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Tesla é investigada após atualização que reduz risco de incêndio em carros

O órgão americano de segurança no trânsito analisa se a Tesla escondeu algum defeito de seus clientes

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07/10/2019 às 12h47

A Tesla liberou em maio uma atualização de software para diminuir o risco de incêndios nas baterias de seus carros. A correção, no entanto, não foi bem recebida por alguns clientes e, agora, a Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, na sigla em inglês) investiga a empresa.

Tesla Model S

Tesla Model S

O órgão americano quer identificar se a Tesla escondeu algum defeito de seus clientes e se a atualização, liberada no Model S e o Model X, é suficiente para garantir segurança. Caso conclua que não, a empresa poderá ser obrigada a realizar um recall com os veículos afetados.

A investigação foi aberta após um grupo de clientes da Tesla enviar uma petição à NHTSA. O documento acusa a empresa de usar a atualização para “mascarar e encobrir um problema potencialmente amplo e perigoso com as baterias de seus veículos”.

Os motoristas afirmam ainda que a atualização reduziu a autonomia dos carros em uma carga completa. “Para a maioria dos proprietários, logo após atualizar seus carros, descobriu-se que eles haviam sofrido uma queda repentina e significativa na quantidade de milhas disponíveis”, aponta a petição.

O grupo critica a “confusão e incerteza generalizadas” sobre o objetivo da Tesla com suas atualizações e a segurança que os veículos realmente oferecem.

A Tesla não se posicionou sobre a ação de seus clientes. Em maio, porém, a companhia afirmou que a atualização foi liberada com uma “abundância de cuidado” após dois incêndios registrados na Ásia. Na ocasião, a empresa informou que a correção mudaria configurações do software de gerenciamento da bateria, mas não revelou que os carros poderiam percorrer uma distância menor por carga.

Com informações: The Verge, CNBC.

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