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Bitcoin bate US$ 10 mil pela primeira vez desde março de 2018

Cotação do bitcoin chega em cinco dígitos, o que não acontecia há mais de 15 meses

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17 semanas atrás

O bitcoin, que foi uma febre em 2017, estava meio sumido do noticiário, mas voltou a ocupar as manchetes neste final de semana devido à alta recente: no sábado (22), a criptomoeda superou o valor de US$ 10 mil, o que não acontecia desde março de 2018. No pico, que ocorreu na noite deste domingo (23), a cotação bateu US$ 11.234,59, um recorde de quase 16 meses.

MichaelWuensch bitcoin / carteira bitcoin

O CoinMarketCap mostra que o bitcoin voltou a subir em janeiro de 2019, quando uma única moeda valia aproximadamente US$ 3,5 mil. A cotação ultrapassou US$ 4 mil em 23 de fevereiro, US$ 5 mil em 3 de abril e US$ 6 mil em 9 de maio. Entre janeiro e junho, a valorização do bitcoin foi de cerca de 190%.

Outras criptomoedas também surfaram na alta do bitcoin neste ano. O ether, que valia US$ 134 no primeiro dia de 2019, é cotado a US$ 309 nesta segunda-feira (24). No mesmo período, o Bitcoin Cash foi de US$ 165 para US$ 470 (alta de 184%); o Litecoin pulou de US$ 30 para US$ 135 (+350%); e o Monero passou de US$ 46 para US$ 115 (+150%).

E o que explica a alta do bitcoin? Um motivo é o anúncio do Libra, do Facebook, que tem dado mais visibilidade às criptomoedas e sua tecnologia. O Libra permitirá fazer pagamentos ao redor do mundo com taxas menores. Diferente da maioria das criptomoedas, ele terá lastro em moedas como dólar e euro para reduzir a volatilidade, e sua rede de blockchain aguentará 1.000 transações por segundo, contra 7 do bitcoin.

A Forbes aponta outra razão: a Índia é quem tem sustentado o crescimento do bitcoin. No início de junho, o governo indiano propôs o banimento da moeda no país, alegando que se trata de um esquema de pirâmide; quem usasse o bitcoin poderia ser condenado a 10 anos de prisão. Isso fez com que mais pessoas soubessem da existência do bitcoin — e a moeda passou a ser negociada na Índia com valores até US$ 500 maiores que no resto do mundo.

Apesar da alta expressiva, o bitcoin continua longe da máxima histórica, de US$ 20.035, que ocorreu em 17 de dezembro de 2017.

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