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Vivo vai perguntar se Telefónica Espanha quer comprar parte da Oi

Vivo e Oi informam à CVM que desconhecem qualquer intenção de negócio; Oi teve prejuízo de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre

Lucas Braga Por
18/09/2019 às 10h15

A semana começou agitada com a notícia de que a Telefónica, dona da Vivo, estaria interessada em comprar ao menos parte da Oi; no entanto, as operadoras informaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que desconhecem uma tentativa de negócio. Endividada, a Oi vem registrando prejuízos e tenta levantar R$ 2,5 bilhões para continuar suas atividades em 2020.

Vivo

O assunto surgiu com uma reportagem do jornal espanhol El Confidencial, que foi um dos primeiros a noticiar o escândalo Panama Papers. A Telefônica Brasil/Vivo informou para a CVM que as informações circuladas na imprensa foram baseadas em uma afirmação de uma fonte não-identificada, e que ela está "tomando providências" para confirmar se a controladora espanhola realmente quer comprar a Oi, total ou parcialmente.

Do outro lado, a Oi também se manifestou e diz que "desconhece por completo" qualquer intenção de compra de ativos da companhia por parte da Telefônica Brasil, e que manterá o mercado e os acionistas informados sobre os fatos relevantes que impactam seus negócios.

Oi passa por crise e tem prejuízo bilionário

A Oi passa por um delicado processo de recuperação judicial que iniciou com dívidas de R$ 65 bilhões. Na divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre, a operadora registrou prejuízo de R$ 1,5 bilhão.

No mês de agosto, uma matéria publicada pelo Estado de S. Paulo afirmava que o governo federal tinha receio de que regiões do país fiquem sem o serviço de telefonia fixa no próximo ano, tendo um risco iminente de intervenção da Anatel. No entanto, tanto o governo como a agência negaram a informação, preferindo uma solução de mercado.

A operadora tenta levantar R$ 2,5 bilhões em caixa para não ficar sem recursos no próximo ano. Durante a divulgação do plano estratégico, a Oi demonstrou a intenção de foco no negócio fixo com expansão da rede de fibra óptica para 16 milhões de domicílios até 2021.

A recente aprovação do PLC 79 é importantíssima para que o futuro da Oi, que poderá alterar o modelo de operação de concessionária para autorizada. Isso permitirá que a operadora incorpore os bens reversíveis caso invista os valores na expansão de banda larga, além de trazer segurança jurídica ao não ter que devolver a rede fixa para o governo federal em 2025.

Com informações: TeleSíntese, Teletime.

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