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Amazon deverá informar dados de invasor que colocou “gemidão” na Alexa

A informação foi solicitada após um Amazon Echo ser invadido e reproduzir "gemidos ensurdecedores" por mais de 24 horas

Victor Hugo Silva Por

Após o caso do “gemidão do WhatsApp”, a Justiça brasileira precisa lidar com um caso semelhante envolvendo a Alexa. A Amazon, fabricante do alto-falante que conta com a assistente, foi condenada a fornecer dados do invasor que fez o dispositivo emitir sons de “gemidos sexuais”.

A primeira vítima do “gemidão” na Alexa foi uma psicóloga que ganhou um Amazon Echo de presente. O aparelho teria sido invadido enquanto ela estava viajando. Nesse período, ele reproduziu os sons por mais de 24 horas seguidas.

Amazon Echo

O alto-falante foi desligado apenas quando a proprietária recebeu relatos de vizinhos do condomínio sobre um “gemido ensurdecedor”. Ela pediu, então, que uma funcionária que trabalhava em sua casa fosse até o local para desligar o aparelho.

A situação voltou a se repetir semanas depois, quando a psicóloga já estava em casa e impediu que os gemidos continuassem. Segundo a proprietária, a invasão levou até mesmo a “afirmações de que os barulhos seriam reais e não meras reproduções”.

No processo, os advogados afirmaram que a psicóloga não queria penalizar a Amazon e, sim, quem invadiu o aparelho. Por isso, ela precisava que a Justiça ordenasse a empresa a fornecer os dados do invasor para processá-lo.

Com base no Marco Civil da Internet, a acusação afirmou que a psicóloga tem o direito de pedir à Justiça as informações de registro de conexão “com o propósito de formar conjunto probatório em processo judicial”.

A Amazon disse que o alto-falante não foi vendido no Brasil e, portanto, a transação não deveria responder às leis do país. Além disso, a companhia, enquanto Amazon Varejo, argumentou que é uma subsidiária da Amazon que fabrica o aparelho e, por isso, não tem acesso às informações solicitadas.

Também de acordo com o Marco Civil, a Amazon Varejo sustentou que deveria responder somente pelos serviços que oferece. Por isso, defendeu que o processo fosse extinto.

O juiz Carlos Alexandre Aguemi, da 34ª Vara Cível de Justiça de São Paulo, não concordou com a empresa. Ele afirmou que o “sigilo das comunicações não é direito absoluto” e que “pode e deve ser relativizado para que a vítima exerça a defesa” caso haja uma infração.

A Amazon ficou obrigada a compartilhar as informações do invasor em até 30 dias com multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento. Como o processo ainda está em primeira instância, a empresa poderá recorrer da decisão.

Com informações: Jota.info, Folha de S.Paulo.

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davi koscianski vidal

"Grupos radicais": “Eu pagava R$ 450 de aluguel num cômodo em São Mateus [zona leste de SP

davi koscianski vidal

Você LEU o PRIMEIRO link que VOCÊ postou?
Qual é a prova que o Boulos não cobra(va) aluguel? O Boulos diz que não.
É o movimento que cobra. Quer dizer. É outro movimento. Não é o MTST. É o MSTS. Não tem NADA a ver com o Boulos. De verdade. Pode acreditar.

Sem entrar em detalhes (porque não quero/posso), todos esses movimentos são a mesma coisa. MTST e MST são, basicamente, o mesmo movimento, mas com "lideranças diferentes". Porém, essa diferenciação é apenas pra inglês ver. Enganar os idiotas úteis Deixar fácil pra militância "explicar" é um bônus. O que o MST faz com a distruição de terras para famílias realmente necessitadas é um crime! Os líderes todos com carros de primeira linha. O povão em barracas de lona.

Outra: você REALMENTE acha que o Boulos iria cobrar aluguel e passar recibo?
Você é burro ou quer R$ 1000?

davi koscianski vidal

"acabam servindo de moradia pra famílias que não tem como pagar por moradia"

Por isso que o Boulos cobra aluguel, né?

Marcos Guilherme

O que leva uma pessoa a fazer isso?

Tiago Celestino

O reset do aparelho ñ resolveria?

Abra

Mas se abrir a privacidade "deste" abre o de todo mundo.. tornaria todos suscetíveis.. então para evitar q tds sejam não abre o de nenhum.

Marcelo Seabra

Fala isso pro Boulos

Daniel

Pra mim é um fato não suposição, e também é o da invasão ser crime. Dessa forma apago o comentário original, as vezes me esqueço de 1984. Agradeço por lembrar.

John Smith

Mera suposição sua. Eu não demonstrei nenhum, enquanto você...

Daniel

Alguns, ainda sim prefiro os meus aos seus.

Daniel

9...

Daniel

Sei que é, e o cara fez errado provavelmente para dona não teve graça nenhuma, apesar de tudo eu imaginei a situação e ri, ok não irei para o céu. Mas imaginei que dos males o menor, se eu pudesse escolher "e tivesse grana para comprar uma Alexa", preferia que invadissem ela e me alertassem para segurança da rede com uma brincadeira razoavelmente inofensiva, que sofrer a invasão de um cracker roubando meus dados financeiros, isso sim é crime e deveria ser tratado como tal, a molecagem que fizeram poderia ser tratado com 1 ou duas cestas básicas no máximo. No mais, tempos chatos do caralho, uns barbarizam com o país inteiro e não acontece nada, aqui é capaz de ser punido por expressar uma opinião pessoal sobre um fato politicamente incorreto.

Wesley

Acontece que não se trata somente do produto, se trata do SERVIÇO que é oferecido, e nesse caso não importa a localização da empresa porque o serviço online está disponível para usuários brasileiros.

John Smith

Tive a impressão que o seu questionamento teve o propósito de deixar subentendido que a culpa foi dela. Te compreendi errado, então.

John Smith

Só porque não é vendido oficialmente aqui, é proibido comprar um e trazer? E perante à empresa isso torna o cliente menos qualificado para ter direito a um produto que funcione a contento?

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