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Apple tem queda nas vendas do iPhone, mas cresce em serviços e wearables

Apple teve faturamento recorde no 3º trimestre com serviços e wearables (Apple Watch e AirPods), mas receita com iPhones caiu

Felipe Ventura Por

A Apple divulgou o resultado financeiro do terceiro trimestre: ela teve faturamento recorde de US$ 64 bilhões, puxado pelas vendas de serviços e de wearables como o Apple Watch e os AirPods; no entanto, a receita com iPhones caiu mais uma vez.

Apple iPhone 11 Pro Max

O faturamento com iPhones foi de US$ 33,4 bilhões no trimestre, queda de 9% em um ano. De acordo com a Strategy Analytics, a Apple vendeu 3% menos unidades do iPhone globalmente no terceiro trimestre, se comparado ao mesmo período do ano passado. E segundo a Canalys, as vendas da empresa na China despencaram 28%.

O CEO Tim Cook afirma que o iPhone 11 é o celular atualmente mais vendido pela Apple, ultrapassando os modelos 11 Pro e os antecessores. Isso se deve, em parte, ao preço de US$ 699.

Cook diz à Reuters que esse preço “é um fator para atrair mais pessoas para o mercado e dar às pessoas mais um motivo para atualizar; e na China… escolhemos preços relevantes localmente, mais semelhantes aos preços que tiveram grande sucesso antes”.

Apple migra foco para wearables e serviços

A Apple está, aos poucos, migrando seu foco para wearables e serviços. É possível notar isso no resultado financeiro: a receita com serviços cresceu para US$ 12,5 bilhões, aumento de 18% em um ano. Isso inclui a App Store, Apple Pay, Apple Card e assinaturas como Apple Music, iCloud e AppleCare+.

A categoria Wearables, Casa e Acessórios teve um crescimento ainda maior, saltando 54% para US$ 6,52 bilhões. Cook diz que, no trimestre, três quartos das pessoas que compraram um Apple Watch nunca tiveram um antes — é um sinal de que o smartwatch pode se expandir para mais pessoas. O faturamento não leva em conta os novos AirPods Pro, lançados em outubro.

As vendas de iPad atingiram US$ 4,66 bilhões, aumento de 17% em um ano, puxadas pelo iPad Pro. No entanto, a receita com Macs caiu 5%: o CEO afirma que isso ocorreu porque a empresa lançou um novo MacBook Air no mesmo período do ano passado, mas não agora.

A Apple teve uma ligeira queda no faturamento vindo da China, Japão e Europa, mas isso foi compensado por um desempenho mais forte nas Américas. O lucro líquido no trimestre foi de US$ 13,7 bilhões, queda de 3% em relação ao mesmo período de 2018.

Com informações: Apple, Ars Technica.

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Juliano Machado Olivetti

Dá uma lida,
O mercado de topo vem levemente ganhando corpo.
https://macmagazine.uol.com...

Rafael Moreira

Esse negócio que Android trava depende do aparelho. Uso um Pixel 2 XL e nunca tive se quer travamentos. Já usei Nexus 5 e Nexus 6P, outros dois que também não tive problemas.

Rafael Moreira

Empresas como Huawei, Xiaomi.. evoluíram demais. Comprei um Xiaomi mi A2 lite só para trabalho, ótimo custo x benefício.

Rafael Moreira

Na categoria tablet não vejo concorrente para o iPad.

Gabriel Naldis

Excelentes considerações.

Baidu feat MC Brinquedo

Concordo com o que você disse, porém é preciso salientar uma coisa:

Tá todo mundo vendendo menos telefones, exceto marcas chinesas, porque os telefones atuais estão bem "parrudo", isso os faz durar por mais tempo. Assim sendo, mesmo vendendo menos aparelhos, ainda haverá uma quantidade absurda de gadgets que poderão rodar Apple TV, Apple Music e etc...

Corrija-me se estiver errado.

Baidu feat MC Brinquedo

Surpreso por saber que o mercado de tablets ainda dá lucro absurdo à Apple.

Juliano Machado Olivetti

Eu tenho sérias dúvidas do efeito de uma baixa forte de preços e da margem em caso de a tendência atual continuar. Essa estratégia deveria ter inicio imediatamente, já com entrada dos serviços e dos novos acessórios, e não como uma carta na manga em caso de necessidade, que certamente não tem o mesmo efeito.
Sobre o sistema estável, fechado e etc, já não tem o mesmo apelo, afinal os aparelhos Android do topo se tem a mesma percepção.
Uso um Pixel 3XL, e jamais fui surpreendido com travamentos ou necessidade de reinicio, situação de estabilidade geral que levam os usuários do topo a não sentirem a menor necessidade de ficarem migrando entre plataformas, e justamente vem aí a necessidade de não perder usuários.

Ouriço

Provavelmente a porcentagem de lucro dos iPhones é alta. Se acontecer da Apple chegar em um nível de faturamento baixo o suficiente pra considerarem arriscado, basta ela cortar parte do lucro por unidade (supor, uns 40% a menos de lucro). Aí vem outra explosão de vendas de iPhones, o que contrabalanceia a redução no lucro por unidade.

Qualquer coisa, basta ressuscitar o iPhone SE, que nem rumores dizem por aí. Um iPhone mais básico, com processador antigo mas ainda rápido (Apple A11 ou A12) e uma câmera traseira muito boa, e a essência do que faz um iPhone (sistema fechado, não trava, fluido até em aparelhos antigos) já é suficiente pra empurrar as vendas pra cima.

Danilio Costa Silva

Comentário preciso.

Jairo ☠️

Bem observado

José Vieira

Chineses comendo a Apple pelas beiradas, rs...

Tchones

Sabendo disso, ela abaixa o valor do iphone e aumenta e muito o valor dos acessórios!

Juliano Machado Olivetti

Justamente o crescimento dos acessórios/serviços vem da base de usuários de Iphone, que vem ano a ano em leve tendência de queda. Quando os se