM COM ESSE DESAFIO DE BIRD BOX”.

Os vídeos que violam as regras já podem ser removidos, mas o YouTube dará dois meses para donos de canais revisarem seu conteúdo até que canais possam ser banidos por conta de desafios e brincadeiras perigosas.

A medida também vale para as brincadeiras que levam pessoas a pensaram que estão em perigo, como as que simulam invasões de domicílio e tiroteio (sim, isso existe). “Precisamos garantir que o que é engraçado não cruza a linha de ser também prejudicial ou perigoso”, afirma a rede social.

O YouTube ainda promete banir vídeos em que crianças são levadas a um sofrimento emocional grave, podendo causar traumas. A plataforma afirma ter definido com psicológos quais brincadeiras passam dos limites e apontou a falsa morte de um dos pais e o falso abandono como alguns dos exemplos.

A atualização da política também prevê penalizações para quem personalizar as miniaturas dos vídeos com pornografia ou violência gráfica e para quem incluir no YouTube links de sites pornográficos ou que contenham spam ou malware.

Com informações: YouTube, TechCrunch, Mashable.