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Cade arquiva mais uma denúncia do Buscapé contra o Google

Cade concluiu que resultados do Google Shopping não prejudicaram concorrência

Emerson Alecrim Por

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou, na tarde de quarta-feira (26), o arquivamento de mais um processo movido pelo Buscapé contra o Google. O primeiro havia sido arquivado na semana passada.

Enquanto o processo anterior dizia que o Google praticava scraping — extraía avalições publicadas no Buscapé e Bondfaro para disponibilizá-las nas suas buscas —, a denúncia abordada aqui acusou a companhia de privilegiar os próprios serviços nos resultados das pesquisas.

Mais precisamente, a E-commerce Media Group, razão social do Buscapé e Bondfaro até então, acusou o buscador de prejudicar serviços concorrentes de comparação de preços ao posicionar itens do Google Shopping no topo ou na lateral das páginas de resultados por meio de anúncios e imagens, um modelo chamado Product Listing Ads (PLA).

Buscapé

Mas, Mauricio Oscar Bandeira Maia, relator do caso, informou que o Cade não constatou manipulação da busca orgânica, venda casada ou falta de transparência por parte do Google, razão pela qual a redução dos serviços de comparação de preços na internet brasileira não pode ser atribuída às práticas comerciais da companhia.

Teve mais: o Cade também não constatou aumento do valor do custo por clique (CPC) como efeito de conduta anticompetitiva do Google, outra acusação feita pelo Buscapé. Para Bandeira Maia, esses custos aumentaram por fatores ligados ao próprio mercado, como o aumento de plataformas de marketplace.

Além de concluir que o Google não cometeu irregulares, o Cade apontou que, na verdade, o PLA trouxe benefícios ao mercado. De acordo com o órgão, esse sistema incentiva lojistas a manterem informações detalhadas e atualizadas sobre seus produtos, além de conectar consumidores diretamente aos vendedores, aumentando o número de compras.

Vale destacar que, em 2011, o Buscapé abriu uma ação judicial contra o Google por motivos parecidos, mas perdeu o processo. De lá para cá, a empresa viu a sua relevância diminuir progressivamente no mercado.

Em uma reformulação executada em 2017, o Buscapé adotou o modelo de marketplace, mas isso não foi suficiente para que a sul-africana Naspers mantivesse o controle sobre a empresa (assumido em 2009): o Buscapé foi vendido ao Zoom em maio.

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Eduardo Braga
Também acho que faz mais sentido, já que "ade" não fazem parte da primeira palavra.
adrianonorthingan
Acho isso bom, tipo quando busto algo o shopping da Google me da o melhor preço, se la não vejo problema nisso
leoleonardo85
Cadê
Swordfish
Não seria melhor escrever "CADE" no título? Quando li achei que fosse "Cadê".
Luizão
ainda existe buscapé?