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Spotify ganha 8 milhões de assinantes e aposta em podcasts exclusivos

Com 108 milhões de usuários pagantes, Spotify segue à frente do Apple Music, que tem 60 milhões de assinantes

Paulo Higa Por

O Spotify divulgou nesta quarta-feira (31) seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2019 com bons números de assinantes: o serviço de música ganhou 8 milhões de usuários do Spotify Premium em três meses e passou para 108 milhões de pagantes no mundo, garantindo-se à frente dos 60 milhões do Apple Music.

Spotify Lite

A empresa ainda não tem lucros consistentes, mas diminuiu o rombo: o prejuízo líquido entre abril e junho foi de € 76 milhões (aproximadamente R$ 320 milhões), contra perdas de € 394 milhões (R$ 1,66 bilhão) no segundo trimestre de 2018. O faturamento chegou a € 1,67 bilhão (R$ 7,03 bilhões), sendo que 90,1% da receita vieram dos usuários Premium e 9,9% dos anúncios da versão gratuita.

De acordo com o Spotify, o resultado foi impactado pelo aumento dos “custos sociais”, que são os impostos associados a salários, benefícios e remunerações baseadas em ações. A empresa, que tem capital aberto na bolsa de valores de Nova York, viu o preço de suas ações subirem, o que também fez as taxas crescerem, principalmente na Suécia, onde fica a sede da companhia.

O plano do Spotify para crescer se baseia principalmente em podcasts — o Tecnocast está lá. “Dezenas de milhões de usuários agora estão ouvindo conteúdo em podcast mensalmente, e mais estão descobrindo novas formas de conteúdo em áudio a cada dia. Nossa audiência em podcasts cresceu mais de 50% por trimestre e quase dobrou desde o começo do ano”, diz a empresa em comunicado aos investidores.

Alguns dos podcasts exclusivos serão fruto de uma parceria com a Higher Ground, produtora de Barack Obama e Michelle Obama. Eles vão “desenvolver, produzir e emprestar suas vozes para podcasts selecionados, conectando-se a ouvintes de todo o mundo em diversos assuntos”.

Considerando o Spotify Free, o serviço fechou o trimestre com 232 milhões de usuários ativos mensais, acima das expectativas da companhia. Até o final do ano, a empresa estima entre 250 e 265 milhões de usuários ativos mensais, entre 120 e 125 milhões de assinantes, e um resultado financeiro entre lucro de € 31 milhões e prejuízo de € 131 milhões.

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Hilton Silva

Aahahahahahahah Entendi! Ahahahahahahahah

P. Herrera
Hilton Silva

Como assim? Por que "Chuveirinho"?

小岩井

O unico problema que eu vejo no Spotify são as licenças de algumas coisas. Do nada eles somem com alguns albuns que não voltam nunca mais, outros albuns que ficam exclusivos de seus países, isso que é uma merda de assinar serviço

Diego Nascimento

Que continuem assim! Única assinatura que pago sorrindo! (ao contrário da Netflix).

Baidu feat MC Brinquedo

Em chatice um audiófilo só perde para um colecionador de vinil.

Mas ambos são dois porres.

Baidu feat MC Brinquedo

Exatamente o chuveirinho!

O resto é coisa de hipster de vinil e flac.

Auridian

Eu uso o Clementine pra pesquisar, baixar e sincronizar com o celular. Ultimamente tenho testado o Gpodder, e acho também bastante satisfatório. Não estou vendo com bons olhos essa investida do Spotify, acho que seja suicídio de quem produz conteúdo -- me faz lembrar do RSS, que eu usava bastante no Thunderbird, mas depois veio o leitor de feeds do Google na qual eu migrei, e depois que este morreu, o RSS entrou em decadência.

johndoe1981

Não consigo, pra mim parece a mesma coisa rs.

P. Herrera

Errado não tá, rs.
Mas sério MSM que vc não percebe alguns instrumentos sem profundidade(baixo, guitarra, médios)? O lossy passa o facão ou deixa mais ''flat''. É difícil por aqui. Kkk

johndoe1981

Acho que é contrário, muitos dos posts no fórum falam que é bobagem ter música em formato lossless se você não consegue realmente comprovar que consegue notar essa diferença, só vai estar ocupando mais espaço de armazenamento mesmo. Hoje eu ripo mais MP3 em VBR, justamente pra otimizar o tamanho do arquivo, reservando mais bits para os trechos mais complexos, e vice-versa.

Já que você mencionou o Queen, eu sempre usei os álbuns Metallica (aka álbum preto) e Brothers in Arms do Dire Straits como referência pra testar equipamento de som, devido à produção simplesmente impecável. Sempre que compro fones de ouvido e caixas de sons, eu toco algumas faixas desses dois álbuns pra avaliar a qualidade do áudio, palco sonoro, equilíbrio entres graves, médios e agudos etc.

P. Herrera

Conheço o site. Esse amigo sempre foi pé no saco com isso(mal da profissão?). Até hje ele encana: Só tem AIFF no celular. ¯\_(ツ)_/¯

Eu não virei ''xiita'' não, vale dizer, mas hje em dia, sim, noto a diferença(nunca consegui em 16 vs 24). Sinto até dó quando vejo o pessoal ouvindo música pelo YouTube. Kkk

johndoe1981

Eu lia muitos artigos no hydrogenaudio, que é tipo um Wikipédia com artigos técnicos sobre áudio, e acabei ficando paranóico de só querer ouvir música em formato sem perdas kkkk. Hoje eu desencanei e nem
ligo mais se tiver que ouvir música em formato MP3 com taxa de bits de 128 kbps rsrs.

P. Herrera

Era isso, eu corrigi. Rapaz, impressionado então. Vc tem o conhecimento e ainda não conseguiu ''ver'', garanto que em álbuns mais ''pesados'' é mais rápido de perceber. Eu fui ''apresentado'' com uma banda f*da: Queen. Isso foi há 6 anos num estúdio aqui de Floripa com um amigo chatíssimo(engenheiro de som). Hahaha

PS: Até o melhor player do Android c usa, nesse caso, o PowerAmp.

johndoe1981

Isso não é nem ser audiófilo, é puro placebo mesmo. A pessoa percebe diferença porque ela quer acreditar que existe diferença na qualidade do áudio.

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