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Sem Parar aposta em pagamento via reconhecimento facial para ir além do pedágio

Ideia é permitir pagamento via reconhecimento facial em estacionamentos e outros serviços

Emerson Alecrim Por

Com 5,5 milhões de clientes, o Sem Parar quer mais. A companhia deixou isso claro em um evento realizado nesta terça-feira (20), em São Paulo (SP), que além de introduzir o novo padrão visual da marca, serviu de palco para alguns serviços que estão vindo por aí. Um deles é uma opção de pagamento por reconhecimento facial.

Sem Parar

O Sem Parar continua fortemente focado no serviço que tornou a empresa conhecida: o pagamento eletrônico de tarifas de pedágio que, como tal, libera automaticamente a cancela para passagem do veículo.

Mas, aos poucos, a empresa deixou de marcar presença apenas nas praças de pedágio. Hoje, os serviços de pagamento do Sem Parar também estão presentes em 1.300 estacionamentos, 650 postos de combustível e, graças a uma parceria estabelecida no ano passado, no drive thru de 300 unidades do McDonald's.

Mais recentemente, o Sem Parar passou a permitir pagamentos em lava-rápidos. A empresa pretende chegar a 150 unidades do tipo até o final de setembro.

Boa parte dos estabelecimentos parceiros está localizada em áreas urbanas. É com foco justamente nelas que a nova modalidade de pagamento via reconhecimento facial está sendo desenvolvida. A intenção com a tecnologia é dar ao usuário a opção de usar o Sem Parar fora do carro sempre que lhe for conveniente.

Estacionamentos são o alvo inicial. A ideia é permitir que o usuário se aproxime de um totem do serviço e seja identificado pelo sistema de reconhecimento facial. Este, por sua vez, acionará um manobrista para trazer o veículo e processará o pagamento.

O sistema foi idealizado para funcionar da maneira ágil. Pelo menos essa é a impressão que os totens de demonstração disponíveis no evento passaram: a identificação do usuário era realmente rápida ali. Sequer era preciso ficar bem próximo da câmera para o reconhecimento funcionar.

Sem Parar - totem

Apesar de não ter dado detalhes, a empresa enfatizou que a ideia é permitir que o usuário pague diversos tipos de serviços usando a tecnologia de reconhecimento facial.

É claro que isso traz questionamentos sobre privacidade e segurança dos dados. Com relação a esses aspectos, a companhia diz que as informações do usuário (incluindo as imagens) são armazenadas de modo criptografado em nuvem privada e seguem as determinações do Marco Civil, do Código de Defesa do Consumidor e da LGPD.

A tecnologia passa por testes na capital paulista desde junho e, em setembro, deve estrear oficialmente na cidade em estacionamentos de locais como o Shopping Iguatemi e o Shopping Morumbi. A disponibilidade em outras cidades está prevista, mas vai depender do cronograma de expansão do Sem Parar.