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Programa de recompensas da criptomoeda Libra paga até US$ 10 mil por bug

Recompensas para quem encontrar falhas na criptomoeda do Facebook vão de US$ 500 a US$ 10.000

Emerson Alecrim Por
27/08/2019 às 17h27

A Libra Association havia prometido lançar um programa de recompensas para identificar bugs no ecossistema do Libra e assim o fez: nesta terça-feira (27), o Libra Bug Bounty abriu as portas para todos os desenvolvedores interessados. Aqueles que encontrarem falhas serão remunerados com até US$ 10.000 (por bug).

Não, a criptomoeda ainda não foi lançada (isso só deve acontecer em 2020). No entanto, a Libra Association já trabalha com implementações iniciais do Libra Blockchain e do Libra Core — ambos disponíveis via licença Apache 2.0 — para fins de testes e aperfeiçoamentos.

Libra, a criptomoeda do Facebook

Na verdade, o projeto contava com um programa de recompensas por bugs desde o seu anúncio oficial, em junho. No entanto, o programa era limitado a um grupo de 50 especialistas em segurança com experiência em blockchain.

Essa versão preliminar do programa serviu de base para o Libra Bug Bounty se tornar uma iniciativa aberta a qualquer interessado. A expectativa da Libra Association é a de que o programa atraia desenvolvedores e especialistas em segurança de todas as partes do mundo.

Há quatro faixas de recompensas para as falhas identificadas: US$ 500 (severidade baixa), US$ 1.500 (média), US$ 5.000 (alta) e US$ 10.000 (crítica).

No nível de severidade crítica estão falhas que permitem que a validação de assinatura digital seja burlada ou que alteram a execução de um contrato inteligente no nível de máquina virtual.

O Libra Bug Bounty foi hospedado na HackerOne, plataforma especializada em identificação de vulnerabilidades. O link para cadastro e informações adicionais é hackerone.com/libra.

Tecnocast 121 - Libra, a criptomoeda do Facebook


O objetivo da Libra Association é lançar uma moeda digital baseada em blockchain, mas sem a volatilidade do bitcoin. Se o projeto vingar e a moeda for adotada em massa, a Libra Association se tornaria uma espécie de banco central mundial, controlado por diversas empresas privadas e ONGs.

A ideia é um pouco assustadora, mas a gente explica tudo nesse episódio do Tecnocast. Dá o play e vem com a gente!