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Samsung estima queda nos lucros superior a 50% mais uma vez

Mercado de chips de memória não está muito fácil para a Samsung (e para todo mundo)

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08/10/2019 às 10h57

2019 não está sendo um ano fácil para a Samsung: pelo terceiro trimestre consecutivo, a companhia está projetando uma queda de mais de 50% nos lucros. Entre julho e setembro, a empresa estima um lucro operacional de 7,7 trilhões de wons (cerca de R$ 26,2 bilhões), menos da metade dos 17,57 trilhões de wons (R$ 59,9 bilhões) do mesmo período de 2018.

Samsung - GDDR6

Embora o lucro operacional da Samsung ainda seja respeitável, a empresa tem visto seus resultados financeiros despencarem este ano. No primeiro trimestre de 2019, o lucro caiu 60%, apesar das vendas boas do Galaxy S10. Entre abril e junho, outra queda em relação ao ano anterior, desta vez de 56%. Se as novas projeções da Samsung se confirmarem, a redução no terceiro trimestre também deverá ser de 56%.

A Samsung é líder mundial no mercado de smartphones e TVs, mas a divisão que realmente imprime dinheiro e representa dois terços do faturamento da companhia é a de semicondutores. E, embora siga liderando o segmento, tendo quebrado uma hegemonia de 24 anos da Intel, o mercado não anda bem: desde o final de 2018, os chips de memória estão com preços menores e baixa demanda.

Tanto os chips DRAM quanto os de armazenamento (NAND) estão vendendo menos em comparação com o ano passado. Entre julho e setembro de 2018, a Samsung havia obtido o maior lucro trimestral da história da empresa, principalmente devido à forte demanda por chips de servidores, placas de vídeo e componentes para mineração de criptomoedas.

Mas parece ser só uma fase: de acordo com um analista ouvido pela CNBC, os preços de memórias NAND já começaram a subir no mercado; e os chips DRAM também devem encarecer nos próximos trimestres. Os lucros da Samsung, portanto, devem voltar a crescer a partir de 2020.

Pelas projeções da Samsung, o faturamento no terceiro trimestre deverá ficar em 62 trilhões de wons, o equivalente a R$ 211,6 bilhões (!) e uma queda de aproximadamente 5% em relação ao mesmo período de 2018. Saberemos os números exatos quando a empresa divulgar seus resultados financeiros oficiais, o que deve acontecer em 28 de outubro.

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