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WhatsApp bloqueou 1,5 milhão de contas no Brasil em um ano

As contas do WhatsApp foram penalizadas por violações como disseminação de fake news e disparo em massa de mensagens

Victor Hugo Silva Por
30/09/2019 às 18h07

A disseminação de fake news e discurso de ódio, o uso de robôs e o disparo em massa de mensagens fez o WhatsApp bloquear ao menos 1,5 milhão de contas no Brasil. O número se refere às contas suspensas ou banidas definitivamente do aplicativo entre outubro de 2018 e setembro deste ano.

whatsapp-pixabay

A informação é do UOL, que chegou ao dado a partir de comunicados recentes do WhatsApp. De acordo com o site, ao menos 125 mil contas no Brasil são bloqueadas todos os meses por violarem as regras do WhatsApp. As penalizações ficaram ainda mais comuns no período das últimas eleições presidenciais.

Em média, o aplicativo cancela 2 milhões de contas por mês em todo o mundo, totalizando 22 milhões no período analisado. E, apesar de expressivo, o número equivale a menos de 2% de sua base global, que supera 1,5 bilhão de usuários. Do total, mais de 130 milhões estão no Brasil.

Por conta de sua criptografia de ponta a ponta, o WhatsApp não pode acessar conversas para avaliar se um usuário está espalhando fake news ou promovendo discurso de ódio. O serviço afirma que, em vez disso, utiliza aprendizado de máquina.

Com ele, a plataforma pode adotar mecanismos que identifiquem usuários com uma atividade suspeita. Entre os exemplos, estão os que tentam enviar muitas mensagens em um intervalo pequeno e os que criam dezenas de grupos para adicionar centenas de participantes.

Segundo o WhatsApp, a análise ocorre em três momentos: no registro da conta, na troca de mensagens e em denúncias e bloqueios feitos por outras pessoas. A plataforma afirma que três quartos das contas são banidas proativamente, sem ajuda de denúncias dos usuários.

O levantamento do UOL ajuda a ter uma ideia do alcance que as notícias falsas e o disparo em massa de mensagens tiveram nos últimos meses no Brasil. O assunto se tornou até mesmo alvo de investigação no Congresso, que instaurou no início do mês a CPMI das Fake News.

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