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Google cria site para Fuchsia, sistema que pode substituir Android

Fuchsia, novo sistema operacional do Google, pode substituir Android no futuro; documentação ensina como testá-lo e usá-lo

Felipe Ventura Por
21 semanas atrás

O Google está, pouco a pouco, revelando alguns mistérios do Fuchsia: o novo sistema operacional da empresa, que pode substituir o Android no futuro, ganhou um site próprio com documentação ensinando como testá-lo no computador, como usá-lo e como sugerir mudanças para este projeto de código aberto.

Google Fuchsia

Fuchsia em 2018; imagem por 9to5Google

O Fuchsia é raramente mencionado pelo Google de forma oficial. Na última conferência I/O, o executivo Hiroshi Lockheimer disse que a empresa está criando "uma nova abordagem para o que um sistema operacional poderia ser", sugerindo que ele poderia ser usado também em dispositivos IoT (internet das coisas).

Segundo a Bloomberg, o primeiro dispositivo com o Fuchsia deve ser lançado em 2021 para substituir o Android ao longo dos cinco anos seguintes. Inclusive, o Google já prepara o novo sistema para rodar apps de Android.

Google ensina como instalar e testar Fuchsia no PC

O site fuchsia.dev traz as instruções para instalar o Fuchsia a partir do Debian ou macOS: é necessário baixar o código-fonte, montar o sistema e fazer boot. O Google também menciona três dispositivos no qual é possível instalar o sistema: Acer Switch Alpha 12 (com Windows 10), Intel NUC e Pixelbook (com Chrome OS).

A lista inclui apenas computadores para testar o Fuchsia, mas vale lembrar que o sistema também vem sendo usado internamente no Huawei Honor Play, lançado com Android.

Há exemplos de comandos para teste, incluindo o clássico "hello world"; o "fortune", que traz uma "citação cheia de significado" segundo o Google; e o "cowsay", que mostra uma vaca em ASCII dizendo o que você pedir.

Google Fuchsia - comando cowsay

Programadores fora do Google podem contribuir com mudanças para o Fuchsia. É necessário assinar o CLA (Contributor License Agreement) e utilizar o Gerrit, programa de revisão de código-fonte que se integra ao Git, famoso sistema de controle de versões.

Google detalha componentes do Fuchsia OS

A documentação também explica o funcionamento do Fuchsia. No seu centro, está o microkernel chamado Zircon (não o Linux). Ele é responsável por iniciar os processos do sistema: primeiro o userboot, depois o bootsvc (que fornece um serviço de sistema de arquivos), então o bootfs (com arquivos necessários para o boot) e o devmgr (gerenciador de dispositivos).

O DevMgr fica responsável pelos drivers do dispositivo, e realiza tarefas de sistema como chamar o AppMgr (Gerenciador de Aplicativos), que então roda os programas do Fuchsia.

Google Fuchsia

Google Fuchsia em 2018; imagem por Ars Technica

A interface de usuário é desenhada pela biblioteca de gráficos Escher, "inspirada por técnicas de renderização modernas, em tempo real e baseadas em elementos físicos". O Fuchsia é compatível com o Flutter, framework para interfaces de usuário que também está presente no iOS e Android.

Desenvolvedores podem usar diversas linguagens de programação para criar programas no Fuchsia, incluindo C, C++, Dart, Go e Rust. Há também um DDK (Driver Development Kit) para criar drivers de dispositivos compatíveis com o sistema.

O endereço fuchsia.dev começou a ser arquivado pelo Internet Archive em maio, mas dava erro 404 quando era acessado. Ele só recebeu conteúdo no final de junho, quando passou a abrigar a documentação oficial do Fuchsia.

Com informações: SlashGear.

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