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Uma olhada de perto no Motorola One Zoom

Quatro câmeras na traseira, Snapdragon 675, selfies de 25 megapixels e mais no novo membro da família One

Direto de Buenos Aires — A linha Motorola One ganhou um quarto integrante no Brasil e este pode ser o smartphone mais completo lançado pela fabricante neste ano. O Motorola One Zoom reúne as câmeras que fizeram sucesso no One Vision e One Action, mas melhora o processador, tem a maior bateria de todas e capricha no design, com direito até a um logotipo que acende. O preço também aumentou: R$ 2.499.

Hands-on do Motorola One Zoom em vídeo

Para tirar isso da frente logo, vamos às especificações técnicas: o One Zoom tem hardware de celular intermediário premium, com Snapdragon 675, 4 GB de RAM, 128 GB de memória interna e bateria de 4.000 mAh com carregamento TurboPower de 15 watts. A tela de 6,4 polegadas é OLED, tem resolução Full HD+ e me pareceu muito saturada por padrão, mas é possível deixar os tons mais naturais nas configurações.

Outro ponto importante: apesar do nome, o One Zoom não faz parte do Android One. Isso significa que ele tem uma atualização garantida de Android, não duas. E as correções de segurança só estão prometidas até setembro de 2021, não 2022. Segundo a Motorola, o Android One não era um fator decisivo de compra (e ele obviamente adiciona custos ao produto). Se os estudos mostrarem que o usuário voltou a se interessar pelo programa, a Motorola pode retornar com isso na linha One.

O que mais interessa aqui é fotografia. Na frente, temos um sensor de 25 megapixels para tirar selfies. E, na traseira, existem quatro câmeras (ou três, dependendo da sua religião). A câmera principal é de 48 megapixels e tem o mesmo sensor Quad Pixel do One Vision, que já se mostrou excelente, principalmente com pouca iluminação: a Motorola trabalhou muito bem o modo de visão noturna, que realça as cores e deixa a exposição mais equilibrada.

Além do sensor principal, temos uma lente ultrawide, uma teleobjetiva com zoom óptico de 3x e um sensor de profundidade que só é usado no efeito de desfoque de fundo. Eu ainda não consegui testar as câmeras adicionais em condições de baixa iluminação, mas as fotos rápidas no evento em Buenos Aires me causaram uma boa primeira impressão.

As fotos ao ar livre mostraram uma boa exposição, excelente nitidez e cores equilibradas, tendendo mais ao natural, sem saturar demais. As mesmas qualidades se repetiram nas fotos com zoom óptico de 3x, inclusive em ambientes internos. Se a Motorola manteve o algoritmo acertado de pós-processamento do One Vision, as câmeras são bem promissoras.

Embaixo das câmeras, o Motorola One Zoom tem um detalhe bem peculiar: a marca da Motorola… acende. Ainda não é um smartphone gamer que fica piscando em RGB: a luz é branca, bem discreta e quase não é percebida se o ambiente estiver iluminado. Obviamente, você pode desativar esse recurso, ou então usá-lo como um LED de notificações.

Outro detalhe é o leitor de impressões digitais embutido na tela. Este é o primeiro smartphone da marca que é comercializado no país com essa função. A Motorola disse que aprendeu com os erros e acertos do Moto Z4 para tornar o sensor mais rápido e preciso: existe um algoritmo de aprendizagem de máquina que permite melhorar o reconhecimento à medida que você vai desbloqueando o aparelho no dia a dia.

Parece um smartphone bem promissor, por juntar a câmera do One Vision com a lente grande angular do One Action e melhorar o hardware, mas cobrando mais caro por isso — e posicionando o produto em uma faixa de preço anteriormente ocupada pelo Moto Z.

Estamos com o Motorola One Zoom e o review completo sai em breve. O que vocês querem saber sobre ele?

Motorola One Zoom - ficha técnica:

Paulo Higa viajou para Buenos Aires a convite da Motorola.