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FedEx avalia parceria com Correios e investe para crescer no Brasil

Correios entraram em processo de privatização; FedEx pode comprar parte da estatal, mas acredita que aliança é mais provável

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10/10/2019 às 10h38

Os Correios entraram em processo de privatização em agosto, junto a outras empresas como Telebras, Serpro e Dataprev: o governo ainda está decidindo qual será o modelo de venda ao setor privado, e a transação deve ser concluída em pelo menos dois anos. A empresa de logística FedEx não descarta uma oferta para comprar parte da estatal, mas acredita que uma aliança de negócios seria mais provável.

FedEx Express

“Nos EUA nós transportamos tudo para o US Post Office, então existem oportunidades de ganha-ganha trabalhando com os Correios, seja por meio de uma aliança ou outro tipo de relacionamento”, diz Juan Cento, presidente da FedEx Express para a América Latina e Caribe, em entrevista ao Valor. “Estamos monitorando de perto o que eles estão fazendo e as oportunidades que possam surgir.”

Talvez este não seja o melhor momento para a FedEx falar sobre aquisições: ela comprou a holandesa TNT Express em 2016 por US$ 4,8 bilhões, e ainda luta para incorporá-la à sua estrutura.

O lucro da FedEx caiu no ano fiscal de 2019 em parte devido aos US$ 314 milhões em custos de integração da TNT. O processo só deve ser finalizado no ano fiscal de 2021, custando cerca de US$ 1,7 bilhão no total; inicialmente, a empresa estimava que esse gasto não iria ultrapassar US$ 800 milhões.

As ações da FedEx sofreram queda de 14% desde o início do ano: seus executivos foram pegos de surpresa após os resultados fracos da TNT, que depende bastante do mercado europeu; a economia da Europa Continental e do Reino Unido sofreu desaceleração, e a empresa precisa concorrer com alternativas mais baratas.

FedEx renova frota e expande armazém no Brasil

Isso não impede a FedEx de expandir suas operações no Brasil, onde ela comprou a Rapidão Cometa em 2012. Juan Cento diz ao Valor que a empresa vem conversando com grandes varejistas e startups brasileiras para oferecer serviços de logística. Além disso, ela planeja renovar 400 veículos de sua frota no país, composta por 2,8 mil caminhões, carretas e vans.

A FedEx também está finalizando a expansão de seu armazém no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), que passará de 4,5 mil m² para 10 mil m² e receberá equipamentos como um raio-X para objetos de grande volume. Este é o principal centro de distribuição da empresa na América do Sul.

Com a expansão, o armazém ficará mais perto da rampa de estacionamento do Boeing 767-300 usado pela FedEx: a promessa é reduzir, em até duas horas e meia, o tempo para transportar cargas que entram e saem do avião. Além disso, a empresa tem autorização da Receita Federal a liberar mercadorias para importação e exportação sem usar áreas de terceiros, agilizando o processo.

Com informações: Valor.