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Motorola tem lucro trimestral após brasileiro assumir comando da empresa

Sergio Buniac é presidente da divisão mobile da Lenovo, que inclui Motorola; fabricante lucrou US$ 7 milhões em dois trimestres

Felipe Ventura Por

No ano passado, o brasileiro Sergio Buniac se tornou o presidente global da divisão mobile da Lenovo, que inclui a Motorola: ele tinha o desafio de reverter os constantes prejuízos da marca, e conseguiu. No último trimestre de 2018 e primeiro trimestre de 2019, a fabricante somou US$ 7 milhões em lucro — e quer lançar mais celulares para manter esse desempenho.

Motorola One Vision

Motorola One Vision

Entre outubro e dezembro de 2018, a Motorola registrou US$ 3 milhões de lucro. De janeiro a março deste ano, a empresa conseguiu mais US$ 4 milhões em ganhos. Buniac diz em entrevista ao Valor que o objetivo é manter de quatro a seis trimestres consecutivos de lucratividade.

O executivo promete acelerar o ciclo de lançamentos da Motorola para chamar a atenção dos consumidores e lutar contra a retração no mercado de smartphones; a IDC estima que a venda de celulares deve cair 1,9% em relação a 2018.

Por isso, a Motorola quer colocar seus produtos no mercado assim que o desenvolvimento estiver finalizado nos laboratórios, em vez de esperar por momentos específicos — como fazem Apple e Samsung, por exemplo. “Se você quer ter inovação, não pode ter as amarras das gerações”, diz Buniac.

Ele diz que o foco estará na linha Motorola One, que inclui aparelhos intermediários com atualização garantida por dois anos. A empresa vem se afastando do high-end, lançando o Moto Z4 com processador Snapdragon 675 e dizendo que não terá novos celulares Moto Z este ano.

Motorola saiu de alguns países para reverter prejuízo

Sergio Buniac

Sergio Buniac

O presidente da Motorola reverteu os prejuízos após encerrar as operações em alguns países emergentes, como a Malásia e o Quênia, que não davam resultado. “Havia uma ideia de que era normal perder dinheiro nesse mercado, que é assim que funciona, mas não é”, explica Buniac ao Valor.

Os esforços foram concentrados na América Latina, EUA e Europa. Ele também reduziu em 30% a variedade de componentes usados nos celulares, e reorganizou o alto escalão de executivos em vários países.

A margem de lucro ainda é minúscula, girando em torno de 0,3%. Ou seja, de cada US$ 100 em faturamento, a Motorola consegue manter apenas US$ 0,30 como lucro; o restante vai para custos de desenvolvimento, fabricação, marketing, entre outros. Ainda assim, é um resultado melhor do que empresas como a LG, que acumula US$ 2,5 bilhões em prejuízo na divisão móvel desde 2015.

Com informações: Valor.

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Celso

A questão é que não adianta um aparelho high-end com Android quase no mesmo esquema da Google.
O mercado de high-ends preza pelo diferencial na experiência de hardware e software.
Oferecer diferencial apenas em um e não em outro já a deixava em grande desvantagem.

É por isso que, dentre outras coisas, o Moto Maxx, Moto X Style, Moto X Force, Moto Z, Moto Z Force, Moto Z2 Force e Moto Z3 não chamaram tanta atenção assim (mesmo com a questão dos Moto Snaps e da tela shattershield).

Celso

Embora a HMD tenha errado em usar "número ponto alguma coisa" para distinguir as gerações de cada modelo, o que a própria reconheceu dessa forma.

小岩井

A linha G tem nome, o Moto G1 dominou o mercado na época, então o povo conhece o Moto G
O que eles poderiam fazer era transformar a linha E em uma linha Android Go deles, voltar a ser Low End

phso

Não tenho certeza quanto a isso, mas se não me engano, números não podem ser patenteados, e por isso nomes com números são evitados no mundo dos smartphones

SignaPoenae

Isso está mais que provado que não funciona mais, visto todas as fabricantes - e agora também a apple, que estão cuspindo a rodo novos modelos de aparelhos no mercado.

Melhor confundir todo mundo com 15 aparelhos do que ter apenas 3 e o cliente pensar que o modelo que ele almeja é inferior ao da concorrência.

小岩井

Poderiam usar a classificação estilo da Nokia, quanto maior o número do celular, mais avançado ele é. Fica bem mais fácil de entender

Tori

Ainda acho que ele podia reorganizar a marca de telefones do mesmo jeito que Google fazia antigamente.
Moto G, One e X.
isso iria confundir menos as coisas. A linha, mesmo tendo sucesso, está virando uma bagunça de letrinhas com essa coisa de Play, Power, Vision e etc.

Comentário Mil Grau℗

Está fazendo uma estratégia que, ao menos em mercados emergentes, é interessante, focando apenas em aparelhos intermediários. Porém não se pode abandonar a linha high end, nem que voltem a lançar a marca Moto X voltando as origens sendo um flagship. Mas dificilmente isso irá acontecer novamente.

Comentário Mil Grau℗

A linha G ainda dá lucro para a Motorola, mas certamente haverá um reposicionamento dela.

Lobo Solitário

Se eles querem focar só em intermediários, deviam extinguir uma das linhas. Não faz sentido ter 2 intermediários competindo entre si. Aposenta a linha G e fica só com a Z mesmo, que ainda passa uma visão de linha mais premium e tem mais chances de vendas, afinal, o negócio é ostentar para o povão.

Deealt Noubeza ( ͡° ͜ʖ ͡°)

E o bom foi que melhoraram a produção...

Junior Sousa

A linha Moto One tem sido uma agradável surpresa, apesar dos pesares das famílias G e Z. Foi um passo acertado da Motorola investir nisso.