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Facebook avança em interface cérebro-computador para digitar com a mente

Em experimento, a precisão da interface cérebro-computador do Facebook chegou a 76%

Victor Hugo Silva Por

O Facebook divulgou novas informações a respeito de sua interface cérebro-computador. Ela faz parte do projeto de dispositivo capaz de ler a mente dos usuários ou, mais tecnicamente, reconhecer comandos a partir de ondas cerebrais.

Protótipo de dispositivo de interface cérebro-humano do Facebook ainda não utilizado

A empresa conseguiu avanços a partir de um experimento realizado em conjunto com pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco. Nele, voluntários prestes a passar por uma cirurgia de epilepsia aceitaram implantar eletrodos que respondiam às suas falas.

O equipamento foi usado para gravar a atividade em partes do cérebro e reconhecer padrões a partir de palavras e frases ditas pelos voluntários. Os participantes ouviram perguntas de múltipla escolha e deram suas respostas em voz alta.

A partir disso, a interface cérebro-computador determinava se a fala era uma pergunta ou uma resposta e, em seguida, tentava identificar o conteúdo. O sistema também considerava o contexo para limitar as falas disponíveis.

O experimento, que envolveu apenas 9 perguntas e 24 respostas possíveis, registrou de 61% a 76% de precisão.

As interfaces cérebro-computador não são novas, mas costumam ser lentas e exigir a escolha de uma letra por vez em teclados virtuais. O Facebook pretende oferecer um sistema com comandos rápidos como “selecionar” e “excluir”, além do reconhecimento de mais de 100 palavras por minuto de forma não-invasiva.

Como o experimento demonstra, objetivo ainda está longe de ser alcançado. O reconhecimento ainda não é tão eficiente e os eletrodos são bastante invasivos. No entanto, a empresa acredita que, no futuro, wearables poderão usar ondas cerebrais para reconhecer comandos dos usuários.

“Ser capaz de decodificar até mesmo um punhado de palavras imaginadas – como ‘selecionar’ ou ‘excluir’ – forneceria maneiras totalmente novas de interagir com os sistemas de realidade virtual de hoje e os óculos de realidade aumentada de amanhã”, diz o Facebook.

O desenvolvimento de uma interface cérebro-computador também leva a novas discussões sobre informações que o Facebook pode ter acesso. Para o diretor do Facebook Reality Labs, Mark Chevillet, é preciso aguardar o desenvolvimento da interface.

“Não podemos antecipar ou resolver todos os problemas éticos associados a essa tecnologia por conta própria”, afirma. “O design neuroético é um dos principais pilares do nosso programa – queremos ser transparentes sobre o que estamos trabalhando para que as pessoas possam nos dizer suas preocupações sobre esta tecnologia”.

Com informações: Facebook, Engadget, The Verge.

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Epic Mac Fadden - ODZ -

Usuários de Facebook irão testar isso?
Pensei que não fosse necessário ter neurônios pra usar o Fecalbook™.

João

Facebook podia lançar sua nota de falência, já deu. Querem dominar tudo.

Capitão Caverna

Pronto!
Agora vão colocar anúncios direto nos pensamentos de vocês.

Eu mesmo já não tenho essa [email protected] de rede social há vários anos.

Anderson Silva

E o Facebook, não satisfeito em te rastrear em todos os métodos possíveis e inimagináveis na sua vida digital... agr. vai querer ler tua mente.
Não é possível q ainda permitam que esses caras continuem funcionando dessa maneira, na boa.................