Início » Antivírus e Segurança » Microsoft diz que hackers iranianos tentam atacar eleições de 2020 nos EUA

Microsoft diz que hackers iranianos tentam atacar eleições de 2020 nos EUA

Microsoft descobre evidências de que cibercriminosos tentaram acessar e-mail associado a candidato à presidência

Por
04/10/2019 às 16h51

Os Estados Unidos terão eleições presidenciais em 2020 e as interferências tecnológicas já começaram: nesta sexta-feira (4), a Microsoft anunciou que encontrou evidências de que cibercriminosos ligados ao governo iraniano tentaram acessar indevidamente uma conta de um candidato à presidência.

Microsoft Forensics Lab

Microsoft Forensics Lab

Segundo a Microsoft, um grupo realizou mais de 2.700 tentativas de identificar endereços de e-mail ligados a clientes específicos da empresa durante um período de 30 dias entre agosto e setembro. O nome do grupo não foi divulgado, mas a empresa se refere a eles como Phosphorus. “Acreditamos que sejam originários do Irã e estejam ligados ao governo iraniano”, diz a Microsoft.

O Phosphorus tentou atacar 241 contas e conseguiu acessar quatro delas, mas nenhum dos e-mails comprometidos era ligado à campanha presidencial de 2020, de acordo com a Microsoft. Os alvos principais eram “contas associadas a uma campanha presidencial dos EUA, funcionários e ex-funcionários do governo dos EUA, jornalistas que cobrem política internacional e iranianos proeminentes que vivem fora do Irã”.

Os ataques não eram tão sofisticados: o grupo tentava usar os recursos de recuperação de contas da Microsoft, redefinindo as senhas por meio de endereços de e-mail secundários ou números de celular das vítimas. Ainda assim, para a Microsoft, isso indica que eles estão “altamente motivados e dispostos a investir tempo e recursos significativos envolvidos em pesquisas e outros meios de coleta de informações”.

A Microsoft diz que já tomou medidas legais contra o Phosphorus. Para os usuários comuns, a empresa recomenda ativar a autenticação em duas etapas e usar esta ferramenta para verificar se alguém acessou sua conta indevidamente. Já para pessoas ligadas a campanhas políticas, partidos ou ONGs relacionadas à democracia, há o Microsoft AccountGuard, que monitora de perto e protege 60 mil contas em 26 países.

Mais sobre: