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YouTube muda regras de direitos autorais e poderá bloquear mais vídeos

Novas regras visam deixar YouTube mais justo para criadores, mas podem ter “efeitos colaterais”

Emerson Alecrim Por
16 semanas atrás

As reivindicações de direitos autorais estão mudando no YouTube em uma tentativa de deixar a plataforma mais justa para os criadores de conteúdo. Mas a mudança não está imune a efeitos colaborais: o próprio YouTube avisa que, pelo menos no curto prazo, as alterações podem fazer o número de vídeos bloqueados por copyright aumentar significativamente.

YouTube

É muito comum, principalmente em vídeos no formato vlog, que o trecho de uma música seja reproduzido de modo não intencional. Isso acontece quando o youtuber grava em uma loja que toca música no sistema de áudio para deixar o ambiente mais receptível ou quando um carro passa por perto com o som alto, por exemplo.

Pelas regras anteriores, os detentores de direitos autorais que identificassem trechos de músicas podiam ser "recompensados" por isso obtendo a receita gerada com os anúncios nos vídeos em questão e que, originalmente, seria direcionada ao criador do canal.

Com as novas regras, os detentores só terão duas opções: deixar que o vídeo seja mantido, mas impedir que o criador do conteúdo ganhe dinheiro com ele; ou simplesmente bloquear o vídeo por completo. A opção de compensação deixa de existir.

O YouTube admite que mudou as regras em uma tentativa de conter o crescente número de reivindicações de copyright relacionadas a pequenos trechos de músicas.

Como os detentores de direitos autorais não poderão mais ser remunerados sobre os vídeos reivindicados, a expectativa do YouTube é a de que gravadoras e afins deixem de "caçar" vídeos com trechos de músicas com tanto afinco.

YouTube / Christian Wiediger / Unsplash

É possível, porém, que os detentores de direitos simplesmente optem por bloquear os vídeos em vez de diminuir a busca por eles, pelo menos na fase inicial.

Por conta disso, o YouTube orienta os criadores de conteúdo a evitar o uso de áudios protegidos, mesmo que eles apareçam nos vídeos por poucos segundos. Em vez disso, o youtuber deve recorrer a fontes que não trarão problemas, como a biblioteca de áudio do próprio YouTube.

No caso de músicas que aparecem no vídeo de maneira não intencional, o YouTube orienta que o criador use as ferramentas de edição da plataforma para resolver o problema removendo ou substituindo o áudio reivindicado.

As novas regras devem entrar em vigor em setembro e dizem respeito apenas às reivindicações aplicadas de modo manual. Se a música for identificada pelo sistema Content ID do YouTube, os detentores de direitos autorais ainda poderão ser remunerados pelos vídeos que contêm o trecho.

Com informações: The Verge.

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