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Samsung, Apple, Huawei e Xiaomi lideram venda de smartphones em 2018

Vendas globais caíram 4,1% em 2018, segundo IDC; Samsung e Apple venderam menos, enquanto Huawei e Xiaomi cresceram

Felipe Ventura Por

A venda de smartphones caiu 4,1% ao redor do mundo em 2018, segundo a consultoria IDC, e devem sofrer queda novamente este ano. As pessoas estão demorando mais para trocar de celular, e os preços mais altos não ajudam. No entanto, nem toda fabricante foi impactada da mesma forma: Samsung e Apple venderam menos aparelhos, enquanto Huawei e Xiaomi tiveram forte crescimento.

Foto por Tinh tế Photo/Flickr

Xiaomi Mi Mix 2S e iPhone X

O volume global de smartphones vendidos em 2018 foi de 1,4 bilhão. Ryan Reith, analista da IDC, menciona em comunicado alguns fatores que contribuíram para a queda nas vendas. Ele diz que há uma “crescente frustração do consumidor em torno do aumento contínuo dos preços”. Além disso, o ciclo para trocar de celular se tornou mais longo: as pessoas preferem continuar com um aparelho antigo a investir em um novo.

A China sofreu queda de 10% nas vendas, o que ajudou a derrubar o resultado global; ela é responsável por cerca de 30% do consumo mundial de smartphones. “Fora alguns mercados de alto crescimento como Índia, Indonésia, Coréia e Vietnã, não vimos muita atividade positiva em 2018”, conta Reith.

Anthony Scarsella, gerente de pesquisa da IDC, acredita que dispositivos 5G e celulares dobráveis podem dar um ânimo nas vendas de 2019. No entanto, eles adotam tecnologias de ponta em componentes como tela, modem e chipset, “o que se traduzirá em preços mais altos para os consumidores”.

As empresas que mais venderam smartphones em 2018

A Samsung está em primeiro lugar com 292 milhões de smartphones vendidos, queda de 8% em relação ao ano anterior. Ela divulgou seu resultado financeiro nesta semana: o lucro anual com celulares caiu em um terço.

A empresa sofreu maior concorrência de fabricantes chinesas, e alguns lançamentos — como o Galaxy S9 — tiveram desempenho abaixo do esperado. Ela espera reverter isso com o Galaxy S10, celulares dobráveis e dispositivos 5G.

A Apple está em segundo lugar com 209 milhões de iPhones vendidos, queda de 3% em relação ao ano anterior. O CEO Tim Cook diz que as vendas caíram devido ao dólar forte, que deixou seus aparelhos muito caros na China e em outros países emergentes. Por isso, a empresa planeja ajustar os preços localmente, deixando-os mais próximos aos de 2017.

Cook também culpa o programa de substituição de baterias, que acabou estendendo o ciclo de troca: os clientes preferiam continuar com o iPhone antigo porque ele voltava a ter um bom desempenho.

Huawei Honor View 20

Huawei Honor View 20

A Huawei está em terceiro lugar com 206 milhões de unidades vendidas, aumento de quase 34%. Segundo a IDC, o bom resultado se deve ao sucesso crescente da linha Honor, que representa quase metade do volume total. A chinesa também lançou o Mate 20 Pro e P20 Pro com câmera tripla, que lideram o ranking do DxOMark.

No entanto, a empresa está sob forte escrutínio. Ela foi acusada formalmente de fraude pelo governo americano; a diretora financeira Meng Wanzhou foi presa, também sob acusação de fraude; enquanto outro executivo foi preso por realizar espionagem para a China. Aliados dos EUA, como Austrália, Canadá e Reino Unido, cogitam deixar de usar produtos da Huawei.

A Xiaomi está em quarto lugar com 123 milhões de smartphones vendidos, alta de 32%. Ela concentra a maior parte de seus negócios na China, Índia e Indonésia, mas vem obtendo bons resultados na Europa Ocidental — principalmente na Espanha, segundo a IDC.

A linha Redmi — que se tornou uma marca independente da Xiaomi — é bastante popular em mercados emergentes. Enquanto isso, os modelos Mi Mix, Mi Max e Mi Pro vêm se tornando ainda mais competitivos. Há também o Pocophone P1 com ótimo custo-benefício.

A Oppo está em quinto lugar com 113 milhões de smartphones vendidos, alta de 1,3%. Ela é mais atuante na China, Índia e Indonésia. No ano passado, ela lançou o Find X com câmera retrátil e tela sem notch; e o R17 Pro com câmera tripla e leitor de digitais sob a tela. Para 2019, ela planeja celulares dobráveis, modelos com 5G e câmeras com zoom óptico de 10x.

A Vivo está em sexto lugar, e por isso não aparece no ranking; a IDC não diz quantos celulares foram vendidos. A chinesa é conhecida por designs mais ousados, como o NEX 2 com duas telas e três câmeras; e o NEX com câmera frontal retrátil.

Há, então, a categoria “outras” que engloba fabricantes como LG, Motorola, Asus, OnePlus e Sony. Somadas, elas sofreram queda de 19% nas vendas.

Com informações: IDC.

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Sid

Legal. Agora entendi.

Maicon Bruisma

Exato, nem sempre estou aqui para ser contra, maioria das vezes só quero dar mais credibilidade e confiança ao que foi dito por outrem

Sid

Não entendi a sua resposta. Eu disse que eles não se preocupam com a concorrência como os americanos porque não fabricam smartphones. E você disse que eles possuem antenas com tecnologia Huawei. Disso eu sei, e são justamente esses equipamentos que eles querem banir da Alemanha porque desconfiam que são utilizados para espionagem. Você só corroborou o que eu escrevi antes.

Maicon Bruisma

Não fabricam smartphones mas possuem antenas com tecnologia Huawei

Maicon Bruisma

E more numa caverna em que ondas eletromagnéticas não alcancem, senão você sempre será rastreavel

Maicon Bruisma

Só pessoalmente com ele

Hemerson Silva

As versões chinesas do produto são subsidiadas pelo governo chinês, quanto a versão global, não sei.

Mickão

Tem o contato desse seu amigo que vende Xiaomi? Ele tem loja virtual?

Sid

Como disse, tenho minhas dúvidas, principalmente pelo preço. Talvez esse preço seja subsidiado pelo governo da China. E, se for, algum interesse o governo tem. Não digo que não compraria um Xiaomi, mas só se fosse vendido no Brasil com assistência técnica próxima. Já precisei de assistência para celular e se o aparelho fosse importado eu estaria frito. Mas essa é minha opinião. Não condeno quem compra essas marcas e acho ótimo que elas existam, pois contribui para baixar os preços dos gigantes como Samsung e Apple.

Sid

E hilário achar que Alemanha se curvaria aos EUA.

Maicon Bruisma

Jamais é uma palavra muito forte. EUA tem influência muito mais do que poder bruto, e esbanja isso a seu favor.

Highlander

Alemanha e França jamais iriam seguir ordens de mercado do EUA, algo realmente cheira mal na Huawei.

Fabio Santos

Xiaomi se conseguir com as linhas novas separadas entrar nas Américas, será o começo de uma grande subida frente às demais do topo.

Frank Lane Souza

Chega ser cômico espionagem ser critério para duvidar de smartphones chineses, quando em pouco tempo tivemos o escândalo mundial da NSA exposta pelo Edward Snowden, em que os estados unidos espionam o mundo inteiro. Se vc tá preocupado em espionagem, não tenha smartphone, PC, smartv, internet e de preferencia nada de eletrônico.

Maicon Bruisma

Tenho um amigo que vende xiaomi desde o Mi2S, Note 2 e afins, há anos, e nunca, repito, NUNCA teve aparelhos de volta por problemas. Já vi algumas reclamações sim, assim como vi Note 7 e iPhone explodirem mas não condeno nenhuma das duas. Tive dois LG G3, o primeiro trincou perto dos microfones e deu retenção de imagens, o segundo morreu a placa, tive o mesmo problema com o G4 que começou com bootloop, nem por isso deixei de comprar LG e também não tive mais problemas. Samsung nem falo nada sobre os de baixo e médio custo de 2-3 anos atrás. Motorola tive problemas com o G4 Plus, que teve burn-in e ghost touch. Ano passado tive Z2 Force e Z3 Play. Não condeno nenhuma por qualquer problema. Claro, não duvido que em alguns aparelhos da Xiaomi sejam utilizados materiais menos nobres, vemos fabricantes de tela onde os aparelhos com tela LG, tipo Mi5 e Note 3 Pro, tiveram problemas, mas não são todos. Um Mi8 não tem menos qualidade que um S9, nem na construção, nem na bateria, nem na tela. É inferior? Sim, a tela é Samsung mas não é a top das top, as câmeras são excelentes mas não possuem bom software, o processamento é top, a construção não tem certificação IP, mas nem por isso é menos que os outros.

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