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Como escolher o seu patinete elétrico

Confira dicas antes de decidir comprar um patinete elétrico: saiba os tipos, os componentes e avalie também a sua necessidade

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26 semanas atrás

O patinete elétrico, da mesma forma que a bicicleta elétrica, vem ganhando popularidade em grandes centros urbanos, como uma solução alternativa (e saudável) para o transporte individual. No entanto, antes de decidir comprar um, é preciso avaliar bem as suas necessidades, e só então escolher a que mais lhe agrada.

vinsky / patinete elétrico / Pixabay

Como um patinete elétrico funciona?

De um modo geral, todos os patinetes elétricos contam com uma bateria, que deve ser carregada na tomada antes do uso. A propulsão e velocidade do patinete são controlados pela manopla no guidão, dispensando totalmente o movimento de “remada”, que é pegar impulso com o pé no chão como você fazia na infância.

Alguns modelos contam com bancos (que podem ser removidos), para prover maior conforto ao usuário e evitar que ele fique em pé durante o deslocamento.

Qualquer um pode usar um patinete elétrico?

Sim, já que não há a exigência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para guiar um, mas é preciso estar atento a alguns detalhes.

Crianças e adolescentes podem utilizar patinetes elétricos, mas recomenda-se que a velocidade máxima do mesmo seja regulada para marcas mais baixas. Além disso, de acordo com regulamentação do Contran, tais veículos não podem ultrapassar a velocidade de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas, e 6 km/h em calçadas.

O uso de capacete é obrigatório.

Ainda assim, em algumas cidades há discussões para a redução da velocidade e a proibição do trânsito dos patinetes elétricos em calçadas, como é do caso de São Paulo.

Como escolher o melhor patinete elétrico?

patinete elétrico

A primeira coisa a fazer é definir como o patinete elétrico será usado. Em geral, suas baterias não conseguem cobrir grandes distâncias e, diferente de uma bicicleta elétrica com Pedelec, não é possível recarrega-la em uso. São indicados para distâncias curtas e médias.

Como existem modelos que podem ser dobrados e transportados facilmente, tais patinetes podem ser opções complementares, para cobrir percursos de casa para o trabalho, ou faculdade em combinação ao uso do transporte público.

Existem modelos dedicados ao uso nas cidades, com rodas de diâmetro pequeno (até 4 polegadas), que são leves e rápidos, e há outros, de estilo todo-terreno, com rodas de 10″ e indicados para uso no campo, por exemplo, em trilhas. Embora não sejam velozes, podem se deslocar em terrenos mais acidentados.

E há também os modelos infantis, geralmente menores e mais lentos.

Quais os patinetes elétricos disponíveis no Brasil?

Existem vários modelos de patinetes elétricos no mercado brasileiro, que variam entre os mais baratos, custando em torno de R$ 850, como o infantil Importway, aos mais bem trabalhados, com bancos removíveis e com velocidades que excedem a máxima permitida pelo Contran, e que podem custar mais de R$ 5 mil.

Estes, no entanto podem ser enquadrados como ciclomotores, exigindo CNH do usuário, emplacamento e recolhimento de IPVA e Seguro Obrigatório (DPVAT).

Inmotion L8F / patinete elétrico

Inmotion L8F: dentro das normas e preço médio de R$ 4 mil

Há ainda outros como o Inmotion L8F acima, obedecem as normas de trânsito e são resistentes e duráveis. O preço médio de R$ 4 mil pode não ser exatamente atraente para a maioria dos interessados em usá-los de forma recreativa ou alternativa ao transporte público.

Alugar um patinete elétrico vale a pena?

Scoo patinete

Ao invés de adquirir um patinete elétrico, pode ser mais interessante alugar um por um determinado período de tempo, aproveitando a chegada de serviços ao Brasil. Empresas como a Yellow (que já aluga bicicletas), Uber, Grin e várias outras já se movimentam junto a prefeituras para regulamentar o serviço, em algumas cidades.

Neste caso, o usuário deve ficar atento à área de atuação das empresas (em que região da cidade ele pode utilizar o patinete), e também às taxas cobradas para aluguel e/ou evasão, para evitar surpresas. De qualquer forma, é preciso avaliar bem qual a opção mais conveniente e econômica, considerando cada caso de uso e distância percorrida.