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Polícia do Rio de Janeiro vai ampliar uso de reconhecimento facial

Rio de Janeiro terá 140 câmeras para reconhecimento facial em nova fase de testes

Emerson Alecrim Por

Depois de um período inicial de testes que incluiu a região de Copacabana durante o último carnaval, o governo do Rio de Janeiro anunciou a ampliação do uso de câmeras para reconhecimento facial. De acordo com o governador Wilson Witzel (PSC-RJ), o número de câmeras do programa aumentará de 34 para 140 no decorrer dos próximos quatro meses.

Câmeras

Via Twitter, Witzel classificou o primeiro período de testes como um sucesso. Além de Copacabana, a próxima etapa irá incluir câmeras de reconhecimento facial no entorno de lugares como o Aeroporto Santos Dumont e o estádio do Maracanã. "Agora, no Maracanã, quem tem mandado de prisão em aberto, se entrar, não sai", disse.

O governador também afirmou, na mesma mensagem, que oito mandados de prisão foram cumpridos em apenas dez dias graças ao sistema de reconhecimento facial. Witzel se refere principalmente às prisões efetuadas nos testes de carnaval.

Basicamente, o programa funciona enviando as imagens das câmeras em tempo real para uma central instalada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). As imagens são então analisadas com base nos bancos de dados da Polícia Civil e Detran — o sistema também é capaz de fazer leitura de placas veiculares.

CICC

CICC

Para o coronel Rogério Figueredo de Lacerda, secretário de Estado de Polícia Militar, a expectativa é a de que a nova fase traga mais resultados positivos por conta dos ajustes que foram realizados durante os testes de carnaval. Se o projeto for aprovado na nova fase, deverá servir de referência para uma licitação que tornará o programa fixo e mais abrangente.

Vale frisar que, a despeito das polêmicas sobre privacidade que o assunto levanta, o uso de reconhecimento facial em lugares públicos vem aumentando em várias partes do mundo. O exemplo mais emblemático vem da China: por lá, um sistema do tipo conta com mais de 170 milhões de câmeras espalhadas por todo o país.

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João
E? A tecnologia ainda é essencial.
Ivan
Não vai adiantar investir milhões em tecnologia se o estado costuma garantir a soltura do criminoso em poucos dias ou se não horas.
Carlin
Será que vale realmente a pena colher tantas informações assim (claro, se caso fosse implementado o que você falou)?
Cristina Nascimento
O Huebr não é para amadores..
João
Isso não é desculpa pra não usar esse sistema que é bem superior a só ter câmeras sem reconhecimento.
Baio-kun
Haja processamento, vão ter que usar o Santos Dumont overclockado pra aguentar.
Baio-kun
Nada adianta aumentar a eficiência se vão ter que soltar os presos por falta de espaço em presídio.
João
Muito bom. Sempre achei esses sistemas essenciais, poupa muito tempo e aumenta e eficiência de prisões.
Cristina Nascimento
Ceis fica dando ideia pros carniça, marróia..
João
Pegaram aquele cara vestido de mulher no meio do carnaval em Salvador, acredito que dá pra detectar mesmo usando essas coisas.
RPB Público
Bom começo. O software de reconhecimento facial poderá receber add-ons para, por exemplo, reconhecer o modo de andar, que também é único para cada pessoa; assinaturas térmicas (se disponível nas câmeras); métricas corporais; etc. Cruzando todas essas informações a precisão no reconhecimento aumenta.
Jairo ☠️
Peruca e barba postiça será que resolvem ? -)
Michael dos Santos
Dentadura!