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Comparativo: Galaxy Fold ou Huawei Mate X, qual a melhor solução dobrável?

Samsung e Huawei iniciaram uma nova disputa no setor de celulares com telas dobráveis

Melissa Cruz Cossetti Por
41 semanas atrás

Sem data para chegar ao Brasil, os dobráveis já despertam muita curiosidade. Samsung e Huawei apenas anunciaram seus modelos, sem que muitos pudessem tocá-los, mas o burburinho está feito: Galaxy Fold e Mate X existem oficialmente e custam caro.

Os smartphones (ou foldable phones, como preferir) foram os primeiros a serem lançados equipados com telas dobráveis que se transformam em tablet ao abrirem.

COMPARATIVO Mate X Fold

Ambos suportam conexão 5G e já têm preço definido. Inovadores e objetos de desejo, se parecem na proposta mas adotam projetos de design totalmente diferentes.

O Mate X tem uma tela dobrável pelo lado de fora e pode ser usado de três maneiras diferentes, dependendo de como você segura. Já o Galaxy Fold aposta em duas telas, uma frontal menor e em uma tela traseira com uma dobradiça interna e enorme notch.

Aqui está o que sabemos sobre eles até agora e como funcionam as telas dobráveis.

Design das telas dobráveis

Para começar, o óbvio: como funcionam as telas dobráveis. O Galaxy Fold, da Samsung, assume a forma de um livro, com sua maior tela projetada no lado interno e protegida pelo corpo externo do celular. Um dos lados externos tem uma segunda tela, menor.

Telas do Samsung Galaxy Fold:

  • Tela exterior de 4,6 polegadas (modo celular/fechado);
  • Tela interior de 7,3 polegadas (modo tablet/aberto);

A Samsung chamou a tela do modo tablet de Infinity Flex (7,3"), com densidade de 420 ppi. Enquanto a secundária (frontal) chama-se Cover Display (4,6"), em proporção 21:9, também com 420 ppi. Ambas usam painel AMOLED. A dobradiça e a tela interna prometem aguentar 200 mil usos (mais de 5 anos se dobrar o aparelho 100 vezes por dia). O Fold tem 17 mm de espessura quando dobrado, mas apenas 6,9 mm aberto.

https://www.youtube.com/watch?v=7r_UgNcJtzQ

A abordagem da Huawei, porém, é exatamente o oposto, com a tela abraçando o smartphone pelo lado externo, com dobra flexível para dentro (fechando).

Telas do Huawei Mate X:

  • Tela exterior de 8 polegadas (modo tablet);
  • Tela frontal de 6,6 polegadas (modo celular/fechado);
  • Tela traseira de 6,38 polegadas (modo celular/fechado);

Huawei Mate X

O Mate X é mais fino, tem apenas 11 mm de espessura quando dobrado, contra 17 mm do Galaxy Fold e, no modo tablet, o aparelho fica com apenas 5,4 mm. Isso é menos que os 6,9 mm do dobrável da sul-coreana, em uma alternativa bem mais elegante.

Seu único único painel OLED de 8" tem resolução de 2480×2200 pixels, com proporção 8:7,1. O design foi batizado de Falcon Wing (Asas de Falcão), e chama a atenção uma uma barra saliente (com também 11 mm de espessura) para as câmeras, sem notch.

Os dois virão com o Android Pie (9.0). A Samsung colocou o leitor de digitais na lateral e a Huawei na faixa que também abriga as câmeras na parte de trás do seu dobrável.

Mal chegaram, porém, e o Galaxy Fold já apresentou problemas:

Top notch or not?

Observe que o Galaxy Fold tem um notch (entalhe) e-nor-me na sua tela de 7,3 polegadas que abriga câmeras e sensores. A tela de 8 polegadas do Mate X é livre de entalhes. A solução da chinesa para não ocupar parte do display com um notch é equilibrar na parte de trás câmeras e sensores que se alinham na dobra de uma das asas do falcão.

A solução da Huawei me parece mais refinada, porém me dá alguma agonia a tela toda pelo lado de fora, sujeita a arranhões e impactos leves em bolsas, mochila ou no bolso.

Câmeras

A Samsung dá ao Galaxy Fold um total de seis câmeras: três na parte de trás, duas na frente e uma na "capa". Parece confuso na hora de escolher qual delas usar e porquê.

Ao abri-lo, há ainda uma câmera dupla de 10 megapixels auxiliada por um sensor RGB de profundidade de 8 MP f/1,9. E, ao fechá-lo, uma câmera frontal de 10 MP f/2,2.

Câmera traseira tripla do Galaxy Fold:

  • 12 megapixels com abertura variável de f/1,5 ou f/2,4;
  • 12 megapixels com lente teleobjetiva para zoom óptico 2x;
  • 16 megapixels ultrawide de 123 graus;

Câmera frontal dupla do Galaxy Fold:

  • 10 MP auxiliada com sensor RGB de profundidade de 8 MP f/1,9
  • 10 megapixels f/2,2 (selfie camera)

O Huawei Mate X é mais modesto neste quesito… O conjunto de câmeras é formado por um sensor principal de 40 MP, outro de 16 MP com lente grande angular e outro de 8 MP com lente telefoto (zoom óptico). Detalhes como a abertura das lentes, da Leica, não foram divulgados. Não há uma espécie de “câmera frontal” no modo dobrado. Isso quer dizer que você pode tirar selfies com qualidade com a "câmera traseira/principal".

Câmera tripla Leica do Mate X:

  • 40 MP (Wide Angle Lens);
  • 16 MP (Ultra Wide Angle Lens);
  • 8 MP (Telephoto);

Por dentro dos celulares dobráveis

Ambos trazem novos processadores octa-core (a Samsung pode despachar modelos com Exynos ou Snapdragon) e o mesmo espaço interno de armazenamento. O Fold, porém, avança com 12 GB de memória RAM, enquanto o Mate X para nos 8 GB de RAM. Com bateria semelhante, o Mate X vem com 4.500 mAh e o Galaxy Fold com 4.380 mAh.

Samsung Galaxy Fold – ficha técnica:

  • Processador: octa-core de 7 nanômetros (Samsung Exynos ou Snapdragon 855);
  • RAM: 12 GB;
  • Armazenamento: 512 GB (sem expansão por micro SD);
  • Bateria: 4.380 mAh, carregamento rápido com ou sem fios, Power Share.

Huawei Mate X – ficha técnica:

  • Processador: octa-core Huawei Kirin 980
  • RAM: 8 GB;
  • Armazenamento: 512 GB com expansão por cartão NM de até 256 GB;
  • Bateria: 4.500 mAh com tecnologia de carregamento rápido Huawei SuperCharge.

A Huawei usa uma linha própria de processadores chamada Kirin em celulares bem avaliados como o P20 Pro. A atual geração foi mostrada ainda na IFA 2018: o Kirin 980. Já o Snapdragon 855, em evento da Qualcomm, em meados do ano passado. Ambos apresentam ótimo desempenho em benchmark, com o 855 levando alguma vantagem.

Preços, versões (4G e 5G) e cores

De acordo com a Samsung, o Galaxy Fold estará disponível em mercados selecionados a partir de 26 de abril de 2019, em versões compatíveis com 4G e 5G, custando a partir de US$ 1.980. Na Europa, o foldable phone sul-coreano chegará em 3 de maio por € 2.000.

Já o Mate X será lançado ainda em 2019, com preço de € 2.299 euros, são quase 300 € a mais que o aparelho da Samsung (aproximadamente US$ 2.600, se convertido).

Os preços, altíssimos, em conversão direta e sem considerar impostos, confirmam as expectativas do IDC de que, em 2019, os aparelhos poderão ultrapassar os R$ 10 mil.

O Galaxy Fold virá nas cores verde, azul, cinza e preto. E, além disso, será possível personalizar a cor da dobradiça. Já o Mate X é "Interstellar Blue" com detalhes em preto.

Vale a pena comprar?

Ainda é muito cedo para bater o martelo sobre quem é melhor ou qual deles "vale a pena comprar", dado que os valores esperados para o Brasil serão de tirar o fôlego e o fator preço é absolutamente relevante. O smartphone dobrável vem para pontuar a chegada da tecnologia — assim como a TV enrolável da LG, na CES, que vimos de perto.

Certamente, aparelhos dobráveis, com telas flexíveis, estarão presentes nas novas gerações de celulares nos próximos anos, com valores mais amigáveis que esses. A Samsung parece ter uma proposta mais acessível em termos de preço, assim como faz com os modelos Galaxy S10, topo de linha, que sempre miram os novos iPhones.

Em razão da ausência da Huawei Mobile em território nacional, é provável que você encontre o seu primeiro celular dobrável pelas mãos da Samsung aqui no Brasil, se considerarmos apenas esses lançamentos. O ano de 2019 ainda está longe de acabar.

Com informações: Samsung e Huawei