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Samsung Galaxy S10 tem bug que permite desbloqueio com qualquer digital

Sensor ultrassônico da linha Samsung Galaxy S10 tem problema com película e desbloqueia com qualquer impressão digital

Lucas Lima Por
17/10/2019 às 16h29

Esta semana, uma reportagem no jornal The Sun revelou que o Samsung Galaxy S10 pode ser desbloqueado com qualquer impressão digital após uma película barata ser aplicada na tela. A Samsung já informou que está ciente sobre o caso e que prepara uma atualização para corrigir a falha do sensor biométrico.

Samsung Galaxy S10+ biometria

O Galaxy S10 foi o primeiro celular a trazer um sensor ultrassônico abaixo da tela. Esse tipo de leitura envia ondas de alta frequência para fazer o mapeamento 3D da impressão digital. O processo todo é feito de forma rápida, funcionando mesmo com o dedo molhado e com a tela riscada.

O problema começa quando há uma camada maior para as ondas ultrassônicas passarem, como é o caso das películas. No caso desta semana, o The Verge informou que, aparentemente, o problema teria ocorrido porque o cadastro biométrico foi feito com a película já aplicada. Vale considerar ainda que o material era de algum tipo de gel, o que pode ter confundido ainda mais o leitor durante o cadastramento.

A Samsung já admitiu, inclusive, que certos tipos de película podem não funcionar com o Galaxy S10 no Canadá e na Alemanha, onde todas as unidades do celular já vêm com uma película compatível instalada.

Marques Brownlee, do canal MKBHD no YouTube, fez o teste com películas de vidro e confirmou que o sensor tem dificuldade de identificar a impressão digital por conta da camada extra de material. Pule o vídeo par 7:10 para conferir o teste:

Galaxy S10 também tem reconhecimento facial falho

O que restaria, até o patch de segurança corrigir o bug no leitor biométrico, seria usar o reconhecimento facial para desbloquear o aparelho… se ele também não tivesse problemas.

No Galaxy S9 ainda era possível contar com o reconhecimento biométrico por íris, mas, no modelo posterior, a Samsung optou por reduzir as bordas, eliminando os sensores e abrindo apenas um buraco para as câmeras frontais.

Isso quer dizer que, sem sensores, não há uma autenticação precisa do usuário, como é feito no Face ID dos iPhones. Alguns proprietários, a propósito, disseram conseguir enganar a verificação facial a partir de fotos e vídeos, até mesmo com parentes.

Por enquanto, o que resta é habilitar a senha numérica e esperar uma atualização para corrigir o problema.

Com informações: The Verge, Engadget, The Sun.