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Projeto que criminaliza jogos violentos será tema de audiência pública na Alesp

A audiência terá a participação do deputado federal que defende a criminalização de jogos violentos no Brasil

Victor Hugo Silva Por

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) realizará, na sexta-feira (12) às 19h, o que foi chamada de mesa-redonda Pró-Gaming. Trata-se de uma audiência pública para discutir a influência dos jogos eletrônicos na formação de jovens.

O debate acontecerá em torno do projeto de lei da Câmara dos Deputados que propõe a criminalização do desenvolvimento, da importação e da distribuição no Brasil de games considerados violentos. A discussão é promovida pelo deputado estadual Tenente Coimbra (PSL).

Posse de deputados na Alesp (Foto: Governo do Estado de São Paulo – 14/03/2019)

Além dele, a mesa será formada pelo gamer e sócio da Furia Esports, Cris Guedes, e do autor do projeto de lei na Câmara, deputado federal Júnior Bozzella (PSL-SP). A audiência também terá a participação de educadores, psicológos e membros da sociedade civil.

Segundo Coimbra, o objetivo de audiência pública na Alesp é dar espaço a argumentos contrários e favoráveis à criminalização dos chamados jogos violentos.

“É fundamental mostrar para a sociedade a realidade sobre os eSports. A minha finalidade é expandir o conhecimento sobre esse esporte e, mais do que isso, sobre o setor como um todo. Mostrar, através de números e fatos, que esse é um dos segmentos que mais crescem não só no Brasil, mas no mundo”, afirma o deputado.

A discussão em torno da influência dos jogos em crianças e adolescentes voltou à tona com o massacre em uma escola de Suzano (SP), que deixou 10 mortos e 11 feridos.

Na justificativa de sua proposta, Bozzella afirma que “ao menos em parte, essa banalização da vida e da violência pela população jovem é advinda pelo convívio constante com jogos eletrônicos violentos”. O projeto foi anexado a um texto de 2009, que propõe a tipificação do crime de difusao de violência.

A iniciativa na Alesp ocorre dias após o Senado autorizar a realização de uma audiência pública para debater se games estimulam violência. A conversa foi proposta pelo senador Eduardo Girão (Pode-CE) e aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

A data deste debate não foi definida, mas uma enquete publicada no perfil do Senado no Twitter revela que a maioria dos usuários na rede social acredita que os jogos não influenciam o comportamento de crianças e adolescentes:

Tecnocast 110 – Jogos de ação estimulam a violência?

Vira e mexe a imprensa dá um jeito de culpar os jogos de ação por conta de algum ato de violência no mundo real. A ladainha é sempre a mesma: jovens estariam cada vez mais violentos, por culpa dos games. Dessa vez a associação foi feita pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, após o massacre de Suzano.

Mas será que existe algum fundo de verdade nesse pensamento? Os jogos de ação podem mesmo deixar os jovens mais violentos? Dá o play e vem com a gente.

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Marcos Guilherme

TENHO QUE NOVAMENTE POSTAR O MEU PENSAMENTO SOBRE O TEMA A FIM DE QUE REFLITAM SOBRE TUDO QUE ESSA ATUAL SOCIEDADE EMANA.

Vivemos em uma sociedade doentia a anos, quase que implacavelmente todo entretenimento hoje (cinema, teatro, literatura, artes, tv) patrocinadas pelos grandes magnatas do lucro são expostas e invadem cada lar no mundo, tendo como alvo o efeito ego de nossas vidas.

Peço que notem o quanto é maligno esse mal e o efeito que causa em nós e em nossas crianças, famílias, amigos e sociedade em geral.

Notem o quanto o cinema, games, tv e seus noticiários mostra a morte de forma conveniente, vingativa e implacável, o quanto é disseminado a revolta, ódio, ressentimentos pelo próximo e todos esses sentimentos que muitas das vezes de forma inconsciente entre na nossa consciência a cada visualização dos mesmos.

O que esperar por tudo isso a não ser os acontecimentos lastimáveis que se nota no dia-a-dia. Culpar os games por isso? Amigos o "pingo no 'i' " não é só nos games, é em toda essa massa de entretenimento proporcionada pelos magnatas do lucro.

Reflitam, despertem sobre isso. Se cada um de nós ao invés de alimentar isso os nega-se de nossas vidas aos poucos nossa sociedade mudaria. Deixo uma frase final para que reflitam, uma de um dos grandes mestres que na terra vieram.

"Cuide da reforma pessoal e a reforma social cuidará de si mesma."
Ramana Maharshi

Frederico Martins

O amigo não entendeu que é exatamente essa a revolta aqui? Com os estudos mundo a fora e ainda assim um projeto mequetrefe desse ganha apoio, adesão e vai ser até discutido.

Frederico Martins

O perigo é o desconhecido ficar conhecido (e ser eleito governador, presidente, etc) e o projeto não ser esquecido, mas sim aprovado. Vivemos em tempos obscuros.

Frederico Martins

Putz!!!! Violência é o que esses caras fazem com a legislação.... e com nosso dinheiro.

Zé Colmedia

Tem muitos jogos violentos hoje, com qualidade gráfica incrível. Para mim que sou adulto não afeta por minha formação ter sido boa. Agora e nossas crianças que são muito influenciáveis? Isso dá muita discussão.

Paulo Henrique

Gente, a mídia tem muito mais influencia que os jogos, pois os moleques envolvidos na tragédia se inspiraram no caso de Realengo e isso foi amplamente noticiado e no poder de influencia da mídia ninguém fala

victorlazari

Tinham que fazer uma audiência pública para analisar a violência que os políticos fazem contra o país.

Igor Renan

partido liberal o cara....... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nioshi

sim, o pais já tem uma taxa absurda de desemprego e os cara querem piorar criando essa lei de bosta, esse projeto não passa nem com o papa de presidente, tem muita coisa envolvida.

João

Ainda estão abaixo de estudos de décadas de universidades consagradas.

tuneman

verdade. o bagulho já é extremamente tributado

Ivan

Existem muitos aproveitadores que se elegeram em nome no presidente.

Nioshi

fora os bilhões de impostos que eles ganham em cima dos jogos, projeto de lei mais sem pé nem cabeça.

Nioshi

é hipocrisia que chama

Junior

Não acho difícil não, em épocas de chacina mundo afora, o q não vai faltar é neguinho querendo aparecer.

sem contar q nossos políticos se não forem os mais ignorantes tecnológicos do mundo, estão brigando pela ponta.

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