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Netflix expande assinatura barata apenas via celular para a Índia

Netflix quer pegar onda no país com a internet móvel mais barata do mundo.

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22/03/2019 às 15h23

Depois de testar um plano de assinatura mais barata na Malásia, a Netflix expande a opção para a Índia. Neste plano, que custa a metade do menor valor já em curso para o país, o usuário apenas pode acessar o conteúdo do streaming a partir do aplicativo que roda em smartphones e tablets.

Netflix

O objetivo da Netflix é de aumentar consideravelmente a base de usuários por lá. O objetivo é de adicionar mais 100 milhões de assinantes, número muito maior do que o registrado em 2017 por uma empresa de consultoria, que afirmou que a Netflix trabalha na Índia com pouco mais de meio milhão de usuários.

O plano, que ainda está em testes e apenas para alguns usuários da Índia, permite que o conteúdo escolhido seja exibido em baixa definição (SD, para a Netflix), apenas em uma tela ao mesmo tempo e a reprodução é limitada aos celulares e tablets.

“Vamos testar diferentes opções em países selecionados onde assinantes podem assistir à Netflix em seu dispositivo, por um preço menor. Nem todos verão essas opções e podemos nem estender este plano para fora dos testes”, disse um representante da Netflix para o site The Economic Times.

Com algumas empresas de pesquisas estimando que o número de usuários de smartphones na Índia esteja em 340 milhões de pessoas no final do ano passado, com o dobro disso até o final de 2022, é natural ver a Netflix querendo abocanhar uma fatia do bolo ainda maior.

O que ajuda ainda mais é o preço baixo da internet móvel por lá, com custo de mais ou menos 26 centavos de dólar por cada gigabyte contratado – no Brasil o custo é de US$ 3,50 por gigabyte, mais de 13 vezes (sim, treze vezes) mais caro do que na Índia.

A concorrência local fica com nomes como Hotstar, BIGO Live, Live.me e ALTBalaji, que até podem oferecer planos mais econômicos, mas não chegam perto da quantidade de filmes disponíveis na Netflix – tem até blockbuster de Bollywood e produção própria.

Com informações: The Economic Times e The Next Web.

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