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AliExpress abre loja temporária no Brasil para estimular vendas online

AliExpress terá espaço em Curitiba, no Shopping Mueller, por 30 dias; loja demonstra produtos que são vendidos online

Felipe Ventura Por
06/09/2019 às 12h13

O AliExpress fez uma parceria com a empresa de pagamentos Ebanx para abrir uma loja temporária em Curitiba: trata-se de um espaço que demonstrará alguns dos produtos à venda na varejista online, como fones de ouvido, caixas de som, drones e celulares da Xiaomi e Huawei. Neste showroom, você terá que realizar a compra através da internet com seu smartphone.

AliExpress

O espaço do AliExpress foi inaugurado nesta sexta-feira (6) no no piso L4 do Shopping Mueller, em Curitiba, e ficará disponível até 5 de outubro de 2019. André Boaventura, sócio da Ebanx, explica à Folha que a loja deixará os clientes "mais seguros para comprar produtos da China pela internet".

"O shopping dá uma sensação de segurança ao consumidor", diz Boaventura. "Colocar um e-commerce chinês nesse local ajuda a mudar a percepção de que os produtos de lá não têm qualidade."

A loja tem um painel de 30 metros onde são expostos alguns itens físicos, mas ela não possui estoque para entrega: em vez disso, o consumidor poderá analisar os produtos em uma tela interativa e escanear um QR Code para adquiri-los pelo celular.

Loja do AliExpress na Espanha também é showroom

Este é o mesmo modelo que o AliExpress adotou em sua loja de Madri, na Espanha: trata-se de um showroom com 740 m² dividido em cinco áreas, exibindo cerca de mil produtos — entre celulares, notebooks e patinetes elétricos — vindos de 60 marcas diferentes. Neste espaço físico, as vendas são feitas online.

A inauguração da loja em Madri ocorreu no mês passado e teve 2 mil visitantes; alguns esperaram 48 horas na fila. A empresa deu prêmios para as 500 primeiras pessoas, incluindo celulares, relógios, drones e balanças.

O Brasil é o quinto maior mercado do AliExpress em volume de negócios; à frente, ficam a China, EUA, Rússia e Espanha. No entanto, a empresa não pretende abrir uma loja permanente em nosso país.

"Por enquanto, não temos planos. O Brasil é um dos mercados mais importantes para nós. Continuaremos a servir nossos usuários e a melhorar a experiência de compras deles", diz Kang Huang, diretor do AliExpress para o Brasil, à Folha.

Este ano, o AliExpress lançou a opção de envio Premium Shipping para o Brasil, que promete entregas da China em até 28 dias. Sua dona, a Alibaba, cogitou no ano passado criar um centro de distribuição no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Rumores dizem que a empresa tem planos de adquirir os Correios durante a privatização da estatal.

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