Início » Negócios » Facebook faz acordo de US$ 40 milhões por inflar números de vídeos

Facebook faz acordo de US$ 40 milhões por inflar números de vídeos

Facebook deixou anunciantes furiosos ao não considerar visualizações com menos de três segundos

Por
07/10/2019 às 15h26

Foram tantas as polêmicas que o Facebook se envolveu nos últimos anos que uma delas quase foi esquecida: em 2016, a rede social foi acusada de inflar a audiência dos vídeos da plataforma. A companhia não considera esse um problema grave, mas topou pagar US$ 40 milhões para pôr fim aos processos judiciais relacionados à acusação.

O problema gira em torno de um parâmetro que estima a duração média de visualização dos vídeos publicados na plataforma. Durante quase dois anos, o Facebook descartou dessa métrica as visualizações que duravam até três segundos.

Com isso, vídeos que começavam a ser reproduzidos, mas eram descartados pelo usuário logo em seguida ou simplesmente foram ignorados durante uma rolagem pelo feed de notícias não entravam na conta.

Facebook (Foto: Max Pixel)

Vários anunciantes ficaram furiosos quando descobriram essa abordagem. Isso porque, ao descartar visualizações de até três segundos, o Facebook acabou fazendo o tempo médio de exibição de cada vídeo ser mais alto do que realmente era.

A partir daí, processos judiciais vieram e, posteriormente, foram transformados em uma ação coletiva. Basicamente, os anunciantes alegam que os números inflados encareceram as suas campanhas: via de regra, os anúncios são mais caros em vídeos que são visualizados por mais tempo.

Diante da polêmica, o Facebook passou a considerar nas medições todas as visualizações de vídeos, inclusive aquelas que duram três segundos ou menos. Mas isso não impediu que anunciantes fossem à justiça exigir compensações financeiras.

Após três anos de idas e vindas contestando os processos nos tribunais, o Facebook topou pagar US$ 40 milhões, mas apenas para encerrar a disputa. Mesmo com o acordo, a companhia afirma que as ações judiciais “não têm mérito”.

Com informações: Variety.

Mais sobre: