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Huawei tem substituto do Android mas ele segue “longe de estar pronto”

Rumores dizem que Huawei prepara sistema operacional HongMeng OS baseado no Linux capaz de rodar em celulares e wearables

Felipe Ventura Por

O bloqueio comercial dos EUA colocou um desafio enorme para a Huawei: ela não pode contar com o Android do Google, nem com chips da Intel e Qualcomm, nem com a arquitetura da ARM. Rumores dizem que a fabricante prepara um sistema HongMeng OS baseado no Linux, capaz de rodar em celulares, wearables e até eletrodomésticos — mas ele ainda não está pronto.

Huawei P30 Lite

Huawei P30 Lite

O sistema operacional da Huawei é conhecido internamente como “Projeto Z”, segundo o The Information: seu foco sempre foi o mercado chinês, onde ele rodaria em todo tipo de dispositivo compatível com a rede 5G da empresa, incluindo celulares e wearables.

O Projeto Z “teve seus altos e baixos e permanece longe de estar pronto”, dizem as fontes do The Information. A Huawei planeja acelerar o desenvolvimento do sistema após as sanções dos EUA. No entanto, mesmo conseguindo fazer isso, ela terá outro desafio ainda maior: criar um ecossistema de aplicativos.

Afinal, o bloqueio dos EUA significa que nenhuma empresa americana pode fazer negócios com a Huawei. Futuros smartphones não poderão incluir a Play Store nem os aplicativos do Google, como Gmail e YouTube. Isso também afeta redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter), mensagens (WhatsApp, Messenger, Slack), serviços (Uber, Netflix, Airbnb), entre outros.

Huawei pode lançar sistema próprio no quarto trimestre

Ainda assim, a Huawei planeja tentar. Richard Yu, chefe da divisão de eletrônicos de consumo, afirma em entrevista ao The Information que a empresa será “forçada a lançar nosso próprio sistema operacional e ecossistema”.

Yu Chengdong, diretor de produtos de consumo da Huawei, disse em um grupo do WeChat que o sistema operacional da empresa deve ser lançado no quarto trimestre, segundo o China Business Network.

O sistema da Huawei poderia funcionar em “celulares, computadores, tablets, TVs, carros, wearables e outros produtos”, e seria compatível com todos os aplicativos do Android: se forem recompilados para rodarem de forma nativa, eles teriam desempenho 60% maior.

A Huawei quer ultrapassar a Samsung e se tornar a maior fabricante de celulares do mundo até 2020. Por sua vez, a divisão de eletrônicos de consumo — liderada por Yu — tem o objetivo de triplicar seu faturamento para US$ 150 bilhões até 2023. No entanto, o executivo reconhece que alcançar essas metas “será muito difícil” se as sanções continuarem.

Para Yu, a Huawei passa por “um momento realmente difícil”. O setor de PCs também é afetado: “o governo dos EUA não nos permite usar o Windows da Microsoft, o Android do Google, nem a Intel”, explica o executivo. A Microsoft deixou de vender o laptop Matebook X Pro em sua loja online.

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richardsonvix

Mas o licenciamento pode ser feito, assim como a LG detém do WebOS.

Eu falo mais pela comunidade, por SOs consolidados, mas impossíveis de serem embarcados em produtos que tivessem alguma chance no mercado (tipo o que tentou-se com o FirefoxOS), agora tem.

richardsonvix

Não sei se o embargo em cascata cairia sobre o Tizen.

Celso

Não achei a explicação sobre a loja (você só falou dos apps), mas discordo dele ser dos males o menor, pelo mesmo argumento que você apresentou (este, que eu concordo):

a loja da Amazon mesmo sendo Android já não consegue nem convencer o povo a colocar os apps lá.

E não adianta muito fazer algo baseado no AOSP, se os apps acabam usando diversos serviços da Google (muitos que inclusive exigem o Google Play Services), porque daí os desenvolvedores vão ter que criar uma versão alternativa do app (ou seja, reprogramar os seus apps), e daí caí no mesmo problema da Microsoft, como você mesmo disse.

Guaip
Ainda acho que era mais negócios eles focarem no AOSP para pelo menos não forçar os desenvolvedores a terem que reprogramar seus apps.

O resto da mensagem eu explico o porquê de achar esse, dos males, o menor.

Celso

O Tizen tinha uma porção de empresas por trás, mas no final só sobrou Intel e Samsung.
Ou seja, a parte de licenciamento do Tizen já falhou faz tempo.

Celso

Segundo o seu próprio argumento, focar no AOSP também não adiantaria muito sem uma loja de apps competitiva.
E, até onde consta, só a Google Play Store é, de fato, uma loja competitiva no Android.

Hector Bonilla
Hector Bonilla
Hector Bonilla

Trump e o bilionário dono da Softbank são muito próximos, esse foi o ponto... https://www.nytimes.com/201...

Hector Bonilla

Eu não lembro de ter dito que foi movida para o Japão, nem que era japonesa. Apenas mencionei que pertence à Softbank. Se você comprar uma casa em Miami, você é quem decide se vai alugá-la e não o seu empregado americano.

Gilvani

Exatamente...

Dusqis Surupis

Duvido muito...

Felipe Liʍa

Provavelmente sera nesses modes :/

Felipe Liʍa

E pra Samsung nao seria interessante ver a Huawei crescer mais q eles

Guaip

Nope, é uma empresa britânica, operando no UK sob todas leis britânicas. O SoftBank Group nunca moveu a ARM para o Japão. Fosse assim, metade das empresas com sede nos EUA seria considerada Chinesa. Se eu comprar uma casa em Miami, eu não torno o terreno dela brasileiro.

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