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Xiaomi avisa que seus futuros celulares serão “um pouco mais caros”

Xiaomi deve lançar celulares acima dos 3.000 iuanes (R$ 1.700) na China; marca Redmi vai mirar em preços mais acessíveis

Felipe Ventura Por

A Xiaomi é conhecida pelo custo-benefício de seus celulares, o que a levou ao quarto lugar no ranking global das maiores fabricantes de smartphone. A partir deste ano, ela deve lançar aparelhos a preços mais altos, ultrapassando a barreira dos 3.000 iuanes na China (equivalente a R$ 1.700). No entanto, a marca independente Redmi deve continuar mirando em valores mais acessíveis.

Xiaomi Mi 9 Explorer Edition

O cofundador e CEO da Xiaomi, Lei Jun, disse durante o lançamento do Mi 9: “queremos nos livrar da reputação de que nossos celulares custam menos de 2.000 iuanes”, equivalente a R$ 1.150. “Queremos investir mais e fazer produtos melhores”, afirma o executivo em vídeo do TechNode.

O CEO continua: “eu disse internamente que esta pode ser a última vez que nosso preço ficará abaixo de 3.000 iuanes. No futuro, nossos celulares podem ficar um pouco mais caros — não muito, mas um pouquinho mais caros”.

O Xiaomi Mi 9 custa a partir de 3.000 iuanes na China, chegando a até 4.000 iuanes (R$ 2.300) pela Transparent Edition com 12 GB de RAM. No entanto, há uma variante mais modesta: o Mi 9 SE custa a partir de 2.000 iuanes; a empresa não deve mais mirar nessa faixa de preço.

Redmi Note 7

Xiaomi vai concentrar custo-benefício em celulares Redmi

Isso não significa que a Xiaomi vá cobrar caro por todos os seus celulares. Daqui para a frente, ela vai se concentrar em modelos high-end; enquanto a marca independente Redmi vai mirar em preços mais baixos, vendendo-os principalmente através de plataformas de e-commerce.

Essa informação vem de Wang Teng Thomas, diretor de produtos da Xiaomi. Ele disse em janeiro, no lançamento do Redmi Note 7, que a linha Redmi ficaria focada em aparelhos mais baratos, enquanto a linha Mi se dedicaria ao high-end.

Pouco a pouco, a Xiaomi tenta deixar para trás sua reputação de lançar celulares baratos, concentrando-se em recursos pelos quais possa cobrar mais. A empresa fez IPO no ano passado e, agora que está listada na bolsa de valores, tem uma pressão maior para obter lucros.

No entanto, ela ainda segue oferecendo um custo-benefício notável. Por exemplo, o Xiaomi Mi 9 tem especificações relativamente próximas ao Galaxy S10, incluindo o processador Snapdragon 855, leitor de digitais sob a tela, e câmera tripla com boa nota no DxOMark. No entanto, ele custa metade do lançamento da Samsung.

Com informações: TechNode, Gizmochina.

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Samuel Pereira

Também fiquei curioso, já vi reclamação sobre até propagandas na MIUI, e a primeira vez que vejo elogios a MIUI em si

Fabio Santos

Isto já fazem e podem priorizar exemplo temos do ano passado Mi8 lite, Mi8 e Mi8 explorer e ainda teve mais um que não me lembro foca subi tudo no explorer e deixa os demais como estão

Alefe Andrade

Querendo ou não muitos "haters" sempre tentam inferiorizar - se é que essa palavra existe - a xiaomi dizendo que são celulares baratos. Mas acredito que na real ele quis dizer que quer focar em celulares cada vez mais premium. Quem sabe não lançam celualres com ip68 ou outras tecnologias.

Gustavo

esse seu comentário é pior do que qlq coisa que se fale aqui...

Vinicius Andrade

O que vocês veem de tanta vantagem? Eu tenho um Mi 8 aqui, já fui usuário de iPhone e Nexus…. mas queria ver a percepção alheia :)

Rafael Andrade

Não sei com base em que você está falando que é lixo.
Eu tenho um Redmi Note 6 Pro. O aparelho é excelente. Sem travamentos, bateria que dura quase 2 dias e câmeras muito satisfatórias. Anos luz melhor que os intermediários da mesma faixa de preço da Samsung ou Motorola, por exemplo.

johndoe1981

Vish :(

Louis

Tenho um Redmi 5 e fiz root por isso. O Android deles tem boas funções, mas, vários bugs chatos.

Uma das coisas que mais me tirava a paciência é que o Nova Launcher não funcionava direito. Todo dia precisava dar uma permissão e acabei instalando uma ROM com Android por esse motivo.

Prefiro Samsung a eles.

Hemerson Silva

De fato, a marca e a imagem do produto custam caro para o consumidor. Mas há de se aceitar que o S10 é o que tem de mais moderno no mercado, e isso também reflete no preço. Não que um Mi9 não seja excelente (ele é), mas o S10 está em outro nível (é de se esperar pelo preço praticado). A Xiaomi sabe que o lucro baixo obtido com os smartphones não tem futuro a longo prazo, mas para ela cobrar mais, vai precisar mostrar e entregar mais. A ver como ela lidará com isso.

Hemerson Silva

Considerando valores de 899 dólares para o Galaxy S10, temos algo em torno de 4000 reais. Aqui no Brasil, deve custar uns 6000 reais ou mais. Um futuro Mi Mix 4 ou Mi 10 deve chegar entre 600-700 dólares, o que, na cotação atual, ficaria 3000 reais mais ou menos. Portanto, caso eu importe o produto e ele seja esses 3000 reais, pagarei 1800 reais de imposto de importação (60% do valor real do produto), totalizando 4800 reais contra os 6000 reais ou mais do concorrente. Sempre será mais vantagem em linha direta para a importação, a menos que a pessoa se importe com NF e assistência oficial no Brasil, o que convenhamos, quem importa não se importa muito com isso.

Hemerson Silva

Suprema MIUI.

Hemerson Silva

Não necessariamente. Redmi é lixo e os MI são excelentes.

Hemerson Silva

Manda link que esse aí de 300 dólares tá ótimo pra importar... É cada retardado que comenta aqui...

Rafael Andrade

Vai aumentar um pouco, mas ainda estarão com preços mais em conta que a concorrência.

Kodos Otros

Então, na .EU não tem propaganda e é uma ROM bem limpa e estável. Tem até atualização OTA, vale a pena dar uma olhada. Eu jamais usaria a padrão deles.

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