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Sony deixou de fabricar PS4 no Brasil antes de redução no imposto

Sony vende apenas consoles importados no Brasil, incluindo PlayStation 4; decreto de Bolsonaro diminui imposto sobre videogames

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27/08/2019 às 10h55

O PlayStation 4 não é mais fabricado no Brasil: a Sony confirma ao Estadão que todos os seus consoles vendidos no país são importados. A empresa reduziu na segunda-feira (26) os preços sugeridos do PS4, PS4 Pro e PlayStation VR, após o decreto do presidente Jair Bolsonaro que diminui o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) sobre videogames e acessórios.

Foto por Kenneth_Fleming/Flickr

A Sony diz ao The Enemy que a fabricação nacional do PlayStation 4 foi encerrada em 2017. Ela também explica que os novos preços só valem para os pedidos faturados a partir de 26 de agosto, então podem demorar um pouco até serem refletidos no varejo.

A empresa reajustou seus preços no Brasil “como resultado da redução do IPI para videogames”. A alíquota para consoles sem tela integrada foi de 50% para 40%. No caso de partes e acessórios, a taxa caiu de 40% para 32%. O decreto não reduz impostos sobre os jogos.

Estes são os novos preços oficiais da Sony:

  • PlayStation 4: R$ 2.399 (antes R$ 2.599)
  • PlayStation 4 Pro: R$ 2.799 (antes R$ 2.999)
  • PlayStation VR: R$ 2.599 (antes R$ 2.799)
  • controle sem fio Dualshock 4: R$ 249 (antes R$ 259)

PlayStation 4 foi lançado no Brasil por R$ 3.999

O PS4 foi lançado no Brasil em 2013 e assustou pelo preço sugerido de R$ 3.999. A Sony explicou na época que, por ser importado, o console tinha que pagar cerca de R$ 2.500 em impostos: além da taxa de importação, havia o ICMS, PIS, Cofins e o IPI.

Ela só conseguiu chegar a valores menores quando iniciou a fabricação no Brasil em 2015, na Zona Franca de Manaus. Agora, somente China e Japão produzem o PS4 localmente.

A redução do IPI para videogames foi criticada pelo consultor Saleh Hamdeh, da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Ele estima que o benefício fiscal vai eliminar até 500 empregos diretos e indiretos na Zona Franca de Manaus.