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Apple tem queda nas vendas do iPhone, mas cresce em serviços e wearables

Apple teve faturamento recorde no 3º trimestre com serviços e wearables (Apple Watch e AirPods), mas receita com iPhones caiu

Felipe Ventura Por
31/10/2019 às 12h04

A Apple divulgou o resultado financeiro do terceiro trimestre: ela teve faturamento recorde de US$ 64 bilhões, puxado pelas vendas de serviços e de wearables como o Apple Watch e os AirPods; no entanto, a receita com iPhones caiu mais uma vez.

Apple iPhone 11 Pro Max

O faturamento com iPhones foi de US$ 33,4 bilhões no trimestre, queda de 9% em um ano. De acordo com a Strategy Analytics, a Apple vendeu 3% menos unidades do iPhone globalmente no terceiro trimestre, se comparado ao mesmo período do ano passado. E segundo a Canalys, as vendas da empresa na China despencaram 28%.

O CEO Tim Cook afirma que o iPhone 11 é o celular atualmente mais vendido pela Apple, ultrapassando os modelos 11 Pro e os antecessores. Isso se deve, em parte, ao preço de US$ 699.

Cook diz à Reuters que esse preço "é um fator para atrair mais pessoas para o mercado e dar às pessoas mais um motivo para atualizar; e na China... escolhemos preços relevantes localmente, mais semelhantes aos preços que tiveram grande sucesso antes".

Apple migra foco para wearables e serviços

A Apple está, aos poucos, migrando seu foco para wearables e serviços. É possível notar isso no resultado financeiro: a receita com serviços cresceu para US$ 12,5 bilhões, aumento de 18% em um ano. Isso inclui a App Store, Apple Pay, Apple Card e assinaturas como Apple Music, iCloud e AppleCare+.

A categoria Wearables, Casa e Acessórios teve um crescimento ainda maior, saltando 54% para US$ 6,52 bilhões. Cook diz que, no trimestre, três quartos das pessoas que compraram um Apple Watch nunca tiveram um antes — é um sinal de que o smartwatch pode se expandir para mais pessoas. O faturamento não leva em conta os novos AirPods Pro, lançados em outubro.

As vendas de iPad atingiram US$ 4,66 bilhões, aumento de 17% em um ano, puxadas pelo iPad Pro. No entanto, a receita com Macs caiu 5%: o CEO afirma que isso ocorreu porque a empresa lançou um novo MacBook Air no mesmo período do ano passado, mas não agora.

A Apple teve uma ligeira queda no faturamento vindo da China, Japão e Europa, mas isso foi compensado por um desempenho mais forte nas Américas. O lucro líquido no trimestre foi de US$ 13,7 bilhões, queda de 3% em relação ao mesmo período de 2018.

Com informações: Apple, Ars Technica.