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Celular da Energizer com bateria de 18.000 mAh fracassa

Energizer Power Max P18K Pop era um tijolão que rodava Android. Quase ninguém se interessou por ele no Indiegogo

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30/04/2019 às 10h53

Quando um celular novo é lançado, alguns ficam com a sensação de que “o aparelho poderia ser menos fino para ter bateria maior”. A francesa Avenir Telecom usou a marca da Energizer para levar isso ao extremo: ela anunciou o Power Max P18K Pop, um tijolão com bateria de 18.000 mAh, prometendo entregá-lo a partir de outubro para quem o financiasse no Indiegogo. Bom, parece que quase ninguém está interessado nele.

O P18K Pop era um celular intermediário com processador MediaTek Helio P70 octa-core, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento com possibilidade de expansão por microSD. A tela LCD de 6,2 polegadas tinha resolução Full HD+ (2280×1080 pixels). Não havia notch: a câmera frontal era retrátil, com sensor de 16 megapixels e uma câmera auxiliar de 2 megapixels para detectar profundidade.

O aparelho foi apresentado na MWC 2019 como um protótipo bizarramente espesso. No projeto do Indiegogo, a Energizer comparava o P18K Pop com um celular em cima de uma power bank de 10.000 mAh — e o smartphone de 18.000 mAh era menos grosso, apesar de ter 22 mm de espessura. Parecia um preço a se pagar para ter 90 horas de ligações e 2 dias (!) de reprodução de vídeo com uma única carga.

Energizer P18K Pop

Pois bem: o projeto tinha uma meta fixada em US$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 4,7 milhões). Os 200 primeiros apoiadores poderiam comprar o smartphone por US$ 549, um desconto de 150 dólares em relação ao valor que seria praticado no lançamento. Apenas sete pessoas se propuseram a pagar isso.

No final das contas, a campanha de financiamento foi encerrada com apenas 11 apoiadores e uma arrecadação pífia de US$ 15.005 (R$ 59 mil), ou seja, ficou 99% abaixo da meta, como nota o The Verge. Nos comentários do projeto no Indiegogo, a Avenir Telecom explica como as poucas pessoas poderão receber seu dinheiro de volta.

O tijolão de 18.000 mAh, como está, não deve se tornar um produto comercial, mas a empresa promete melhorar o design, a espessura e outros detalhes para continuar lançando celulares com longa autonomia. Porque, sim, bateria é uma questão importante — mas há limites.