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Julian Assange vai enfrentar 17 novas acusações de espionagem dos EUA

Novas acusações aumentam chances de Julian Assange ser extraditado aos Estados Unidos

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13 semanas atrás

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta semana mais 17 acusações contra Julian Assange. O fundador da Wikileaks já havia sido acusado de conspiração para invadir uma rede do governo americano e, agora que foi responsabilizado por outros delitos, vê suas chances de ser extraditado aos Estados Unidos aumentarem.

Julian Assange em 2009 (New Media Days/Peter Erichsen)

Assange, 47 anos, está detido em Londres desde abril, quando teve o seu asilo diplomático revogado pelo presidente equatoriano Lenín Moreno. Ele se refugiou na embaixada do Equador em Londres em 2012 e permaneceu todos esses anos no local justamente para evitar uma extradição.

As novas acusações incluem práticas de espionagem e divulgação de documentos altamente confidenciais. De acordo com os promotores, as ações de Assange causaram danos à segurança nacional dos Estados Unidos em benefício dos adversários do país e colocaram pessoas citadas nos documentos vazados sob ameaça.

Com base na chamada Lei de Espionagem, uma legislação criada para proteger os Estados Unidos de espiões e vazamento de informações sigilosas, Assange pode ser condenado a uma pena de até 170 anos.

É claro que os Estados Unidos poderiam ter apresentado as 17 novas acusações antes. Porém, a administração do presidente Barack Obama aparentemente conteve uma reação mais enérgica para evitar conflitos relacionados à liberdade de imprensa, situação que poderia agravar a imagem do país, àquela altura, já abalada por conta dos escândalos de espionagem envolvendo a NSA.

Diante do novo conjunto de acusações, a Wikileaks se manifestou dizendo que “Isso [as acusações] é uma loucura; é o fim do jornalismo sobre segurança nacional e da Primeira Emenda” — essa é uma emenda criada para garantir a liberdade de expressão e imprensa, basicamente.

John Demers, procurador-geral ligado ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, rebateu dizendo que “Julian Assange não é jornalista” e argumentou que os documentos expostos pela Wikileaks colocaram pessoas em risco em países como China, Irã e Síria.

Não por acaso, as novas acusações contra Assange estão sendo vistas como um grande teste de força entre a Lei de Espionagem e a Primeira Emenda. Para grupos como a American Civil Liberties Union, as acusações podem abrir um precedente contra outros veículos que publicaram documentos vazados.

Com informações: TechCrunch, The Washington Post.

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