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Facebook vai combater curas “milagrosas” divulgadas na rede social

Posts com conteúdo sensacionalista sobre saúde terão alcance reduzido no Facebook

Paulo Higa Por

O Facebook vem mudando o algoritmo do feed de notícias para combater conteúdo sensacionalista. Nesta terça-feira (2), a empresa anunciou uma alteração para lidar especificamente com saúde: publicações que tentarem vender curas milagrosas ou que contiverem afirmações exageradas terão o alcance reduzido na rede social.

Facebook

A mudança entrou em vigor no último mês. De acordo com o Facebook, as pessoas se reúnem na rede social “para conversar, defender e se conectar em torno de assuntos como nutrição, condicionamento físico e outras questões relacionadas à saúde”, por isso, é importante minimizar “conteúdos sensacionalistas ou enganosos sobre saúde” no feed de notícias.

Dois tipos de publicações serão combatidos. Primeiro, quando uma publicação “exagera ou engana, por exemplo, fazendo uma afirmação sensacionalista sobre uma cura milagrosa”. Segundo, quando “promove um produto ou serviço com base em uma alegação relacionada à saúde, por exemplo, promovendo uma medicação ou pílula para ajudar você a perder peso”.

A punição para essas publicações é a mesma de grupos que espalham notícias falsasou de usuários que “quase” violam as regras da rede social, com clickbait ou desinformação. Caso o Facebook detecte frases com alegações exageradas ou enganosas sobre saúde, a publicação terá menor classificação e aparecerá com menos frequência para outros usuários.

Facebook / Saúde

Segundo o Facebook, a mudança não influenciará significativamente no alcance da “maioria das páginas”.

“Curas” para câncer são espalhadas nas redes sociais

O problema dos conteúdos sensacionalistas sobre saúde não é novo. No ano passado, o britânico The Telegraph descobriu que o Facebook estava promovendo curas “alternativas” para o câncer, mostrando as informações questionáveis com um destaque maior que o de órgãos como a Cancer Research UK.

Na ferramenta de busca do Facebook, sites anti-vacina chegavam a aparecer no topo dos resultados. As pesquisas direcionavam os usuários para páginas com falsas alegações de que vacinas poderiam causar autismo, diabetes e outros transtornos de saúde. Na época, o Facebook já havia anunciado que estava investindo em formas de limitar a disseminação sobre tratamentos de câncer não comprovados.

Comentários

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Baio-kun

Quais doenças que a Coca-Cola e o McDonalds causam?

Igor

É muito louvável essa atitude, mas até onde é aceitável este tipo de "censura", até onde pode chegar? Até onde é "certo" e "errado"?
Ok que o Face é uma empresa e pode fazer o que quiser com seu sistema, mas estranho quase ninguém estar percebendo que cada vez mais estão censurando e testando nossos limites de aceitação até um dia poderem apagar opinões que eles acharem "erradas".

Como aconteceu na eleição do Trump...

Espero estar viajando...

André G

Não acho que isso seja considerado censura.

Meiksonq

Há uns meses eu vi uma idosa conversando que comprou uma pulseira que baixava a pressão e diabetes dela, eu fiquei com dó e puto

Vader

oxente mas o que é que tem a ver o cy com as calças?

Juan Da Silva

É uma questão muito complicada, eu nao gosto de nenhum tipo de censura, nem mesmo essa que aparentemente será efetivamente benéfica.

Infelizmente esperar inteligencia e boa vontade das pessoas não é uma boa saída.

Buldego

Grupos antivacina deveriam ser considerados como associação criminosa.

André G

Semana passada minha tia voltou a mandar vídeos no grupo do WhatsApp falando sobre a fosfoetalonomina, a tal pílula do câncer. Infelizmente minha mãe também acredita nisso.

Essa tia também divulga aquelas pulseiras do equilíbrio que eram moda uns 10 anos atrás.

Junior Sousa

Poderia começar banindo grupos de pais que só se reúnem pra falar merda e divulgar charlatanismo, como MMS e antivacina.