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Uber demite 435 funcionários após registrar prejuízo recorde

O grupo demitido representa 8% das equipes de produto e engenharia da Uber

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11/09/2019 às 11h55

Os últimos meses não têm sido fáceis para a Uber. Após demitir 400 funcionários do setor de marketing em julho, a empresa realizou uma nova rodada de demissões. Agora, 435 pessoas foram desligadas em vários escritórios da companhia.

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Segundo o TechCrunch, as demissões envolvem 170 funcionários da equipe de produto e 265 da equipe de engenharia. Em nota enviada ao site, a Uber informou que o grupo representa aproximadamente 8% dos dois departamentos.

Cerca de 85% dos profissionais demitidos atuavam nos Estados Unidos. Outros 10% estavam na região Ásia-Pacífico e 5%, na Europa, Oriente Médio ou África. As demissões não afetam equipes do Uber Eats e do serviço de transporte de carga por caminhões Uber Freight.

Com aproximadamente 27 mil funcionários, a Uber afirma que parte de suas contratações foram feitas muito rapidamente e de forma descentralizada. O plano agora é manter equipes enxutas, com funções claras e alto desempenho.

“Estamos fazendo algumas mudanças para nos colocar de volta aos trilhos”, afirmou a companhia, em comunicado. “Acreditamos que isso resultará em uma organização técnica muito mais forte que, a partir de agora, continuará a contratar alguns dos melhores talentos do mundo”.

Ao mesmo tempo em que demite, a companhia deve retomar contratações. Os processos seletivos foram interrompidos em agosto justamente para equipes de produto e engenharia, que teriam ultrapassado as metas de contratação para o ano.

A medida foi adotada após a empresa registrar prejuízo recorde de US$ 5,2 bilhões no segundo trimestre de 2019. O resultado foi influenciado pela remuneração em ações para funcionários após a estreia na bolsa de valores, em maio.

No entanto, ainda que essa despesa não seja considerada, o prejuízo foi de US$ 1,2 bilhão. Enquanto a receita com viagens de carro cresceu apenas 2% em um ano, a Uber precisará investir em modalidades como o Uber Eats, que cresceu 72%, ou continuar cortando custos.

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