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CEO da IBM: empresas devem priorizar habilidades em vez de diplomas ao contratar

Para Ginni Rometty, CEO da IBM, olhar para habilidades e não apenas para diplomas ao contratar é essencial em uma sociedade cada vez mais tecnológica

Emerson Alecrim Por

Buscar uma formação universitária é o caminho mais indicado para quem quer construir uma carreira sólida, especialmente em grandes corporações. Mas, para Ginni Rometty, CEO da IBM, é mais importante que as empresas se preocupem em contratar pessoas por conta de suas habilidades do que pelos diplomas que carregam.

Ginni Rometty em Davos (foto: IBM)

Ginni Rometty em Davos (foto: IBM)

Essa orientação vale principalmente para o setor de tecnologia. Não é que a IBM esteja dizendo que as graduações não valem a pena. Diplomas de ensino superior permanecem sendo valiosos — e, em muitos casos, imprescindíveis — nos mais diversos ramos de atividade.

O que Rometty quer dizer é que, se as companhias olharem apenas para os títulos acadêmicos, estarão correndo o risco de deixar de fora gente talentosa, que realmente tem com o que contribuir. Mas esse é um assunto mais delicado do que parece, pois é acompanhado de uma grande perspectiva social.

Ginni Rometty participou de um painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Em seu discurso, a executiva sinalizou que os avanços tecnológicos têm substituído muitos empregos, deixando boa parte da sociedade preocupada com o futuro.

Ainda que não na mesma proporção em que se fecha postos de trabalho, esse cenário abre espaço para outros tipos de oportunidades, no entanto, a CEO da IBM lembrou que as tecnologias evoluem tão rapidamente que a sociedade não consegue se atualizar no mesmo ritmo.

Essa situação gera um clima de descontentamento e incerteza com relação ao futuro que, no entendimento de Rometty, tem levado a movimentos extremos, como o Brexit.

IBM

Por isso, a executiva chamou atenção para a importância de as empresas tomarem partido no assunto. Como? Começando por contratar pessoas por conta de suas habilidades, e não apenas com base em títulos acadêmicos.

“Estamos cercados de empresas com diplomas universitários e doutorados, mas é preciso dar espaço nesses trabalhos para todos na sociedade”, disse Rometty, levando outros empresários que acompanhavam o painel a acenar positivamente com a cabeça.

É claro que essa é uma questão cheia de nuances. Carga de trabalho e salário são fatores que não podem ser deixados de lado, por exemplo. Todavia, o discurso de Rometty condiz com o que a IBM pratica: a companhia está entre as gigantes que priorizam experiências ou habilidades no lugar de diplomas.

No Brasil, empresas como Nubank e ThoughtWorks seguem pelo mesmo caminho.

Com informações: Gizmodo, Business Insider.

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Omar

Então vamos rasgar os diplomas, as certificações, etc.

Fabio Santos

Primeiro que dar moral ao cara que nem foto usa kkk, bem tenho dois gerentes de logísticas com apenas nível médio em dois hospitais da Amil fazem muito mais do que os formados, um inclusive está pra ser promovido caso conclua um compras único como gerente geral, já tive colaborador com formação administração, pós logística, adm hospitalar que nem excel entendia.

Fabio Santos

Bem isto e digo em todas áreas tá assim não só a de vocês tecnologia

Fabio Santos

No Grupo que trabalho enfim a gestão está trazendo pro Brasil a ideia, cansei de ver QI com diploma e ter que ensinar coisas básicas, dava vontade de dizer pega o diploma e limpa a b... depois do chute, como tem profissional formado que não sabe nada e mais tem muitos outros com mais de 35 anos ou mais qualificados e por grande parte culpa do RH não selecionar estes como opção.
Sem contar que jovens hoje se você dar uma bronca já acha que é assédio, mesmo que seja feito entre gestor e colaborador, bem longe dos demais.

richardsonvix

DUVIDO que a IBM pense assim na sua seleção de candidatos.

Fora que essa abordagem bate primeiro no Q I, pois é complicado avaliar a capacidade, por isso pegam o caminho mais curto.

QI primeiro, depois seleção sobre diplomas, afinal se o fulano tem diploma assado, então deve ser O cara, coisa que nem sempre é fato em tecnologia, quando o empirismo vale mais (junto com o auto-didatismo - que inclui cursos e etc, mesmo sem certificados).

Ivan

Também aconteceu comigo, quando cheguei numa empresa para fazer o processo seletivo, descobri que do total dos 11 candidatos (contando comigo), 10 foram indicados e tem alguma ligação direta com os recrutadores. Eu me levantei e fui embora na mesma hora para não perder tempo. Fiz isso porque já tive experiencias parecidas no passado.

S Y N T H W A V E + L O V E R

Nada de impressionante. No Google vários não têm diploma. Isso é foda.

Diploma é uma burocracia. E tá cheio de diplomados sem experiência na parte técnica.

Cassio

Excelente relato, comigo já aconteceu coisas parecidas, porém consegui vencer esse MITO, aprendi aos 18 anos que curriculum, experiências e diplomas não eram TUDO.

Caso 1: Com cerca de 15-16 anos, por já trabalhar em lan houses, ser viciado em games, ter curso de montagem de PC, ajudar amigos com TI e etc, participei de um tal de Install Fest do Linux, quando existia uma tal febre de Linux aqui na cidade, estava em uma sala do SENAC, só com os "picas" do TI da cidade, todos com graduação ou se formando em TI, outros cursando pós + curso técnico e trabalhando na área de TI de bancos e governo, havia também diretores de TI de escolas particulares (Marista)

Cara, quando ouvi todos aqueles registros, eu simplesmente queria ir embora, me deu um desanimo, aquele (o que que eu estou fazendo aqui?).
Resovi ficar e falei com bastante vergonha: Tenho tal idade, trabalho em lan house e fiz um curso de montagem e manutenção de PCs.
Na sequência por não ter computador para todos, separaram o pessoal em duplas, como o número de integrantes estava em ÍMPAR, alguém tinha que ficar sozinho, adivinha quem ficou só? Sim, eu, me senti novamente, envergonhado e desprezado.
Na sequência, o instrutor passou as coordenadas e deu o "GO" podem instalar.
Fui o primeiro a terminar a instalação sem erros, na época tinha que fazer meio que umas contas na hora de dividir a participação e muita gente travou nisso, inclusive, chamei o instrutor que não deu moral quando falei que tinha finalizado, chamei pela segunda vez e ele falou para todos que eu tinha terminado a instalação.
A vergonha e desprezo que eu tinha sentido, sumiram, me senti muito feliz e aprendi bastante com esse episódio.

Caso 2: Tempos depois com 18 anos, fiz seleção em uma empresa aérea, havia 120 candidatos e detalhe, era uma seleção para cadastro de reserva que era feito de praxe de 6 em 6 meses, para se alguém que já estava dentro saísse, já ter uma lista de candidatos pré-aprovados.

Cara, o curriculum da galera era top, tinha nego formato em Direito, gente com experiência na aviação, e eu como muitos outros, apenas com ensino médio completo, mas como já tinha aprendido a lição no episódio anterior, segui confiante e dei o meu máximo, resultado, apesar de toda aquela gente gabaritada, fui selecionado em primeiro lugar, depois de passar por psicólogas, dinâmicas de grupo, entrevista particular e demais critérios de seleção.

Sei que rola muito a questão de "QI" quem indica, mas uma coisa é certa, nunca se desvalorize por ter candidatos que são mais "gabaritados" do que você, mostre quem você é, sem medo, sem vergonha, afinal, você sabe o seu valor e só você pode mostra-lo.

Alex Panceri

CEO da IBM descobre que água é molhada.

Luizão

quando eu era mais novo e fazia várias entrevistas, era pessoas com o perfil 1 e 3 que eu via as empresas querendo, bacana vc pensar diferente.

o começo foi realmente mto difícil pra mim

Naum Tenho

E ai fera.... seguinte:
> Pra minha equipe os numeros 1 e 3 estariam totalmente descartados dado q esses caras já vem cheios de vicios e sugestões (no caso do ancião mais parecem ordens do q sugestões e esse tipo de pessoa nao passa nem o primeiro mes aqui);
> O numero 2 talvez teria chance se provasse pra mim que realmente gosta de TI, o fato dele sequer saber a vaga pode indicar 2 coisas: total despreparo ou excesso de confiança.
> Restaria então o numero 4 q ao meu ver daria bem menos trabalho q os demais, mas durante a execução das tarefas o fato de ser certificado Cisco talvez falasse mais alto do q enxergar de fato o q a organização requer, se é que me entende.

Concordo com vc que quem é indicado tem mais chances, mas isso é um problema devido a confiança que vc precisa ter nas pessoas pra trabalhar no setor de TI e isso infelizmente é muito dificil mesmo de encontrar, quando o cara é indicado o "handshake" para o fator "confiança" é estabelecido mais facilmente, porém, jamais contrataria alguem q fosse indicado pelo diretor pois uma prerrogativa ao contratar é poder mandar embora qualquer pessoa da minha equipe e um sujeito indicado por um "pica dura" com certeza eu teria mais dificuldade em demiti-lo.

Alexandre Roberto

Nos processos de seleção, IBM é idêntica ao discurso politicamente de artista global que na vida real o cara não aplica?
Desarmamento já, mas eu ando com segurança....não existe rosa ou azul, mas meu filho homem tem enxoval azul.....

Falo por ter vivido isso na prática (ps..fui aprovado no processo de seleção da IBM em certa ocasião, mas optei por outra oportunidade)

Da Silva

Minha primeira entrevista de emprego foi assim:

Eu, recém formado em curso técnico, me candidatei a uma vaga de T.I em uma pequena empresa. Pois bem, chegando no Processo seletivo, havia 4 candidatos, contando comigo:

1 - Era um ancião, velho de guerra no mundo do T.I;
2 - Estava terminando sua graduação, porém antes da entrevista estava me perguntando qual era a vaga;
3 - Um rapaz que tinha acabado de ficar desempregado e havia trabalhado em Sp, pela sua antiga empresa por 4-6 anos ( não lembro o certo);
&
4 - Eu, um jovem de 18 anos, acabado de sair do ensino médio, com seu diploma Técnico e seus certificados Cisco em mãos.

A recrutadora ignorou os candidatos e focou a entrevista no ancião número (1) e no rapaz (3). Não tiver nem a chance de mostrar minhas habilidades na parte prática. E conversando com os demais após a entrevista, descobri que o rapaz número 3 era um "peixe".

Resumindo: Descobri da pior forma, que ser indicado vale mais que seus diplomas; e suas experiências, valem mais que seus conhecimentos.

- A vaga era pra Auxiliar técnico de Suporte. AUXILIAR técnico de Suporte. AUXILIAR!!!

Lucas Blassioli

Já fui negado na IBM por não ter diploma e ouvir que a faculdade e educação vale mais que suas experiências... Mas né, podia começar dando exemplo.

Anderson Silva

Nos EUA, só se for... no Brasil, conseguir emprego na IBM ou qq uma das suas subsidi

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