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Yellow e Grin chegam a 10 milhões de viagens de bicicleta e patinete

Grow, fusão entre Grin e Yellow, atua em 23 cidades da América Latina; são 5 milhões de usuários, 1,5 milhão deles em São Paulo

Felipe Ventura Por

A Grow, que resultou da fusão entre as empresas de micromobilidade Grin e Yellow, registrou 10 milhões de viagens de patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas no Brasil e em mais 6 países da América Latina, informa o TechCrunch. Ela atua em 23 cidades, e vem enfrentando desafios com a regulamentação da atividade em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Yellow - bicicleta elétrica

A Grin começou a operar há cerca de um ano no México. Ela realizou uma fusão com a Ride, startup brasileira de patinetes, em 2018; e se fundiu com a Yellow no início deste ano.

No total, a Grow atua em sete países da América Latina: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia e México. São cerca de dois mil funcionários em toda a região, dos quais 1,4 mil estão em cidades brasileiras: a maioria deles trabalha nas ruas recolhendo os veículos. No escritório central, recém-inaugurado em São Paulo, há 322 empregados.

Grin e Yellow registraram 2,7 milhões de viagens nos últimos seis meses. Elas possuem uma frota de 135 mil bicicletas e patinetes elétricos; o plano é dobrar esse número nos próximos meses, segundo a Exame.

mapa grin yellow

Mapa de atuação da Grin e Yellow

Grin e Yellow lidam com regulamentação no Brasil

A Grow atende 5 milhões de usuários na América Latina; destes, 1,5 milhão estão em São Paulo. Por isso, a empresa precisa ficar atenta à regulamentação de patinetes e bicicletas na capital paulista: a prefeitura apreendeu 1.067 patinetes e está cobrando multa de quase R$ 915 mil para devolvê-los.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, um projeto de lei pedia que usuários de patinete elétrico tivessem autorização do Detran ou carteira de motorista. O deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL) pediu ao governador Wilson Witzel (PSC) para vetar o PL após a repercussão negativa.

Em breve, a Grow terá uma nova concorrente: a americana Lime vai oferecer seus serviços de patinete elétrico em São Paulo e no Rio de Janeiro nas próximas semanas. Buenos Aires (Argentina) e Lima (Peru) também serão contempladas. A empresa já realizou um total de 65 milhões de viagens.

Com informações: TechCrunch.

Tecnocast 120 – Patinetes e a regulamentação

A micromobilidade chegou para ficar, mas vem causando algumas polêmicas. O Rio de Janeiro, por exemplo, quase aprovou um projeto de lei que exigia que o condutor fizesse uma prova do Detran (!!!) para andar com os patinetes. Já em São Paulo, a prefeitura recolheu os modais das ruas e cobrou multas altíssimas das empresas.

Conforme os dispositivos se popularizam, fica clara a necessidade de criar algum tipo de norma, até para aumentar a segurança dos usuários. Mas qual seria o caminho mais sensato? Dá o play e vem com a gente!

Comentários

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itau acontecia muito disso. com o tempo foram aprendendo e melhorando. creio que com a yellow será assim tb.

Qohen Leth

E a geografia da cidade onde a pessoa mora.

É barbada andar de bike em Amsterdã, por exemplo.
Agora quero ver em algumas cidades brazucas com trocentos mil morros. :)

Qohen Leth
Pelo jeito muitos usuários se cadastraram e nem usaram.

Geralmente o que acontece com coisas novas que não tem tanta utilidade assim: pessoal se cadastra só para dizer que está cadastrado mas nem usa.

André G

Eu sozinho realizei umas 30.
Pelo jeito muitos usuários se cadastraram e nem usaram.

André Noia

Aqui eu já vejo mais gente no patinete do que nas bikes. Eu tenho uma bike, mas de vez em quando, se tiver uma na porta do meu condomínio, eu uso. Só que acho as bicicletas da yellow muito ruins. Péssima estabilidade. O guidao parece que é sensível demais aos movimentos e ondulações do asfalto

Tchones

Pensei que era só comigo que o banco ficava descendo a todo momento.
Depois de passar muitos perrengues com o banco, com o freio, guidão torto e ficar lendo o QR code de bikes quebradas, troquei para as do Itaú. Muito mais barato (20 reais por mês) e as bicicletas estão mais conservadas, além de um detalhe muito importante: Tem 3 marchas!!! Parece pouco, mas ajuda muito em subidas e tal.

Jonas S. Marques

5 milhões de usuários realizaram 10 milhões de viagens?
Se for isso, números nada impressionantes, na verdade.

André G

Logo que surgiram as bikes da Yellow eu adorei, mas cerca de um mês depois já estava difícil usar, pois toda bike que eu pegava estava com algum problema.
O problema mais comum sempre foi o banco, pois o sistema para fixar o banco é fraco e com isso muitas vezes o banco fica descendo. Como eu tenho 1,88 mesmo com o banco no máximo da altura ainda fica baixo, mas com o banco rebaixado ao máximo, fica bem difícil usar a bike.
Hoje em dia eu testo os bancos antes de usar, mas as vezes o banco só baixa depois de um buraco ou lombada.
Outros problemas que também já tive foram: cesta solta, freio freando o tempo todo e roda torta.

André G

Patinetes realmente o povo usa pouco, mas bicicletas vejo muita gente usando. As vezes olho onde tem uma bicicleta perto de casa pra usar, mas 15 minutos depois ela já não está mais lá ou apareceu outra mais perto.

Eu só usei o patinete 2 vezes. Não acho que seja viável, pois se é pra usar em uma distância onde demoraria mais de 10 minutos pra chegar, vale mais a pena ir de Uber pois o preço é o praticamente o mesmo e tem menos risco.
Se for pra um local próximo, dá pra ir de bicicleta sem soar. Então eu não uso mais patinete.

raphaela1

O problema é o $ para usar

Dayman Novaes

Não sei vocês, mas aqui na minha cidade vejo mais patinetes parados do que em movimento. Fico na dúvida se a galera realmente tá usando esses troço...