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Facebook Libra perde parceiros, mas diz ter centenas de interessados

Segundo a Associação Libra, ao menos 180 empresas atendem os requisitos para se tornarem membros

Victor Hugo Silva Por
15/10/2019 às 11h52

Dias após perder alguns de seus membros mais importantes, a Associação Libra realizou sua primeira reunião oficial na segunda-feira (15) em Genebra, na Suíça. O grupo, criado para definir os padrões da criptomoeda do Facebook, diz que outras centenas de empresas querem se tornar parceiras.

Facebook Libra

Em nota, a organização apontou para um entusiasmo criado desde seu lançamento. "A Associação Libra confirmou que mais mais de 1.500 entidades manifestaram interesse em participar do esforço do projeto Libra, e aproximadamente 180 entidades atenderam aos critérios preliminares de associação".

Para se juntarem à Associação Libra, as empresas precisam atender aos menos a dois dos três seguintes requisitos: ter US$ 1 bilhão em valor de mercado (ou US$ 500 milhões em saldos de clientes), alcançar 20 milhões de pessoas por ano e estar entre as 100 maiores empresas de seu setor.

As regras são um pouco diferentes para empresas de criptomoedas, organizações sem fins lucrativos e instituições acadêmicas. Com o interesse, o Facebook deve alcançar sua meta de 100 parceiros antes do lançamento do Libra, previsto para 2020.

O suposto interesse de outras empresas no Libra foi o principal anúncio na reunião, que não apresentou novidades sobre como o grupo vai lidar com a resistência de reguladores. A associação também revelou os cinco integrantes de seu conselho administrativo.

Um deles é David Marcus, chefe da Calibra, subsidiária do Facebook que levará uma carteira digital da criptomoeda ao WhatsApp e ao Messenger. Entre 2012 e 2014, o executivo foi presidente do PayPal, o primeiro a deixar a Associação Libra.

"O PayPal tomou a decisão de renunciar à participação na Associação Libra neste momento e continuar se concentrando no avanço de nossas missões e prioridades de negócio existentes na medida em que nos esforçamos para democratizar o acesso a serviços financeiros para populações carentes", afirmou a empresa à Bloomberg no início de outubro.

Na semana passada, o grupo também perdeu o apoio de Visa, Mastercard, eBay, Stripe, Mercado Pago e Booking Holdings (da mesma proprietária do comparador de preços de passagens aéreas Kayak). Em nota, a Visa apontou explicitamente suas preocupações com questões regulatórias.

"A Visa decidiu não ingressar na Associação Libra no momento", afirmou a empresa. "Continuaremos a avaliar e nossa decisão final será determinada por vários fatores, incluindo a habilidade da Associação de satisfazer plenamente todas as expectativas regulatórias necessárias".

Com a reunião, a Associação Libra oficializou a participação dos seguintes membros:

  • Pagamentos: PayU (Naspers)
  • Tecnologia e marketplace: Facebook/Calibra, Farfetch, Lyft, Spotify, Uber Technologies
  • Telecomunicações: Iliad, Vodafone Group
  • Blockchain: Anchorage, Bison Trails, Coinbase, Inc., Xapo Holdings Limited
  • Capital de risco (venture capital): Andreessen Horowitz, Breakthrough Initiatives, Ribbit Capital, Thrive Capital, Union Square Ventures
  • Organizações sem fins lucrativos e outras: Creative Destruction Lab, Kiva, Mercy Corps, Women’s World Banking

Com informações: TechCrunch, Ars Technica.