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Xiaomi avisa que seus futuros celulares serão "um pouco mais caros"

Xiaomi deve lançar celulares acima dos 3.000 iuanes (R$ 1.700) na China; marca Redmi vai mirar em preços mais acessíveis

Felipe Ventura Por
36 semanas atrás

A Xiaomi é conhecida pelo custo-benefício de seus celulares, o que a levou ao quarto lugar no ranking global das maiores fabricantes de smartphone. A partir deste ano, ela deve lançar aparelhos a preços mais altos, ultrapassando a barreira dos 3.000 iuanes na China (equivalente a R$ 1.700). No entanto, a marca independente Redmi deve continuar mirando em valores mais acessíveis.

Xiaomi Mi 9 Explorer Edition

O cofundador e CEO da Xiaomi, Lei Jun, disse durante o lançamento do Mi 9: "queremos nos livrar da reputação de que nossos celulares custam menos de 2.000 iuanes", equivalente a R$ 1.150. "Queremos investir mais e fazer produtos melhores", afirma o executivo em vídeo do TechNode.

O CEO continua: "eu disse internamente que esta pode ser a última vez que nosso preço ficará abaixo de 3.000 iuanes. No futuro, nossos celulares podem ficar um pouco mais caros — não muito, mas um pouquinho mais caros".

O Xiaomi Mi 9 custa a partir de 3.000 iuanes na China, chegando a até 4.000 iuanes (R$ 2.300) pela Transparent Edition com 12 GB de RAM. No entanto, há uma variante mais modesta: o Mi 9 SE custa a partir de 2.000 iuanes; a empresa não deve mais mirar nessa faixa de preço.

Redmi Note 7

Xiaomi vai concentrar custo-benefício em celulares Redmi

Isso não significa que a Xiaomi vá cobrar caro por todos os seus celulares. Daqui para a frente, ela vai se concentrar em modelos high-end; enquanto a marca independente Redmi vai mirar em preços mais baixos, vendendo-os principalmente através de plataformas de e-commerce.

Essa informação vem de Wang Teng Thomas, diretor de produtos da Xiaomi. Ele disse em janeiro, no lançamento do Redmi Note 7, que a linha Redmi ficaria focada em aparelhos mais baratos, enquanto a linha Mi se dedicaria ao high-end.

Pouco a pouco, a Xiaomi tenta deixar para trás sua reputação de lançar celulares baratos, concentrando-se em recursos pelos quais possa cobrar mais. A empresa fez IPO no ano passado e, agora que está listada na bolsa de valores, tem uma pressão maior para obter lucros.

No entanto, ela ainda segue oferecendo um custo-benefício notável. Por exemplo, o Xiaomi Mi 9 tem especificações relativamente próximas ao Galaxy S10, incluindo o processador Snapdragon 855, leitor de digitais sob a tela, e câmera tripla com boa nota no DxOMark. No entanto, ele custa metade do lançamento da Samsung.

Com informações: TechNode, Gizmochina.

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