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Meizu Zero é um celular que não traz USB, alto-falantes ou botões

Nada de slots e botões: Meizu Zero é um smartphone que traz carregamento sem fio, áudio integrado à tela e eSIM (chip virtual)

Emerson Alecrim Por

A gente até consegue se virar bem com celulares que não trazem conexão para fones de ouvido, mas e se, além disso, o aparelho não tiver porta USB, gaveta para SIM card, botões físicos e nem mesmo alto-falantes? Acredite, essa é a peculiar proposta do Meizu Zero.

Meizu Zero

Na primeira olhada, o dispositivo não passa de um smartphone com características atuais. A tela, por exemplo, é um painel AMOLED de 5,99 polegadas com resolução de 2540×1440 pixels, bordas finas e uma leve curvatura nas laterais (e nenhum notch, veja só).

Olhando para a traseira, a gente se depara com uma câmera dupla de 12 + 20 megapixels, consistindo nos sensores Sony IMX 380 e IMX 350 AI, respectivamente. Não parece, mas ali na frente existe uma câmera para selfies com 20 megapixels.

Mas logo percebemos que muita coisa aqui foge do comum. Para começar, o Meizu Zero tem leitor de impressões digitais integrado à tela (não é novidade, mas ainda é um recurso pouco comum) — o círculo logo abaixo da dupla câmera traseira é um flash LED em formato de anel.

Depois vem a ausência de porta USB. Para alimentar a bateria, cuja capacidade ainda não foi revelada, o smartphone utiliza um carregador sem fio Super mCharge de 18 W. O Meizu Zero tem estrutura unibody de cerâmica, característica que deve facilitar a recarga.

Meizu Zero

Nas laterais, os botões foram substituídos por sensores de pressão integrados às bordas da tela que permitem ligar ou desligar o aparelho, bem como controlar o volume do áudio, uma tecnologia que a Meizu chama de mEngine 2.0.

Falando em áudio, as tradicionais saídas de som foram substituídas por uma tecnologia chamada mSound 2.0, basicamente, um tipo de transdutor piezoelétrico posicionado sob a tela — é como se o som fosse emitido pelo visor. Fones de ouvido? Só via Bluetooth.

Em vez de SIM card, o Meizu Zero permite apenas o uso de eSIM (uma espécie de chip virtual). Isso também significa que não há suporte a cartões microSD. O usuário vai ter que se contentar com a capacidade interna de armazenamento do aparelho.

No resumo da ópera, a ideia é oferecer um celular que não tem “buracos”. Ou quase isso: o modelo possui apenas dois diminutos orifícios, um para o microfone, outro para um hard reset, quando necessário. Certamente, isso ajudou o Meizu Zero a ter certificação IP68: dá para deixá-lo submerso na água por até duas horas e meia.

Pelo menos o processador não foi substituído por nenhum “mProcessor”: o Meizu Zero conta com o Snapdragon 845. No entanto, as demais especificações básicas, como quantidade de memória RAM e capacidade de armazenamento, ainda são desconhecidas.

Data de lançamento e preço são outros detalhes que a Meizu ficou devendo. Mas, provavelmente, o smartphone terá distribuição limitada: a sua disponibilização deverá depender de parcerias com operadoras que suportam eSIM.

Com informações: GSMArena.

Comentários

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Mickael Fernandes

Pior que gostei do aparelho, hein?! Os sensores de pressão podem vingar bem.

Franco Luiz

Diferentao

fan

O iPhone chinês tem dual SIM físico, o e-SIM em iPhones chineses è desabilitado em função da China não dar suporte massivo.

fan

e-SIM è um chip de operação virtual, vc poderia mudar de operadora a qualquer momento cm apenas um QR code. A tecnologia è bem diferente da década de 90.

Orley Lima

Desculpa ae, fera.

JOSÉ AUGUSTO

a apple "implementou" na marra o micro Sim no iphone 4, assim como o Nano Sim anos depois. Toda a indústria seguiu a onda. Esse e-sim deve ser parecido com a tecnologia usada nos telefones TDMA e CDMA da década de 90.

JOSÉ AUGUSTO

poxa que legal. geralmente vejo o povo reclamando horrores da Flyme.

Marcos Soares Santos

a gente paga caro num bom fone bluetooth mas a satisfação é certa.

AlienUrbano

Eu não entendia o por que das empresas tirarem o buraco do fone de ouvido e favorecerem o uso de fone bluetooth..... ATÉ eu pensar em quanto já gastei com fone novo e quantas telas trinquei por que a porra do cabo prendia em algum lugar.

Kodos Otros

Bacana

Lord Cheetos

Vocês estão muito atrasados na tecnologia, a primeira coisa que eu fiz quando estava aprendendo a mexer no ADB foi procurar se funcionava também por Wi-fi ou bluetooth.

Geraldo Lopes

Também notei o aquecimento em carregamento wireless... isso é um veneno para durabilidade das baterias.

lordtux

Ahh outro detalhe né, carregador, quem for ter um desse vai ter que andar com um carregador sem fio sempre no bolso.

lordtux

Meu único problema nisso é não ter saida pra fone de ouvido, isso é um saco no iPhone, ter que ficar dependendo de fone bluetooth é um porre. Do resto eu não vejo problemas, e em termos de design pelo visto tão dando surra na Apple que queria fazer um device assim de corpo único.

Carlos Regis

O melhor dos celulares da Meizu é a Flyme! Já tive 3 modelos e todos foram excelentes, o único defeito é que não tem todas as bandas de 4G aqui do Brasil, mesmo assim eu comprei 3 pois a Flyme é tão boa que sei que vou acabar voltando. Por enquanto estou com o Pocophone F1, mas não vejo a hora de voltar pra Meizu.

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