Início » Demais assuntos » Drone transporta rim a hospital e permite transplante nos EUA

Drone transporta rim a hospital e permite transplante nos EUA

O drone usado para transportar o órgão levou 10 minutos para percorrer 4,2 quilômetros na cidade de Baltimore

Por
20 semanas atrás

Um voo realizado por um drone em Baltimore, no estado americano de Maryland, comprovou que as aeronaves não tripuladas também podem ser usadas para transportar órgãos humanos. O experimento bem-sucedido permitiu o transplante de rim em uma mulher de 44 anos.

O voo ocorreu no dia 19 de abril, mas foi divulgado na última sexta-feira (26) pelo Centro Médico da Universidade de Maryland (UMMC, na sigla em inglês), que recebeu o órgão. Segundo o Baltimore Sun, o drone saiu do Hospital Saint Agnes, na mesma cidade, e percorreu 4,2 quilômetros em 10 minutos.

Se fosse realizado com um carro, o transporte do rim levaria de 15 a 20 minutos e ainda estaria sujeito ao trânsito da região. Os representantes da UMMC afirmam que o drone é uma solução mais rápida, mais segura e mais acessível do que meios de transporte convencionais.

O projeto para transportar órgãos por drone começou há três anos. A aeronave usada pelo hospital foi construída para permitir que o rim fosse monitorado e que informações como a temperatura na caixa fossem enviadas à equipe enquanto o voo acontecia.

Antes de chegar a essa etapa, a equipe realizou outros testes com o drone. Ele foi usado no transporte de soro fisiológico, amostras de sangue e, em novembro de 2018, de um rim saudável, mas, segundo os médicos, não viável.

“Existe uma disparidade lamentável entre o número de receptores na lista de espera para transplante de órgãos e o número total de órgãos transplantáveis”, afirma Joseph Scalea, líder do projeto e um dos cirurgiões que realizaram o transplante.

Para ele, os drones podem ajudar a ampliar número de órgãos usados em transplantes. De acordo com a Rede Unida para Compartilhamento de Órgãos, a fila de espera por transplante nos EUA tinha 114 mil pessoas em 2018. A expectativa é que a tecnologia possa ajudar mais pessoas a serem atendidas.

Com informações: Universidade de Maryland, USA Today.

Mais sobre: