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Uber diz que bikes elétricas da Jump reduziram viagens de carro

O estudo feito pela empresa de bikes analisou a frequência de uso das bikes durante o horário de pico do trânsito de São Francisco

André Fogaça Por

Depois de um ano presente em São Francisco, a Jump, serviço de bicicletas elétricas que a Uber comprou na metade do ano passado, comemorou alguns números bastante interessantes. O que chama mais atenção é que os problemas de trânsito da cidade ajudaram no crescimento do uso deste tipo de bike compartilhada, que consegue fugir das longas filas das ruas paradas.

Durante os primeiros 12 meses de vida, a Jump diz que foram 625 mil viagens realizadas com as bicicletas, 2,5 milhões de quilômetros rodados nas magrelas em mais ou menos 250 delas espalhadas pela cidade até outubro, quando adicionou outras 250.

As bicicletas da empresa não são elétricas como uma moto, já que trabalham com um sistema que apenas aplica força ao pedal que o usuário já utilizaria em qualquer bicicleta, seja para dar mais velocidade em menos tempo ou para compensar o esforço necessário em uma subida. Isso significa que a força necessária no pedal para uma subida é a mesma que para uma reta.

Outra vantagem é que este tipo de aluguel de bicicleta compartilhada não exige um ponto fixo para a coleta das magrelas. Elas podem ficar em qualquer lugar da calçada onde não atrapalhem pedestres e nem a movimentação de veículos. Só é necessário ter um poste ou algo do tipo para colocar uma espécie de cadeado que prende a bike até que outra pessoa pegue e repita o processo.

Com tanta ajuda na velocidade e na subida, a empresa viu que o número de pessoas que apenas utilizam as corridas de carro diminuiu, levando este mesmo pessoal para as bikes durante os horários de pico do trânsito na cidade. Em julho do ano passado, neste horário de mais movimento, o Uber notou uma queda de 10% no total de corridas, enquanto que percebeu que as viagens com a Jump aumentaram em 15%.

O preço para utilizar a bike é de US$ 2, ou algo perto de R$ 7,60, a cada 30 minutos. As corridas precisam terminar em uma área delimitada da cidade, com cobrança extra de US$ 25 (quase R$ 93) para a pessoa que deixar fora da área de atuação. Existem planos para trazer a Jump no Brasil, mas ainda não há data prevista de lançamento por aqui.

Com informações: JUMP.

Comentários

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Doug

O pessimismo por aqui é grande. Ainda bem que tais comentários não corroboram com os planos dessas empresas.

Dalton Martins

Não imagino muitos gols nesta partida do São Paulo. Eu apostaria em "Abaixo de 2,5 gols". Neste tipo de aposta, você ganha se o jogo tiver no máximo 2 gols (0x0, 1x0, 1x1). Quem tiver interesse em apostas esportivas, clique na foto do meu perfil e saiba como iniciar suas apostas com 30 Reais grátis.

William Alves da Silva

Não faz sentido manter ruas pra carros que transitam com uma pessoa apenas, essa ideia é ultrapassada, o transporte coletivo é o futuro, só assim sera resolvido o problema de congestionamento

Guilherme da Silva Manso

Lá tem um metrô de quase um século atrás, mas que funciona aparentemente bem. Não lembro de ter visto ônibus comuns, mas o que era mais popular são os bondes elétricos. São bem antigos, mas funcionam bem.

Trovalds

Entendi. Mas acredito que por lá o transporte público não seja dos piores. Por aqui pra fazer algo parecido teria que se investir alto no transporte coletivo pra tentar tirar carro da rua.

FastSloth87

Em São Francisco eles transformaram algumas ruas de mão dupla em mão única, só q mantendo uma faixa apenas pros carros, a outra fica pra bicicletas, veículos de emergência e taxis.

Trovalds

Ciclovia depende de espaço. Como é que vai colocar uma numa rua que mal se passam 2 automóveis lado a lado como muitas em SP? Vai ser você na disputa com o trânsito. Hoje ciclovia só em rua/avenida nova e olhe lá.

Jairo ☠️

Trazer a Jump para o Brasil com nossas ciclovias praticamente inexistentes e as poucas que tem abandonadas ......não sei se é um bom negócio