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Facebook não conseguiu impedir upload de 300 mil vídeos do ataque na Nova Zelândia

1,5 milhão de vídeos do atentado foi bloqueado pelo Facebook, mas 300 mil chegaram a ser publicados

Emerson Alecrim Por

Como que para mostrar que agiu rapidamente, o Facebook revelou no domingo (17) que barrou 1,5 milhão de vídeos com imagens do atentado em Christchurch, na Nova Zelândia, que resultou na morte de 50 pessoas e deixou outras 50 feridas. É um número expressivo de bloqueios, mas que também revela um ponto fraco: 300 mil desses vídeos — ou seja, 20% deles — só foram removidos da rede social depois de publicados e, provavelmente, visualizados.

Mark Zuckerberg

O autor do atentado usou o Facebook para transmitir, em tempo real, parte dos ataques às mesquitas na Nova Zelândia. Isso fez a rede social ser duramente criticada. Em resposta, o Facebook disse ter sido alertado pela polícia e que, por conta disso, excluiu o vídeo minutos depois do início da transmissão.

As contas do atirador no Facebook e Instagram também foram excluídas. Mas esse foi só o início dos esforços. Nas horas seguintes, milhares de vídeos contendo imagens do ataque ou manifestando apoio ao atentado foram enviados à rede social.

De acordo com o Facebook, 1,2 milhão de vídeos que correspondem a esses critérios foram barrados enquanto ainda estavam sendo enviados à rede social. Isso só nas primeiras 24 horas após o ataque.

O conteúdo removido no início serviu de base para que os algoritmos do Facebook pudessem identificar automaticamente as tentativas de publicação posterior de vídeos ou imagens com cenas do ataque. Até publicações com cortes ou ocultação de cenas fortes foram barradas. O problema é que esse sistema não é perfeito: o TechCrunch relata que, 12 horas após o atentado, ainda era possível encontrar na rede social diversos vídeos com imagens do massacre.

Foi por isso que o Facebook não tardou em explicar que, ainda nas primeiras 24 horas após o atentado, 300 mil vídeos que não foram barrados na fase de upload tiveram sua remoção efetuada posteriormente.

A questão é: quantas pessoas tiveram acesso a esses vídeos antes da sua remoção? Por não ter dado detalhes, o Facebook continua sofrendo pressão. Há gente pedindo que a companhia divulgue os números de engajamento (curtidas, compartilhamentos e comentários) das publicações excluídas ou que denuncie os perfis que postaram os vídeos.

Facebook

Esse é um problema delicado para o Facebook. Se de um lado a companhia oferece ferramentas que permitem a pessoas de qualquer lugar do mundo fazerem transmissões ao vivo, por outro, os mecanismos que bloqueiam abusos nesses serviços são visivelmente limitados.

Isso se deve, em parte, à necessidade de verificação humana do conteúdo denunciado. Como as equipes de moderação lidam com um volume muito grande de denúncias, elas podem levar preciosos minutos para remover o material nocivo. Nesse meio tempo, o vídeo já pode ter sido copiado ou compartilhado em larga escala.

Mas, para autoridades, ONGs e analistas isso não é desculpa. É cada vez maior a pressão para que as redes sociais sejam mais proativas no combate a conteúdos de ódio ou violência. A própria primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, declarou ter pedido explicações ao Facebook e a outros serviços sobre como imagens dos ataques foram parar rapidamente em suas plataformas.

Com informações: Mashable.

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Proper

A banalização sempre existiu (a história nos mostra isso), só que hoje a informação chega muito mais rápido.

Proper

Andrei, para não alongar tudo que os colegas já falaram, entenda uma coisa de uma vez por todas: armas (e não só de fogo) para o bem ou para o mal, já existem muito antes de Eu, Você ou qualquer um entre os mais de 7 bilhões de pessoas neste planeta existirem. Proibir porte, posse e até extinção da manufatura de armas de fogo (que é uma completa utopia) não resolverá o problema pelo simples motivo que um atacante disporá de outros meios para cometer o delito pretendido. Aliás, o Homem durante a história aprendeu como fabricar suas próprias armas sem muito esforço, em MG por exemplo, mais de 15% das armas de fogo apreendidas são caseiras, e hoje em dia você ficaria surpreso o quanto é simples fabricar uma em tão pouco tempo com o advento e acessibilidade das impressoras 3D.

Baio-kun

A internet em si deveria solicitar CPF pra utilização. Seria o fim dos fakes, trolls, cyber-bullying, etc. O problema é que seria muito poder na mão do governo, veja o que acontece na China por exemplo.

Andrei

Eu gosto assim, quando a galera se dói. Você caiu de paraquedas numa discussão que não tive sequer ânimo em manter. Te respondi por respeito mas você é só mais um que se acha no direito de cometer justiça com as próprias mãos e não percebe o impacto que isso trás. Tire os prints que for, talvez vc entenda o que tenho dito nos últimos 100 comentários que fiz. Tem muito conteúdo pra vc refletir. Aproveite!

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Você é um pobre coitado desesperado pra tentar provar seu ponto de vista "sem armas", mas tudo o que demonstrou foi falácias lógicas, desinformação e mente fechada.

- Não sabe a diferença entre porte e posse.
- Não sabe que na Nova Zelândia é proibido o porte, e a posse é muito restrita. Muito meeesmo.
-

Andrei

Sim, vocês tentaram me mostrar algo, eu entendi mas vocês se recusam a entender o meu. Percebe que vocês não querem enxergar? Não conseguem pensar 1 palmo na sua frente, utilizando de argumentos já refutados sempre com palavras diferentes. Só tenho pena de reaça.

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Você já perdeu essa discussão há tempos viu... E pra uns 3 aí. Não consegue achar um fundamento pro cidadão não ter posse de arma. Acho melhor você parar mesmo.

Andrei

Tá ficando tão repetitivo isso que já deu. Eu entendo seu ponto de vista, e esta errado, é bem simples. Eu parei no "me proteger" isso é falácia e já discuti o porque, viva seu mundo onde vc vai conseguir se defender sim.

Daniel R. Pinheiro

Não, meu querido, vou lhe dar um panorama sobre o que eu realmente penso, sobre a questão.

Primeiro que eu não sou dos que querem sair armando todo mundo. Não é assim. Você não confia no tipo de gente que quer ter arma, mas, no Brasil, esse tipo de gente já existe. Eu não confio é em ninguém. E a questão não é por aí. Você gosta muito de generalizar. Existe uma diferença gritante entre um bandido armado te assaltar , você não tendo nem uma pedra pra se defender, ou você estar armado. O que estamos discutindo aqui é EU, VOCÊ, O DONO DA PADARIA, SEU CHICO DA BUDEGA, PAI DE FAMÍLIA QUE CHEGA TARDE EM CASA DO TRABALHO, podermos nos defender DELES (bandidos, com armas ilegais, como já acontece, ou os bandidos com armas legais, que porventura possa acontecer). Sendo bem grosso e sincero, eu prefiro ter minha arma, legalizada, rastreável e tudo mais, pra numa eventualidade (Deus queira que nunca), poder me defender, se você prefere estar desarmado é problema seu. Entendeu o quadro? Entendeu a diferença?

"Ahh, mas um monte de gente vai querer se armar pra ir praticar os atos ilícitos e blá blá blá". Meu amigo, essas pessoas já existem e estão armadas aos montes. Quem quer praticar maldade não vai esperar lei pra ter arma legal em casa, não. Você é quem não tem. Só isso...

O meu pensamento a respeito do porte/posse de armas pode ser resumido da seguinte forma: permita a população se armar (com restrições, é óbvio, não como se compra refri numa esquina), mas que dê educação a ponto de cada vez menos a população precisar de armas. Lembrando que estou falando de Brasil, onde a taxa de homicídios é beirando os 30 por 100.000 habitantes (e menos de 10 desses 100.000 possuem armas legais).

Você fala de problemas sociais e o escambau, o que não discordo que existam e são a verdadeira causa, mas uma coisa não anula a outra. Nos países desenvolvidos ultimamente eles tem restringido cada vez mais as armas (incluindo a Nova Zelândia). Você já se perguntou o porquê? A resposta é simples. Eles armaram a população e investiram em educação e tudo o que tem direito. E aí chegou num ponto onde cada vez menos a população precisa de uma arma para se defender. Parecido com meu pensamento, não é? Pois bem, é tipo, por exemplo, antigamente eu ter direito a duas armas, e agora, apenas uma (mas continuo podendo ter).

E cara, dados são dados. Se você não crê nos dados, então nem mesmo você tem fundamento nenhum pra sua argumentação, já que todas as suas informações podem estar maquiadas. Simples assim. Como eu disse: você só vê o lado que você quer. Se os dados apontassem para a sua argumentação, você estaria ampliando seus textos com eles. Como não, você diz que são maquiados. Típico.

E sabe por que policial "mata pra caralho"? Porque bandido "mata pra cacete", mermão. A polícia existe por causa do bandido, não o contrário. E longe de mim, dizer que todo policial é "santo". Oras, se nem no céu todos os anjos eram... Mas você não é policial. Não é você que está lá, na zona, no quente, tendo que decidir numa fração de segundos entre esmagar o gatilho e dar um tiro responsável ou não esmagar o gatilho e se defender. Teu mundinho é muito cor de rosa pra achar que vida de policial é vida boa, e que ele sai atirando a torto e à direita. Mas quando és assaltado, é o primeiro órgão que deseja que esteja ali pra te dar segurança, e por quê? Porque estão ARMADOS! É muita ironia e hipocrisia neh?

E eu não estou sendo individualista, muito pelo contrário. E esta já uma questão relevante que merece sim, ser discutida, e você claramente não está com a mente aberta o suficiente pra entender a questão por um ângulo maior. Meu caro, o raciocínio é simples. O bandido (e aqui eu me refiro a todos, mesmo os mal intencionados sem armas legais) vai ter arma com lei ou sem lei. A diferença? Você não tem nada pra se defender se não houver uma lei que lhe permita. Simples. Quem sai perdendo? Você. A sociedade que não pode se defender. Simples.

Não acho que vivemos num mundo de Nárnia, não. Muito pelo contrário, isso aqui tá um "inferno", com taxas de homicídios estrondosas, ultrapassando a casa dos 60.000 por ano, já (quer fazer parte das estatísticas?). Agora quem acha que isso aqui vai virar um episódio dos Simpsons com a liberação de armas, é você: todo mundo atirando pra tudo quanto é lado. Meu amigo, pare de ver filmes e olhe pra realidade do país. Tire os antolhos dos olhos e enxergue a questão por um ângulo maior.

Agora esta é a minha deixa, não vou mais perder meu tempo, porque é como estar discutindo com uma IA com respostas pre-selecionadas. Não dá em nada...

Andrei

Você entendeu tanto que está me fazendo perguntas que já respondi. Nós precisamos encontrar meios de inibir pessoas como as que vimos semana passada e hoje (quem diria). É óbvio que a falta delas não é solução, a gente vive isso. Você fala de escolhas, mas no Brasil eu sei bem quem está afim de ter uma arma e eu não confio nesse tipo de gente. Eu não confio nem agora, imagino depois. Você pode achar que não existem pessoas má intencionadas no Brasil e pode não enxergar os impactos que essa mudança iria causar a nós. Mas bater nessa tecla de proteção pessoal é se jogar na merda.

Dados maquiados iguais são no Brasil, onde policial mata pra caralho e não se tem dados sobre isso. Mas isso não acontece só aqui, milicia existe em todo lugar.

Quer dizer que apesar de tudo isso, baixa taxa de homicídios, porte/posse de arma liberada pra geral brincar de heroi, os desamarmentistas ainda ganham voz. Você deve achar que vivemos num mundo de Nárnia. A população em sua maioria é contra o porte/posse e pessoas como você que atualmente tem grande influencia política por conta do extremismo e "pra tirar o pt" querem nos enfiar leis que nós não admitimos.

Claro, o problema realmente é que esses lugares não tinha alguém armado para defende-los (irônico). Você está olhando para o problema por pessoa e esquecendo de resolver a causa do mesmo. A causa é a xenofobia e intolerância religiosa, mas isso é o de menos né. Aqui no HUE vamos esquecer que o acompanhamento pedagógico aos nossos jovens é inexistente e não dá amparo algum para um acompanhamento preciso. Problemas sociais existem e não são resolvidos do dia pra noite.

Você não quer acabar com o problema, só não quer viver ele. Mas, ele existe e se não for você será outra pessoa, vamos parar de ser individualistas um pouco e discutirmos questões que serão relevantes a todo mundo.

Daniel R. Pinheiro

Então vamos usar sua mesma lógica (que eu já entendi desde o começo, observei todos os comentários):

Se posse de armas não é a solução, a falta delas é? Se tivesse que escolher entre um e outro, a própria Nova Zelândia ensina que a liberação delas (restritamente, é claro), não é problema. Um maluco australiano que aparece e comete uma atrocidade não é o motivo para isso.

E não é questão de serem noticiadas pela mídia internacional. São dados pesquisados e divulgados pelos órgãos de estatísticas encarregados. Tá querendo dizer que até esses números são maquiados? Porque se sim, meu amigo, não precisamos nem mais discutir, pois você é daqueles que só vê o que quer...

E outra, não foi o caso em questão que fizeram eles mudarem de ideia, agora. Se você pesquisar mais, coisa que aparentemente você não faz, eles já discutem essa questão há muito tempo no país (como em qualquer outro no mundo, seja na Europa, Ásia, e até nos EUA). Isso foi só um estopim para os desarmamentistas do país utilizarem a seu favor. Basicamente isso.

Digo e repito: a taxa de homicídios intencionais na Nova Zelândia é baixíssima (especialmente se você considerar as leis de armas no país). E o número de armas por 100.000 habitantes é, assim como na França, Alemanha, EUA, Noruega, Finlândia, Canadá, Suíça, Suécia e lá se vai, acredite, maior que no Brasil.

Agora eu só lanço uma pergunta reflexiva pra ti (nem precisa responder): interessante como esses ataques (e aqui me refiro só a países desenvolvidos mesmo) acontecem geralmente em regiões onde a população/grupo tem menos ou nenhuma arma?

Mas obrigado, vou pra casa...

Andrei

Não é contradição não kk, é só pra demonstrar como o termo é imbecil e só é utilizado por gente que gosta de maquiar seus preconceitos.

Pelo visto vc não leu direito e deve ter a mesma dificuldade do amigo Ivan. Mas não há problemas em explicar mais uma vez (vc tem que ir embora, tá tarde e tu não tem arma pra se defender na rua rs). Não, tendo ou não nada impediria, o que eu quero deixar claro é que vc liberar a posso/porte de arma não é solução para combater casos desse tipo. É bem simples e direto que caso ainda não tenha entendi meu ponto de vista, esta tudo nos outros comentários.

Então quer dizer que num país onde 50 pessoas morrem por arma de fogo (noticiadas para a mídia internacional) por ano, somente 1 caso já foi motivo suficiente para eles quererem mudar suas regras armamentista, é motivo pra gente ignorar o fato que lá não deu certo, e aqui tbm não vai dar? Já respondendo, não, e pensamentos como esse já são refutados que quem bate nessa tecla se recusa a entender o quão complexo essa medida acaba se tornando pra uma sociedade.

Pode ir pra casa amigo kkk

Daniel R. Pinheiro

Pronto. Perfeito.

Daniel R. Pinheiro

eu bato na tecla do caso da nova Zelândia é para mostrar que a liberação do porte não é a solução

Claro que é. Você está olhando pra um caso, e usando isso como fundamento para a sua argumentação, agora vai olhar a média anual de assassinatos por habitante no país. Surpreenda-se...

Daniel R. Pinheiro

Não, deixa eu ver se EU entendi: pra começar, você coloca "terrorista" e "cidadão de bem" na mesma frase. Já começou se contradizendo. Mas eu vou mais longe, te fazendo uma pergunta:

Quer dizer então que, se o cara que você acha que é terrorista (bom, ele, de fato é terrorista, mas enfim), não tivesse porte de armas (por alguma proibição do país), impediria ele de cometer o terrorismo?

Ah, só mais uma perguntinha de brinde: Se no país onde o número médio de assassinatos por ano gira em torno de 50, podemos realmente tomar um ato isolado de terrorismo como regra (e não exceção) para a argumentação contra o porte de armas?

Só me responde essas, pra eu poder ir pra casa...

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