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Galileo, alternativa europeia ao GPS, ficou offline por quase uma semana

União Europeia prometia sistema de navegação mais confiável e preciso, mas os satélites ficaram fora do ar

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18/07/2019 às 11h45

O sistema de navegação por satélite Galileo foi lançado em fase piloto pela União Europeia em 2016 como uma alternativa mais precisa ao GPS americano, mas não se mostrou tão bom assim nos últimos dias: o serviço estava fora do ar desde sexta-feira (12) devido a uma falha nos centros de controle.

Surveying using a GNSS device with EGNOS and Galileo satellites (Foto: Divulgação/GSA)

O Galileo é composto por 22 satélites operacionais que orbitam a Terra a uma altitude de 23 mil km — a constelação é formada por 30 satélites no total, mas alguns deles estão sendo testados ou foram retirados de serviço. Dispositivos com certos chips da Qualcomm, Broadcom, MediaTek e Intel suportam o sistema europeu, além do GPS (Estados Unidos), Glonass (Rússia), BeiDou (China) e QZSS (Japão).

A agência europeia de sistemas de navegação por satélite (GSA) informou nesta quinta-feira (18) que “o incidente técnico originou do mau funcionamento de um equipamento nos centros de controle do Galileo que calcula previsões de órbita e tempo, e que são usados para computar a mensagem de navegação”. A GSA estabeleceu um conselho para apurar as causas do incidente.

A navegação pelo Galileo ficou fora do ar por seis dias. Apenas a função de busca e salvamento, que ajuda a encontrar tripulações de barcos ou alpinistas em perigo, não foi afetada pelo incidente. Apesar disso, usuários comuns não devem ter sido prejudicados, já que os equipamentos estão preparados para alternar para o GPS ou Glonass quando um dos sistemas não funciona.

Ainda em fase piloto, o Galileo só deve se tornar totalmente operacional em 2020, quando funcionará de forma totalmente independente dos outros sistemas de navegação por satélite. Ou pelo menos esse era o plano da União Europeia antes do incidente.

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