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União Europeia aprova direito ao reparo para tornar eletrodomésticos mais duráveis

Máquinas de lavar, refrigeradores e outros eletrodomésticos deverão ter peças de reposição por 10 anos

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02/10/2019 às 11h15

A União Europeia aprovou novas regras na terça-feira (1º) para tornar os eletrodomésticos mais duráveis e simples de consertar. A partir de 2021, as fabricantes deverão obedecer ao chamado “direito ao reparo”, oferecendo peças de reposição por 10 anos após a venda e que possam ser substituídas sem causar danos aos produtos.

Máquina de lavar ( Photo by rawpixel.com from Pexels)

A medida vale para todos os refrigeradores, máquinas de lavar roupa, lava-louças, televisores, fontes de alimentação, motores elétricos, transformadores e equipamentos de solda comercializados na União Europeia. As peças de reposição deverão estar disponíveis para profissionais independentes e não podem exigir ferramentas proprietárias para serem instaladas.

Além de aumentar a durabilidade dos produtos, as empresas terão que se comprometer às novas regras de sustentabilidade do bloco. “Pela primeira vez, as medidas incluem requisitos de reparabilidade e reciclagem, contribuindo para os objetivos da economia circular ao melhorar a vida útil, manutenção, reutilização, atualização, reciclagem e tratamento de resíduos dos aparelhos”, diz a Comissão Europeia.

As exigências de eficiência energética se tornarão mais rigorosas. A BBC nota que as regras atuais estão desatualizadas, sendo que mais de 55% das máquinas de lavar vendidas na União Europeia são classificadas como A++++. Com os novos requisitos, a expectativa é economizar 5% da energia gasta no bloco a partir de 2030, o equivalente a 20 bilhões de euros por ano ou o consumo anual de toda a Dinamarca.

O direito ao reparo passa a valer na União Europeia em abril de 2021. Outros países também estudam legislações semelhantes: nos Estados Unidos, cerca de 20 estados, incluindo a Califórnia, querem garantir que as fabricantes ofereçam peças de reposição para profissionais independentes. Os resultados começaram a aparecer: a Apple, que já chegou a tomar medidas contra reparos não autorizados, vai fornecer peças de iPhone para assistências técnicas.

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