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Hackers tentaram invadir celular de Bolsonaro, diz PF

A Polícia Federal afirma que um dos suspeitos confessou ter acessado mensagens de Moro e Dallagnol

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25/07/2019 às 11h03

Os suspeitos de terem acessado as conversas no Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, também teriam tentado invadir o celular do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada em nota publicada nesta quinta-feira (25) pelo ministério chefiado por Moro.

Segundo o comunicado, a Polícia Federal informou ao ministério que celulares usados por Bolsonaro também “foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça-feira (23)”. O presidente foi notificado sobre o ocorrido.

Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR - 24/01/2019)

Celular de Bolsonaro também foi alvo de ataques, segundo a PF (Foto: Alan Santos/PR – 24/01/2019)

Um dos suspeitos na Operação Spoofing confessou ter acessado conversas no Telegram de Moro e do procurador-chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. Walter Delgatti Neto foi preso em Araraquara e levado para prestar depoimento na Superintendência da PF, em Brasília.

Ele teria afirmado que repassou as mensagens ao jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil. Em nota, Greenwald afirma que “não comenta assutos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.

Os investigadores informam que Delgatti admitiu ter coletado conversas de centenas de procuradores, juízes e delegados federais, e jornalistas. O suspeito responde a processos por estelionato, falsificação de documentos e furto.

Ainda de acordo com a PF, a investigação dá indícios de que os quatro suspeitos também acessaram as conversas de outros procuradores da Lava Jato; do ministro da Economia, Paulo Guedes; e da líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Além de Walter, a Justiça determinou na terça a prisão temporária de Danilo Cristiano Marques, que estava em Ribeirão Preto, e do casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila Oliveira, ambos em São Paulo.

Os dois últimos teriam registrado movimentações bancárias suspeitas, de acordo com o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara de Justiça Federal, em Brasília. Ele expediu os mandados de prisão e de busca e apreensão.

O juiz também determinou a quebra do sigilo bancário, telefônico e de e-mails dos quatro suspeitos entre 1º de janeiro e 17 de junho de 2019 por entender que “há fortes indícios de que os investigados integram organização criminosa”.

Com informações: Ministério da Justiça, Estadão (2).