Início » Internet » YouTube vai deixar de recomendar vídeos sobre teorias de conspiração

YouTube vai deixar de recomendar vídeos sobre teorias de conspiração

Mudança no sistema de recomendação de vídeos visa evitar que YouTube seja usado para promover desinformação e conteúdo extremista

Por
20 semanas atrás

O YouTube anunciou nesta sexta-feira (25) uma mudança que fará a sua plataforma diminuir a recomendação de vídeos que promovem teorias de conspiração e desinformação. Esse é um esforço para evitar que o serviço seja usado para potencializar o alcance de conteúdo extremista.

YouTube / i-m-nik / Unsplash

Vídeos conspiratórios incluem aqueles que dizem que os ataques de 11 de setembro foram uma farsa, que a Terra é plana ou que vacinas causam autismo, por exemplo. Mas também há publicações extremistas de cunho político ou religioso que, portanto, podem ser usadas para fortalecer movimentos radicais.

Há tempos que o Google vem sendo criticado por permitir que seus algoritmos indiquem vídeos de teorias de conspiração e afins. O maior problema é que o sistema de recomendação sugere publicações considerando fatores como quantidade de visualizações e comentários. Vídeos extremistas, por conta da abordagem polêmica ou sensacionalista que frequentemente trazem, acabam se sobressaindo nesses aspectos.

A mudança visa fazer esses vídeos não aparecerem nas sugestões, pelo menos não entre as primeiras opções. Mas não vai ser tarefa fácil: como a decisão será tomada prioritariamente por um algoritmo, sempre existirá o risco de determinados vídeos extremistas passarem pelo filtro ou, pior, de publicações inofensivas serem barradas.

O Google lembra, porém, que já aplicou uma mudança bem-sucedida no sistema de recomendações. Com ela, o número de vídeos com chamadas clickbait (do tipo “você não vai acreditar no que aconteceu”) diminuiu sensivelmente nas sugestões.

Geralt / YouTube / Pixabay / como ganhar dinheiro no Youtube

De todo modo, a mudança relacionada a conteúdo conspiratório vai ser progressiva: inicialmente, serão afetados apenas vídeos limítrofes (que chegam perto, mas não violam as diretrizes do YouTube) publicados nos Estados Unidos. Posteriormente, a restrição será aplicada a vídeos de outros países.

Isso porque o algoritmo precisa ser treinado. O filtro tem como base classificações feitas por moderadores humanos e aprendizagem de máquina, o que significa que o algoritmo vai ficar mais preciso com o passar do tempo (pelo menos é o que se espera). Nas estimativas do YouTube, a alteração afetará menos de 1% dos vídeos.

Note que os vídeos classificados como limítrofes não serão removidos ou deixarão de aparecer para os inscritos de seus respectivos canais. A mudança afeta apenas o sistema de recomendações.

Mais sobre: ,